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17 outubro 2018

Confraria apresenta candidatura para organizar o 'Congresso do Vinho' em 2022


Em 2022 a Madeira quer organizar a Conferência Internacional do Vinho. A candidatura vai ser apresentada pela agora Confraria Enogastronómica da Madeira.

Fonte: Notícias do Atlântico da RTP-Madeira, 16 de Outubro


A nova denominação da Confraria Madeirense será usada a partir da data da sua aprovação em Assembleia Geral, marcada para 23 de Novembro de 2018.


Reportagem:

16 outubro 2018

Confrades madeirenses participam na Confraria do Chícaro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no XII Capítulo da Confraria do Chícharo, que se realizou no dia 14 de Outubro, na Vila de Alvaiázere. Participaram neste evento os confrades Alcides Nóbrega, Sancho Silva, Carlos Manuel, Carlos Soares e António Silva.

Estreito de Câmara de Lobos, 16 de Outubro de 2018.

Na Imprensa

12 outubro 2018

Na opinião da Enófila

Artigo de opinião escrito por: Filipa Aveiro.

A natureza é tão imprevisível, quanto bela. Ela cerca-nos, encanta-nos e influencia-nos. A maturação das uvas dependem de condições externas, do clima, dos solos… assim também o é, o nosso amadurecimento enquanto pessoas.

As variações cíclicas são uma realidade que, em muito afetam a agricultura, exigindo aos seus profissionais uma luta diária para adaptar o seu ofício às condições climatéricas oscilantes que a natureza proporciona. Esta ilação pode ser transportada para as nossas vidas pessoais.

Qual de nós nunca teve que se adaptar a uma nova situação que nos tenha deixado desconfortáveis?

A vida dos humanos é como a das vinhas, exige adaptação, dedicação e trabalho, com foco nos objetivos.

Todas as alterações exigem metamorfoses de pensamento, de ação e de visão, tirando-nos da nossa zona de conforto. Mas, quando almejamos o desejável, o retorno é muito gratificante e até agradecemos o ‘percurso vivido’.

Tenho um amigo, da área do marketing, comunicação e eventos que, por circunstâncias da vida, mudou de rumo, deixando a sua vida urbana do mundo dos espetáculos, pela ruralidade duriense, num projeto vínico familiar que abraçou de alma e de coração, seguindo a paixão do seu avô, de alcunha Pôpa que deu nome à atual quinta.

Recentemente, visitei e tive oportunidade de conhecer a Quinta do Pôpa e o seu projeto arrojado e criativo - Pôpa Art Projects, que Stephane Ferreira, gerente e promotor, ambicionou, projetou e tornou este seu sonho real. É uma propriedade lindíssima, adquirida pela família em 2003, com uma vista sobre o Douro de cortar a respiração que, de forma encantadora, nos transmite aquele toque ‘rebelde’ e descontraído, patente em diversos elementos informativos e decorativos. Estes adjetivos também são aplicados, no geral, aos seus vinhos, onde o trabalho do enólogo explora a combinação de novos sabores e aromas de forma arrojada e criativa, fugindo um pouco ao formato habitual dos vinhos do Douro e seguindo uma nova tendência de produção de vinhos mais leves e com menos teor alcoólico.

O vinho que escolhi esta semana é o Pôpa ‘Black Edition’ tinto, de 2014. Stephane atreveu-se a atribuir esta designação original, que o distingue dos demais, ao invés de utilizar designações comuns como outros categoria idêntica. Este, inicialmente, marcou-se por um aroma fechado mas, no seu paladar, destaco a sua plenitude de boca que é marcado ao mesmo tempo pela sensação de profundidade. É um vinho de cor intensa, evidenciado pela madeira, com potencial de garrafa, podendo ficar alguns anos nas nossas prateleiras para o saborearmos num momento especial. Este acompanha pratos de carne bem temperados e consistentes.

A rebeldia e originalidade da quinta e do vinho, também estão presentes nos rótulos. O rótulo do Pôpa ‘Black Edition’ circunda a garrafa, num formato alto, de corte curvilíneo e com relevo, atribuindo-lhe elegância e movimento. As suas cores - preto, dourado e branco - dão-lhe um toque requintado, gracioso e nobre.

A criatividade estampada no logotipo homenageia a pôpa do cabelo do avô (que acabou por ser a sua alcunha), no recorte deste sobre o código de barras e, na descrição de pormenores informativos, como é o exemplo do teor alcoólico do vinho, disposto de 4 formas distintas sui generis.

O vinho é muito mais do que um néctar que gostamos de desfrutar… é uma história, um projeto, uma paixão que exige planificação, dedicação e adaptações periódicas, para que o mesmo satisfaça as exigências do produtor e do consumidor final.


Fonte: JM-Madeira

08 outubro 2018

Confraria presente no Capítulo da Cofradia de Aguardiente de Orujo e del Viño de Liébiana

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira marcou no Capítulo da Cofradia de Aguardiente de Orujo e del Viño de Liébiana, em Cantabria.

Estreito de Câmara de Lobos, 8 de Outubro de 2018.


Na Imprensa:
«Mi reto es demostrar que la uva de Liébana es buena para el vino»

Sabino Quirós, nombrado Vinatero de Liébana 2018 en la Fiesta de la Vendimia, una cita que recuerda la vinculación de la comarca con el vino.

«Mi reto es demostrar que la uva de Liébana es buena para el vino y poder difundir los vinos de la empresa familiar 'Orulisa' a nivel nacional e internacional», dijo este sábado Sabino Quirós después de ser nombrado Vinatero de Liébana 2018. El nombramiento del nuevo Vinatero fue el acto central de la Fiesta de la Vendimia que celebró en Potes su quinta edición. Junto a la fiesta, la capital lebaniega acogió el Capítulo de la Cofradía del Aguardiente de Orujo y del Vino de Liébana en el que participaron dieciséis cofradías gastronómicas de Cantabria, Asturias, Navarra y Portugal. Los actos contaron con la presencia de Javier Gómez, alcalde de Potes; Gregorio Alonso, alcalde de Vega de Liébana y Enrique Cueto, presidente de la Cofradía lebaniega.

Los actos festivos se iniciaban por la mañana con la recepción y bienvenida a las cofradías asistentes para, seguidamente, formarse la comitiva que, encabezada por la Banda de Gaitas de Cantabria, recorrió las principales calles de la villa lebaniega hasta llegar al Centro de Estudios Lebaniegos donde se celebró el Capítulo de la Cofradía del Aguardiente de Orujo y del Vino de Liébana. En esta edición fueron nombrados cofrades de honor Eva Bartolomé, directora general de Turismo, y Luís Javier del Valle, periodista del Principado de Asturias. También recibió la distinción de cofrade de mérito, Pedro Álvarez, cantante de música regional. Se nombró también cofrades de número a Julia Fernández, Ana María Burgada, Ana Belén Ruiz, Teodoro Rebanal, Ramón Álvarez y Alio Agudo.

Por la tarde, tras la comida de hermandad, en el templete de La Serna tuvo lugar el nombramiento de Sabino Quirós como Vinatero de Liébana 2018,un acto en que estuvo acompañado por su familia así como por los Vinateros anteriores. Fue Mariano Linares, primer Vinatero de la fiesta, quien hizo entrega a Quirós de la placa de reconocimiento. Tras agradecer la distinción, el nuevo Vinatero pisó descalzo las uvas y se procedió a la degustación de los vinos de la comarca.

Pedro Álvarez
Sábado, 6 octubre 2018, 21:51

Fonte: "El Diário Montañes" de Cantabria


























06 outubro 2018

Batata-doce da Madeira ganha Indicação Geográfica Portuguesa

Humberto Vasconcelos acredita que processo estará concluído até fim do mandato. 

Direcção Regional de Agricultura trabalha em projectos semelhantes para a cebola, a banana, o cuscuz e mel de cana da Madeira. 


Fonte: JM-Madeira, edição impressa de 6 de Outubro de 2018.

03 outubro 2018

O valor da agricultura

Artigo de opinião escrito por: Gil Rosa.


A agricultura é um trabalho duro e difícil, disso ninguém parece ter dúvidas.

Apesar do acentuado despovoamento ainda é possível observar em Santana, terrenos tão bem cultivados. Sendo que agora até há alguns projectos de sucesso, necessariamente com outra forma de olhar a agricultura.

Situação bem diferente daquele que tive oportunidade de viver na minha infância e juventude.

Os meus pais, tinham imensos terrenos cultivados. Lembro-me de ‘contratarem’ homens, para os cavar.

Cultivar neste caso não é apenas ter a terra, água e sementes. Requer muito trabalho, é preciso prepará-los para cultivar, tirar as ervas, cavar, abrir ‘camalhões’, depois os regos, adubar, meter as sementes, deitar guano e voltar a cobrir com terra.

Em casa, plantávamos semilhas, batata-doce, couves, milho doce, abóboras, favas, trigo, feijão, uvas, canas-de-açúcar e ervas aromáticas.

Nós, eu e os meus irmãos tínhamos algumas tarefas, destinadas pela minha mãe. Uma delas, era regar. No dia da rega, levantávamo-nos às 3 ou às 4 da manhã. Era a hora que o levadeiro nos entregava a água de giro. Com “olho de boi” ligado, preparávamos os tornadouros, reforçava-se os camalhões com mais terra, para o rego não rebentar. Tarefa nem sempre fácil.

Regar era uma das tarefas, mas havia muitas outras. Todos os dias havia sempre algo para fazer na terra.

Havia dias, em que tínhamos que mondar os terrenos, na altura do feijão, tínhamos de colocar canas para segurá-lo, apanhar batatas, no tempo da vindima apanhar e pisar as uvas.

Diariamente, tínhamos de apanhar erva para a vaca, cuidar dos porcos e das galinhas.

Recordo-me também quando trazíamos pessoal uma das tarefas preferidos era levar ao meio da tarde, o lanche, mais conhecido em Santana por, ‘entrebem’ aos homens, que estavam a trabalhar na fazenda.

Numa cesta, carregava pão caseiro com carne de porco gorda cozida na sopa feita para o almoço.

Àquela hora os homens deliravam com tal pitéu, seguido de um copo de vinho da pipa.

Também tínhamos direito à nossa parte, sabia tão bem, pão feito pela minha mãe, e carne de porco caseiro.

Nesse tempo, os dias pareciam enormes. Uma eternidade.

Havia tempo para estudar, para as tarefas de casa e ainda para jogarmos à bola. À tardinha apareciam os amigos da zona. A ideia era, jogarmos à bola, no pequeno campo de futebol em terra batida que existia no sítio.

Olhando para traz tenho de classificar essa vida como privilegiada. Andávamos tão perto da natureza, respirando ar puro, vivendo de uma forma tão descontraída, num ambiente saudável. O trabalho por vezes era duro, mas desconhecia a palavra stress.

É por tudo isto, que valorizo quem trabalha na terra, quem dá o seu melhor para manter os campos cultivados. Mesmo sabendo que hoje em dia a agricultura de subsistência não gera rendimentos e mesmo que seja para vender é pouco rentável. Mesmo assim, admiro e felicito quem tem o dom de cultivar, quem dá tudo de si, para continuarmos a vislumbrar ainda plantações de milho de feijão de batatas etc..

Palavra também para alguns empreendedores agrícolas que existem em Santana. Há exemplos de sucesso, alguns deles jovens que souberam introduzir inovação e por via disso transformaram-se em empresários agrícolas de sucesso. O mercado agradece a qualidade dos produtos produzidos em Santana.

Fonte: JM-Madeira

02 outubro 2018

As Vindimas


Artigo de Opinião por Ricardo Catanho.
Desde os primórdios do povoamento da ilha da Madeira, na primeira metade do sec. XV, que há registo da introdução da cultura da vinha na nossa Região.

Foi o Infante D. Henrique que ordenou a sua cultura e é aqui que começa a história e a verdadeira epopeia do Vinho Madeira, existindo registos históricos que demonstram que apenas 25 anos após o início do povoamento as exportações deste produto eram já uma realidade.

Ao longo dos séculos este líquido foi sendo melhorado na sua qualidade, com a introdução de novas castas, novos produtos de conservação e, ao mesmo tempo, foi aumentando também a sua área de produção que ainda hoje continua. Este vinho, que se tornou mundialmente famoso, sobretudo pela mão dos ingleses, já teve e continua a ter pontos altos de referência mundial. Tanto é, que a reputação da nossa ilha está muitas vezes ligada a esta cultura, estando também diretamente relacionada a efemérides históricas a nível mundial, como foi o caso de, a 4 de julho de 1776, a independência dos Estados Unidos da América ter sido celebrada com um brinde do nosso vinho Madeira.

Todo este passado glorioso faz com que, ainda hoje, seja o produto regional com maior expressão a nível das nossas exportações, sendo que dos 3 milhões de litros produzidos em média, anualmente, cerca de 80% desse vinho seja para exportação.

Todos os factos atrás mencionados levam-me ao ponto de partida: sobre o qual eu quero escrever este mês…

Não sendo a primeira vez que falo sobre a produção vitivinícola neste espaço de opinião, penso que este produto merece especial atenção, ou não fosse esta a cultura com mais importância cultural e económica da nossa freguesia e concelho de São Vicente. Todos os anos, entre o final de Agosto até meados de Outubro, mantém-se a tradição da vindima, com toda a azáfama e reboliço que com ela se vive, nos diferentes sítios da freguesia.

E hoje escrevo sobre as vindimas porque, recentemente, ao regressar a casa, reparei num grupo de pessoas que, à sombra da vinha, estavam sentados no chão, preparando-se para almoçar. Aquela imagem proporcionou-me um “flashback” quase instantâneo e transportou-me à minha infância, quando a minha família ia ajudar a vizinhança na vindima das suas latadas. Eu gostava imenso daqueles momentos, achava todo o processo engraçado e divertido: desde a apanha da uva, ao seu transporte até ao lagar e finalmente o poder entrar, com os pés descalços, no lagar e pisar as uvas. Era uma verdadeira alegria para as crianças.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espirito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espírito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Por segundos, consigo reviver o cheiro dessas refeições, os sons e as vozes, naquele curto espaço de tempo que dedicavam ao repouso e ao convívio, para logo de seguida retomarem o seu trabalho.

A orografia da nossa ilha, embora a torne excecionalmente bela, não é nada condescendente com os nossos agricultores, aqueles que arduamente trabalham a terra e que tiveram que adaptar as nossas áreas de cultivo em íngremes socalcos, mais conhecidos por poios, que parecem degraus que vão subindo a encosta, como que a conquistando.

Todo o processo da vitivinicultura não mudou muito, sobretudo nesta etapa da vindima. A recolha das uvas continua praticamente a mesma há décadas, apenas os processos do pisar das uvas, evoluiu, sendo agora feito, em regra, por potentes maquinas que facilitam e muito o esforço humano. Não obstante, não é assim tão raro vermos os lagares tradicionais, ainda em pleno funcionamento, onde se produz o vinho através da pisa com os pés. Isto acontece sobretudo, no caso da produção do chamado vinho seco, também famoso ao nível regional.

O período das vindimas em São Vicente continua a ser socialmente muito importante, uma época de celebração familiar, em que as famílias, juntamente com vizinhos, num verdadeiro espirito de comunidade e interajuda, vão vindimando as vinhas uns dos outros. Há mesmo emigrantes que regressam do “estrangeiro” com o propósito de ajudarem os seus pais nesta árdua tarefa anual, sendo quase um ritual que está impregnado no nosso modo de vida aqui na “Capital do Norte”.

Desejo a todos e a todas vitivinicultores que tenham este ano uma excelente vindima e faço votos de que o que sucedeu na última vindima (de 2017), não se volte a repetir este ano: o Governo e o Secretário Regional da Agricultura, com a anuência do presidente da Câmara brincaram (a palavra é mesmo esta, brincaram) com estas pessoas que se dedicam todo ano para contribuírem para o crescimento económico do nosso concelho, seja por via da produção de vinha, seja através do turismo, devido às paisagens únicas que os poios plantados de vinha proporcionam a quem nos visita.

Um bem-haja a todos vós.

01 outubro 2018

Presença na Bélgica a 1 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa no dia 13 de Outubro no Capítulo da "Confrérie de la Delicieuse Oie du Gay Savoir en Mangier de Visé", que se realizará na região da Valônia, sul da Bélgica.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Outubro de 2018.


30 setembro 2018

Setembro, mês da Vindima


Artigo de Opinião por: Jaime Gomes.

Setembro! Já veio e já está quase a ir embora. Mês da semana do grande, enorme arraial do Bom Jesus, este ano foi uma enchente, dizem os entendidos.

Para que nos visitou uma palavra de agradecimento e para o ano, cá vos esperamos, todos os que, vieram este ano, os que tiveram intenção de vir e não puderam vir e os que tiverem vontade de vir pela 1.ª vez.

Posto isto, nunca entendi muito bem o porquê de na nossa terra depois do arraial, mais ninguém vai à piscina. Na minha infância e adolescência, lembro que só íamos à piscina depois do arraial no final do dia de vindimas, tirar o preto das mãos das uvas jaquê. Hábitos e usos que se vão alterando quanto mais não seja pela significativa diminuição de vindimas, quer pelo mais que certo prolongar do Verão, pelo Outono dentro.

O vinho faz-se este mês, não é muito, com certeza, mas o pouco que vai subsistindo tem de ser feito. Quem tem vinha reconvertida, as chamadas “Castas autorizadas a saber: CASTAS BRANCAS: Verdelho, Arnsburger, Terrantez, Sauvignon Blanc, Malvasia Cândida, Chardonnay,l Tália, Sercial, Chenin Blanc, Alvarinho Lilaz, Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida Branca, Malvasia Fina, Malvasia Branca de S. Jorge e Carão de Moça. CASTAS TINTAS: Tinta Negra, Maria Feld, Malvasia Roxa, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez e Syrah…” fonte: IVBAM. Apanha as uvas e entrega nas casas produtoras seja de Vinho Madeira ou do já cada vez mais presente vinho de mesa madeirense.

A defesa da nossa terra não passa apenas pelos outros, pelos que mandam, passa por todos e cada um de nós. Passa pela defesa intransigente do que de bom cá se faz.

Passei pela experiência da reconversão da vinha na 1.ª pessoa, nos primórdios da última reconversão. Assisti a inúmeras discussões de quem estava contra o corte do jaquê e argomon para plantar a vinha nova…foi o fim de um tempo e o início de outro. Confesso que não entendi a visão da minha mãe, porque ela dos pequenos agricultores foi uma das primeiras a fazer a reconversão. Nos Enxurros uma casta branca, o Verdelho, nas Feiteiras o Sercial, também branco. Quando veio a imposição do grau, e o jogo do empurra de responsabilidades, foi difícil. O Verdelho era dificílimo de tratar e o Sercial pura e simplesmente nunca teve mais de 8,5, mesmo junto ao mar e com imensas horas de sol. E depois a decisão, cortamos a vinha. Talvez se pense a mais fácil na altura, mas enganem-se, pois, para qualquer bom agricultor, como é a minha mãe, cortar foi a última opção.

Da minha experiência pessoal que não posso classificar de positiva, ficou o gosto pela vinha, pelo conhecimento desta área e a vontade em compreender o nosso passado ligado ao vinho. Consigo compreender o porquê de algumas imposições do governo, algumas relutâncias das casas que compram as uvas. Se nós, quando compramos queremos sempre o melhor porque raio de razão haveriam eles de comprar o bom, o mangrado e podre.

A defesa da nossa terra não passa apenas pelos outros, pelos que mandam, passa por todos e cada um de nós. Passa pela defesa intransigente do que de bom cá se faz. Pela defesa dos nossos produtos genuínos e o vinho é o primeiro e talvez o mais genuíno desses produtos.

Na génese de todas as terras existe uma razão e a vontade de ser. A nossa, por mim resume-se, nos elementos do nosso brasão mais especificamente no elemento central a dupla parreira com cachos de uvas maduros. São o símbolo perfeito da resiliência humana afirmada ao longo de séculos de vida humana. Tal como a parreira se agarra à vida às vezes em terrenos pedregosos e secos, também o homem se encheu de força, durante 5 séculos, para construir esta nossa terra, Ponta Delgada.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

26 setembro 2018

TSF nacional fez reportagem sobre a pesca do atum no Porto Santo


A TSF nacional veio até ao Porto Santo para ficar a conhecer de perto a realidade em torno da pesca do atum ‘aqui ao lado’.

O jornalista Miguel Midões aborda a técnica ancestral de salto e vara ainda utilizada pelos pescadores porto-santenses, que, segundo conta, “procuram fazer frente à concorrência dos barcos espanhóis”.

Leia e ouça a reportagem na íntegra clicando aqui


23 setembro 2018

Lameiros vai acolher o encontro cultural gastronómico a 21 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realiza no dia 21 de Outubro o seu encontro cultural gastronómico na localidade dos Lameiros, Município de São Vicente.

Durante o encontro de Setembro, realizado na Herdade Agrícola "Casa Velha", vários confrades manifestaram o seu desagrado pela AMC/CGM não ter sido convidada a estar presente no Capítulo da Confraria do Vinho Madeira, que se realizou a 21 de Setembro na Madeira.

Alcides Nóbrega e Carlos Soares, presidente e vice-presidente da Direção da AMC/CGM, embora compreendendo o sentimento dos confrades consideraram o assunto sem importância

Estreito de Câmara de Lobos, 23 de Setembro de 2018.


Na Imprensa:

21 setembro 2018

Alberto II já é confrade do Vinho Madeira

Príncipe do Mónaco jurou defender e promover a qualidade e excelência do produto.
O Príncipe Alberto II do Mónaco diz-se “muito honrado” pelo convite e por pertencer a uma Confraria ao qual a sua família está ligada há três gerações, renovando de seguida o juramento de que defenderá “o melhor possível a qualidade e a excelência” do Vinho Madeira.

A cerimónia que decorreu ao final da tarde no Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira, contou com a presença de cerca de quatro dezenas de confrades, além de convidados de honra para um jantar de gala realizado no pátio.

Trajados com a capa de veludo cor de vinho, o chapéu de veludo preto, com plumas de avestruz de várias cores e a indispensável ‘tamboladeira’, peça metalizada (estanho) com a qual fizeram o brinde ao novo confrade.

Relação da Família Real do Mónaco com o Vinho Madeira é antiga


A relação da família real do Mónaco com o Vinho Madeira já é antiga e remonta ao príncipe Alberto I, tetravô do príncipe Alberto II, que esta tarde foi entronizado confrade do Vinho Madeira.

Aos jornalistas, o chefe da Casa de Grimaldi disse que sempre viu garrafas de Vinho Madeira na adega do Palácio do Mónaco e que o pai, o príncipe Rainier, era “um grande apreciador” desta bebida.

Lembrou ainda que já o seu tetravô, o príncipe Alberto I, que esteve na Madeira “há mais de um século para fazer pesquisa de âmbito oceanográfico” conhecia este vinho. “A nossa ligação com o Vinho Madeira já remonta há muito tempo e sinto-me muito honrado e feliz por estar aqui, mais uma vez”.

O monarca considerou ainda ser importante continuar a promover o Vinho Madeira, já que, apesar de toda a gente conhecer esta marca, “nem todos tiveram a oportunidade de o provar”. “É importante continuar a promovê-lo, já que o vinho é uma expressão muito própria da identidade e cultura locais”, referiu.

A entronização do príncipe foi proposta pelo presidente do Governo Regional, que manifestou a sua satisfação por Alberto II ter vindo à Madeira expressamente para a cerimónia.

“O príncipe do Mónaco é uma personalidade conhecida em todo o mundo e é um amigo da Madeira, aliás já o provou, o ano passado esteve cá”.

“Penso que é uma promoção muito importante, porque é uma personalidade conhecida a nível mundial”, reiterou.

Fonte: JM-Madeira

É tempo de vindimar…


O sol já ia alto.

Nós, a pequenada, já há muito que andávamos a pular no terreiro, numa orquestra de gritos e gargalhadas.

Com um olhar maroto e um aceno de cabeça, sem palavras, dirigíamo-nos todos à socapa para a fazenda.

As parreiras ostentavam as suas folhas dum verde bem escuro e dependurados estavam os cachos de jaqué, americano e herbemon, por efeito das estacas de cana que bem afiadas e fincadas na terra levantavam as parreiras e suportavam o peso dos cachos.

Aqui e ali, luziam já os bagos de uva e nós agachados, escondidos pelas folhas íamos depenicando os primeiros bagos, não muito maduros, mas já doces.

Aos poucos, todos os bagos, todos os cachos se tingiam de um azul quase roxo que deixava adivinhar o grau de maturação e o doce paladar.

De manhã, bem cedinho, íamos todos para a vindima. Eram os cestos demão, de vime, enfiados num braço e noutra mão um podão com que cortávamos os cachos. O cesto cheio, já a abarrotar era então despejado no cesto de vindima também de vime. As uvas acumulavam-se bem arrumadinhas por mãos experientes, formando uma montanha quase pontiaguda.

– Não deixem cair os bagos! Juntem-nos todos! Uma vez uma velhinha fez uma pipa de vinho com os bagos do chão, ouviram?

E lá íamos nós juntar um por um, contribuindo para a tal pipa de vinho.

Cheios os cestos, os homens punham a molhelha às costas e o cesto lá assentava sobre ela. Bordão de conto na mão, não fossem escorregar, iam até ao lagar despejar os cestos.

Começava aquilo que para nós era uma festa. Pés lavados na água fria, descalços saltávamos lá para dentro. Pisávamos as uvas num frenesim danado, acompanhados pelos homens, eles de botas de água bem lavadas também.

O mosto negro escorria generosamente para dentro da tina, passando por um coador improvisado feito com um cesto de mão, em vime, que guardava os restos de bagaço que iam lá parar.

De vez em quando matávamos a sede com um pouco de mosto e os homens com o pote de madeira iam enchendo os barris que num equilíbrio fantástico eram transportados bem encostadinhos ao pescoço até chegar à beira da pipa.

Juntavam-se os amigos e a família de copo na mão, enchido diretamente da pipa. A prova do vinho era um pretexto para os encontros e reencontros, para as amizades e convívios, mas também uma forma de sustento das famílias; um rendimento que depois de recebido, era tenteado até à próxima colheita.

Outros, no lagar, para que nada se perdesse juntavam pacientemente os engaços, pondo em peso todo o bagaço arrumando-o numa torre cilíndrica. Uma corda feita de espadanas, recorrendo a um pau fixo no chão, com três ganchos fincados onde se torciam as espadanas como se faziam os cabos de cebolas , era atada a toda a volta, apertando-a e começava a ver-se o mosto a escorrer novamente.

Da vara rudimentar de pinheiro, carvalho ou eucalipto pendia o chincho, parecendo um cesto de ferro, que recebia as pedras para que a vara descesse, assente nos malhais postos sobre o bagaço. Para que não ficasse lá nenhum mosto. E para que nada se perdesse, aquele bagaço era repisado. Depois desfaziam aquela torre e o bagaço era todo esfarelado. Sobre ele deitava-se açúcar e água para fazer água pé. Ia novamente a peso, para escorrer até à última gota. A água pé era guardada em vasilhas de dois ou três barris e bebida após duas ou três semanas.

Na pipa, antes bem lavada e enxugada pelo efeito da mecha que era colocada, ardendo dependurada num arame, estava o mosto. Tapava-se a pipa com uma folha de vinha, durante um mês, um mês e tal, até parar de ferver. Era tapado então com o batoque de cortiça, muitas vezes com um bocado de saca de serapilheira enrolado para vedar bem. A torneira ou o torno eram vedados com palha seca de bananeira.

Depois de ferver, o vinho estava ainda rijo, picante; tinha que descansar até ficar macio.

Aguentava assim pelo menos até ao São Martinho, altura em que era provado ou até ao Natal, nalguns casos, quando matavam o porco.

Juntavam-se os amigos e a família de copo na mão, enchido diretamente da pipa. A prova do vinho era um pretexto para os encontros e reencontros, para as amizades e convívios, mas também uma forma de sustento das famílias; um rendimento que depois de recebido, era tenteado até à próxima colheita.

As uvas continuam a ser uma fonte de rendimento para algumas famílias e as vindimas continuam com a mesma intensidade de outrora, mas já pouco se produz o jaqué, o americano e o herbemon substituídas por outras castas, em grande parte pela malvasia.

Malvasia, uma casta que em são Jorge encontrou as condições ideais para produzir. Principalmente nas encostas do Farrobo. Especial. A Malvasia de São Jorge.

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