30 agosto 2018

Festa do Vinho Madeira arranca na baixa do Funchal com actividades multifacetadas


Fotos: Rui Marote

A Festa do Vinho Madeira já começou, oficialmente, com a abertura da Semana Europeia de Folclore que decorreu no Jardim Municipal, cujas actividades se iniciaram no passado dia 26 de Agosto. Mas é sobretudo a partir de hoje que se nota mais a animação alusiva no centro da cidade, principalmente na placa central da Avenida Arriaga, e no Wine Lounge localizado na Praça do Povo, na marginal do Funchal.





A objectiva atenta do repórter fotográfico do FN captou a multiplicidade de stands e barraquinhas localizados para o efeito naquela zona nobre da nossa urbe, reflectindo a promessa da secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço logo na abertura da Semana do Folclore, ou seja, a de que a edição deste ano da Festa do Vinho “marcará a diferença”.

São duas semanas repletas de iniciativas. Além dos quadros vivos representativos da etnografia madeirense, e das actuações dos grupos folclóricos, estão previstas 27 horas de programação cultural e de animação turística, com 13 apresentações musicais, 9 actuações de teatro e 3 espectáculos de danças seculares, a decorrer em monumentos classificados do Funchal.



Este, salientou já há dias a governante com a tutela do Turismo, será “um programa aberto à participação de todos, gratuito, de grande diversidade artística e de conteúdos que, no fundo, associa toda a nossa riqueza e dinâmica cultural a um produto emblemático da Madeira, o Vinho, também ele um produto de celebração”.



A dinâmica da Festa do Vinho Madeira terá hoje um momento especial de visitas oficiais, presidido pelo chefe do Executivo madeirense, Miguel Albuquerque, pelas 18h30. Entretanto, multiplicam-se as referências na baixa citadina, inclusive a aspectos do nosso bordado e artesanato.





Até à inauguração oficial do espaço de restauração na Praça do Povo e demais aspectos do certame, hoje ao final da tarde, fique com estas imagens, a ilustrarem bem o que poderá desfrutar o madeirense e o visitante estrangeiro na edição deste ano do certame.

Projecto vínico ‘Ilha’ - O melhor do terroir regional no TERROIR Portugal!


Um branco, um rosé e um tinto - três vinhos, uma só casta “Tinta Negra Mole”.


No TERROIR Portugal só encontra grandes referências vínicas do panorama regional e nacional, por isso mesmo já pode vir saborear o mais recente vinho de produção regional, o ‘Ilha’, um vinho de mesa madeirense que com certeza irá surpreender pela sua originalidade e qualidade!

Criado pela jovem produtora Diana Silva, que trabalhou grande parte da sua vida no sector vitivinícola e possui formação em Enologia, este vinho tem como casta a Tinta Negra. Com esta casta ‘mal amada’, Diana Silva conseguiu vários feitos inéditos. O de criar uma trilogia a partir de uma única casta: um branco – “o primeiro Blanc de Noirs” da Madeira” -, um tinto, elegante e surpreendente, com 12%, e um rosé rubro e absolutamente diferente, feito a partir da cor natural que a Tinta Negra dá. O resultado são vinhos muito salinos, altamente gastronómicos, que não pretendem ser consensuais, mas que são únicos.

Autodidata, Diana investiu tudo nas parcerias que desenvolveu com viticultores locais, especialmente em São Vicente. Esta pequena produção - cerca de 3500 garrafas de tinto e de branco e 3900 garrafas de rosé – resulta em vinhos elegantes, de baixo teor alcoólico (11,5%, 12%), muito diferentes.

Curioso (a)? Venha então experimentar esta nossa nova aquisição TERROIR Portugal, que tem como parceiro oficial a TributoIguaria.

Como sempre, aguardamos a sua visita!

TERROIR Portugal

Galeria Comercial Jardins d’ Ajuda

Estrada Monumental, Lojas N e O, 9000-136 Funchal

291 753 184

Horário: De segunda a domingo, das 15h às 23h (sábados das 12h às 23h)

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* Seja responsável, beba com moderação.

29 agosto 2018

"Memórias com futuro"


Artigo de Opinião por: Paula Noite. 
Fonte: Diário de Notícias da Madeira
Aguardávamos ansiosamente que chegasse São João (o mês de junho) e depois Santa Isabel (o mês de julho). E logo, logo chegava agosto trazendo as festas de verão.

Nessa altura a mãe levantava-se muito cedo para ir à cidade (nesses tempos falar da cidade era falar do Funchal, pois era a única) mercar (comprar) o vestido novo e os sapatos para os pequenos, o que custava horas e horas a fio à luz do candeeiro a petróleo puxando pela agulha matizando uma toalha enorme de bordado madeira com os caseados, bastidos, ponto de areia….

Nós não conseguíamos dormir. Impacientes, imaginávamos como seriam as coisas novas que seriam estreadas na festa – o vestido e os sapatos! E vestidos de novo, iríamos á missa e acompanhar a procissão na sua volta enorme, em redor do centro da freguesia.

A festa na realidade começava na sexta-feira de manhã. “Rachas” de lenha eram atiradas ao forno onde as labaredas vermelhas ardiam crepitantes aquecendo o forno.

Numa celha grande de madeira, escavada num tronco enorme, era deitado o fermento, o sal, a batata-doce e um pouco de água. Depois a farinha. As mãos da mãe como se fossem máquinas, num movimento constante e preciso, iam e vinham envolvendo a massa, atirando-a ao ar e voltando a batê-la com imensa força, de punhos fechados. Nós também ajudávamos. Mãos pequeninas que batiam e batiam para que ficasse bem amassada. Finalmente, era feita uma cruz sobre ela e coberta com uma toalha de branco imaculado até que levedasse. As “copas” (folhas) de couve já tinham sido apanhadas, aparadas e alinhadas sobre a mesa. A massa era cortada, envolvida com arte numa bola e posta sobre as copas até irem para o forno. A hora certa para isso era marcada por uma bolinha de massa colocada num copo de água, vigiada pela pequenada. Quando subia, um varredouro feito de trapos velhos varria as brasas mais quentes e nós fazíamos fila, empurrando-nos uns aos outros para colocar o pão na pá rústica. Mas era a mãe que os arrumava todos lá dentro e tapava a porta “para o forno não descair”.

Enquanto cozia o pão, num alguidar eram batidos os bolos da festa – o de saboia, o preto e o de São Jorge, que não podia faltar, não fosse ele o nosso padroeiro.

E vinham os embarcados serem os festeiros, agradecendo o sucesso alcançado. Era o tempo de matar as saudades da terra, dos familiares e dos amigos.

Ao cair da tarde lá íamos nós apanhar espadanas, bananeiras (bananilhas), folhado, novelos (hortênsias), as coroas de Henrique, as “espadinhas”, os fetos e o musgo para no espaço destinado a cada sítio enfeitar os arcos, mastros dispostos ao longo da estrada, ostentando as bandeiras da festa. No domingo, sob o sol escaldante, no mesmo espaço destinado aos sítios, era feito o tapete de flores em homenagem ao Santíssimo Sacramento. Da serra trazíamos o musgo e todos apanhavam as mais belas flores para compor o tapete num festival de cores e arte. Porque aí passaria o Senhor.

E a festa era o fogo. Vibrávamos com os foguetes e com a girândola do meio-dia, no Miradouro do Pico. A banda filarmónica era a animação da festa. Num reportório variado e popular, animava tudo e todos lá no adro onde nos juntávamos a fazer a cobra, uns atrás dos outros, sorriso na cara, com voz afinada ou não, íamos cantando “vai indo José vai indo, vai indo qu’eu já lá vou” e outras canções no género.

E vinham os embarcados serem os festeiros, agradecendo o sucesso alcançado. Era o tempo de matar as saudades da terra, dos familiares e dos amigos.

Era desta forma que vivíamos as festas há alguns anos atrás.

E registo com apreço o facto de hoje a freguesia de São Jorge continuar a fazer as festas de verão. Continuar a haver o tapete de flores em homenagem ao Santíssimo Sacramento, uma passadeira de tapetes de retalhos, tecidos na terra em honra do seu padroeiro – São Jorge. E continuarem a ser os mesmos sítios a enfeitar aqueles lugares. A fazerem os arcos, o tapete de flores, ou o de retalhos.

Os foguetes estalam ainda, seguindo-se a girândola no Miradouro do Pico. A banda continua a tocar. E faz-se ainda a cobra no adro. Os embarcados continuam a vir nesta época para serem festeiros ou simplesmente matar saudades.

Tradições de um passado não muito longínquo que se mantêm no presente.

27 agosto 2018

Confraria Madeirense ruma a Penafiel a 1 de Setembro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença no XVIII Capítulo Geral da "Confraria do Melão Casca de Carvalho", que se realiza a 1 de Setembro na cidade de Penafiel.

Estreito de Câmara de Lobos, 27 de Agosto de 2018. 

Na Imprensa:

26 agosto 2018

Representante da AMC/CGM recebido em Salvaterra de Miño

Hoje, dia 26 de Agosto, em representação da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira no Capitulo da Cofradia dos Viños Condado de Tea e Espumosos, em Salvaterra de Miño, na Galiza (Espanha), o confrade Sancho Silva foi cumprimentado pelo Ex.º Sr. Acaide da Cidade.

Estreito de Câmara de Lobos, 26 de Agosto de 2018.

- Na Imprensa:

Academia das Carnes presente na Galiza









23 agosto 2018

Caniço recebeu o encontro enogastronómico da AMC/CGM

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realizou a 17 de Agosto, na Vila do Caniço, o seu encontro enogastronómico. Neste encontro a Direção da AMC/CGM fez saber de que em Janeiro de 2019 irá realizar uma Assembleia Geral, onde serão apresentadas e discutidas propostas para a mudança de estatutos e reorganização da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira, visando o seu pedido de adesão à Federação Internacional de Confrarias Báquicas, com sede em Paris.

Estreito de Câmara de Lobos, 23 de Agosto de 2018.

Na Imprensa:

> JM-Madeira: Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira convoca Assembleia Geral para 2019


















21 agosto 2018

Convite para estar presente nos eventos da Confrérie du Guillon


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira foi convidada a estar presente nos próximos eventos da Confrérie du Guillon.


Née en 1954, la Confrérie du Guillon demeure fidèle à son idéal d'illustration et de promotion des vignes et des vins vaudois. Qui peut demeurer insensible à la beauté des paysages lémaniques de Lavaux et de la Côte, aux sites spectaculaires de Villeneuve, Aigle et Yvorne, aux charmes des rives du Vully et de Bonvillars? La postérité de ces vignobles est solidaire d'une économie vinicole vaudoise saine et prospère. Unissant les gens des métiers de la vigne et du vin à des personnalités venues d'autres horizons, les Conseils de la Confrérie du Guillon proclamaient, en 1954, leur attachement aux vignes et aux crus du Pays de vaud et leur volonté de s'en faire les ambassadeurs. Comptant aujourd'hui plus de quatre mille membres de tous milieux et horizons, suisses pour la plupart, la Confrérie du Guillon apporte sa foi, sa verve et sa passion à la célébration d'une terre et d'une âme. Avec à sa tête un Gouverneur, une quarantaine de Conseillers et dix Préfets jouant le rôle d'exécutif, la Confrérie du Guillon organise quatorze ressats annuels dans le cadre majestueux du Château de Chillon, au bord du lac Léman.

Le ressat débute avec l'intronisation solennelle des nouveaux Compagnons et se poursuit par un repas gastronomique au cours duquel des crus et des mets (les uns sélectionnés par l'Office des Vins Vaudois et la Confrérie du Guillon, les autres apprêtés par des chefs réputés) sont présentés par des Chantres des Vins et des Clavendiers en veine de verve, d'humour et de fantaisie.


The Guillon wine brotherhood, created in 1954, follows the tradition of Plato's Symposium, or banquet, in that people from all walks of life unite in dialogue around an eternal theme - in this case, vine and wine.

Spring and fall, thousands of Confrérie guests gather at Château de Chillon for banquets called ressats: the name comes from the harvest meal winegrowers offer their workers.

There are 14 such annual Confrérie gatherings - and grand and sumptuous as the occasions are, with cuisine by star chefs and the best Vaud wines, they are equally convivial and offer the Confrérie's Governor occasion to welcome new members - men and women - into the fold of compagnons by inviting each one to: "Drink this wine - and be as good as it is!"

Confrérie du Guillon is not only Switzerland's most prestigious wine brotherhood, it is the largest. Headed by a Governor, forty consultants and ten Préfets acting as executive, it presently has some 4,000 members. Outside of Vaud, the Confrérie is organized in chapters called cotterds.



20 agosto 2018

Confraria madeirense representada em Grande Capítulo na Suíça

A AMC/CGM marcou presença no Grande Capítulo da "Ordre des Chevaliers du Bon Pain de la Suisse", incorporado na Festa du Blé et du Bon Pain, em Echallens, na Suíça. Um evento que se repete desde há 10 anos. 
"Foi um orgulho representar a AMC/CGM e a Madeira, como única e primeira confraria estrangeira presente neste evento, que contou com delegações das confrarias báquicas e gastronómicas da Suíça. Muito aplaudida pelas confrarias, pelas entidades políticas e público em geral aquando do desfile no cortejo, foi também uma ocasião de troca de palavras e de criação de laços de amizade com as confrarias presentes. Para 2020, no XX Capítulo e aniversário da AMC/CGM, ficou o desejo e o interesse mostrado para se deslocar à Madeira uma delegação com representantes de um ou mais membros de cada uma destas confrarias.

Lino de Jesus Dionísio  
Embaixador na Suíça da AMC/CGM.

CHÂTEL-ST-DENIS, 20 de Agosto 2018.











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