12 novembro 2018

Academia Madeirense das Carnes defende uso da gastronomia na promoção do turismo

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no dia 10 de Novembro, em Lisboa, no evento "Bucho da Prova", organizado pela Confraria do Bucho Raiano (Almeida).

No uso da gastronomia e na promoção turística de um território o exemplo da Córsega deveria ser um exemplo a seguir.

Estreito de Câmara de Lobos, 12 de Novembro de 2018.


Na Imprensa:






10 novembro 2018

AMC/CGM deseja reunir-se na Córsega com a Direção da Confrérie du Fiadone


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira na sua presença na Córsega no fim do mês de Janeiro de 2019, onde irá participar no Capítulo da Confrérie du Sciaccarellu, que se realiza na localidade de Peri, Ajaccio, solicitou uma reunião com a Direção da Confrérie du Fiadone, Confraria Gastronómica da Córsega. Acreditamos na realização desta reunião e aguardamos a respectiva confirmação.

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Novembro de 2018.

07 novembro 2018

"Função da Morte do Porco" a 8 de Dezembro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realiza no dia 8 de Dezembro na Vila do Estreito de Câmara de Lobos o evento "Função da Morte do Porco", uma tradição secular do povo madeirense.

Estreito de Câmara de Lobos, 7 de Novembro de 2018.


Na Imprensa:




O nosso Pão por Deus e a Festa da Castanha


Opinião por Isabel Cristina Camacho.

O pão por Deus é, desde os nossos primórdios, uma importante tradição das gentes do Curral das Freiras. Tempo de agradecer e partilhar o que a terra nos dava, principalmente os frutos da época, como as castanhas, as nozes e os peros.

Longe vão os tempos em que este dia de Todos os Santos, era vivido pacatamente, em família!

Depois da Missa, almoçávamos juntos e a tarde era passada na porta do caniço (sótão da cozinha a lenha, feito de cana vieira, onde se secavam as castanhas e nozes). Provavam-se as castanhas, que eram pisadas num cesto para tirar a casca e parte da “garepa”, se eram de boa qualidade, se eram doces e se estavam o suficientemente secas para guardar numa caixa de madeira, que o Inverno era longo e era preciso garantir a fartura na mesa.

Era um regalo, provar as nozes e as castanhas, normalmente regadas com um bom vinho novo, curraleiro, que o São Martinho não se chateava que se “encetasse” uma pipa mais cedo, até porque o dia também era dele, afinal. E assim era o nosso Pão por Deus, o dia de todos os Santos. Tradições doces, tão doces como as lembranças que guardamos!

Atualmente, este dia é aqui assinalado, com a grande Festa da Castanha!

Idealizada, (e muito bem) para garantir o escoamento da nossa produção agrícola, assume-se hoje como uma das maiores festas deste género, a nível regional.

Estão de parabéns, a Casa do Povo do Curral das Freiras, que, em parceria com outras instituições preparam mais um magnífico evento, que desde há 35 anos faz parte da vida dos curraleiros e de tantos outros madeirenses e turistas que já têm como tradição esta grande Festa, em dia de Pão por Deus ou de todos os Santos. São aos milhares, os que todos os anos elegem o Curral das Freiras para passar este feriado e cada vez mais são as razões para que voltem sempre. Dois dias de animação total e tradição que fizeram as delícias de locais e forasteiros, numa das edições com maior afluência de sempre.

O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia…

As tão apetecidas barracas, tinham ao dispor dos visitantes, os mais variados produtos, as castanhas, as nozes, os peros, o mel de abelhas e uma grande variedade de delícias confecionadas a partir destes. As prateleiras carregadas, também, com os mais distintos licores, desde a nossa tão tradicional ginja, ao licor de castanha e tantos outros de cores e sabores fantásticos. A sopa de castanha, (que pessoalmente, adoro) é a principal especialidade, mas para quem prefere, existiam outras, igualmente saborosas e confecionadas à moda antiga. As castanhas assadas, de que já diziam os nossos antepassados: “Quem não gosta disto, do que gostará?” E então se forem devidamente regadas com algumas das nossas especialidades, melhor ainda.

Ai e os doces…esses então, só provando mesmo! Não sabendo bem por onde começar, vou dar prioridade aos meus preferidos. Comecemos então, pelos maravilhosos bolos e broas de castanha ou de noz; Brigadeiros, Salames, semifrios; Malassadas, bolas de Berlim, queijadas, tudo com as maravilhosas castanhas…ai Jesus e lá se foi a dieta! Mas porque um dia não são dias, “perdoa-se o mal que nos faz pelo bem que nos sabe” e fomos tão felizes!

A Missa, na nossa, tão bonita igreja, marcou a solenidade de Todos os Santos, animada pelos grupos corais da Casa do Povo Local.

O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia e nele participaram desde recém-nascidos até aos mais velhos, residentes e emigrantes desta terra, envergando desde os trajes mais tradicionais, às mais belas indumentárias, criadas por muitas mãos de fadas, conjugando o antigo e a inovação. O folclore a música, de dezenas de grupos e associações locais e do resto da ilha, encheram a nossa aconchegante terra de cor e alegria.

Estão de parabéns, todos os que organizaram esta Festa, todos os que participaram, e os que, como eu, usufruíram destes dias maravilhosos!

Aos que cá não vieram, fica o convite para os próximos anos. Porque o melhor dia de Pão por Deus, é aqui…no “Coração da Madeira”!

Fonte: DN-Madeira

02 novembro 2018

Infância mais madura?

Opinião por Gil Rosa. 

Pode ser só impressão minha, mas nos meus tempos de infância eramos mais maduros. Explico melhor. Eramos mais autónomos porventura mais responsáveis ou melhor ainda, eramos mais responsabilizados pelos nossos pais.

Digo isto, claro, em comparação com os dias de hoje.

Recordo-me que nos meus tempos de infância, com os meus dez, onze anos, eram-me destinadas tarefas que confesso que se nos dias de hoje tivesse de as distribuir a um filho meu teria muita dificuldade.

Sou duma zona rural, mais propriamente nascido e criado em Santana.

Aqui a vida no campo não dava espaço de manobra para recusar muitas das tarefas que nos eram indicadas, a mim e aos meus irmãos.

Já aqui falei noutras crónicas do trabalho na agricultura, mas há mais.

Recordo-me por exemplo de ter dez anos e o meu irmão aí pelos doze, de levarmos um porco reprodutor (em Santana conhecido por “porco-cachaço”) da vila até ao sítio da Achada do Marques. Um porco que pertencia ao meu avô e que tinha as qualidades de ser excelente reprodutor. Era essa a função que tínhamos de levar o animal a desempenhar até este sítio agora pertencente à freguesia da Ilha. Aí viviam familiares da minha mãe que tinham porcas reprodutoras.

Até aqui tudo normal, não fosse o facto desta pequena localidade enfiada em plena Laurissilva ficar a mais de 4 horas de caminho a pé.

Agora tem estrada, mas nesse tempo (em 1974/75) era um sítio sem estrada, sem luz e sem água canalizada.

Nós saímos pela manhã da casa do meu avô, ali junto à actual escola secundário de Santana, até à Achada do Marques.

Eramos duas crianças que tínhamos a responsabilidade de orientar o animal por veredas algumas delas com abismos, até ao chiqueiro onde os meus primos tinham as leitoas.

Era uma tarefa complicada, sobretudo quando o animal teimosamente não obedecia às nossas ordens.

Sinceramente nos dias hoje não imagino uma criança de 10 anos e outra de 12 anos a fazerem este tipo de tarefa. Os riscos eram muitos. O que é facto é que os nossos pais confiavam em nós e nunca houve problemas. Olhado para trás, mesmo que existissem problemas, nem sei como é que se poderia fazer chegar a mensagem. Nessa altura ainda não havia telemóveis.

Foram experiências de outros tempos que obviamente recordo com saudade. Como recordo as nossas chegadas ao sítio da Achada do Marques, ao pequeno planalto com algumas casas, no meio da natureza. Do cansaço que sentíamos após algumas horas a pé. E tão bem que sabia aquele café, aquela carne de porco cozida com semilhas ou o pão caseiro. As pevides assadas, temperadas com sal, que delícia na altura. Tudo produtos naturais. Como não havia luz, também não existiam frigoríficos.

Depois de pernoitarmos lá uma noite numa cama com colchão de palha, no dia seguinte era tempo de efetuarmos o regresso. De novo mais 4 horas de caminho e outras tantas de outros tantos tormentos para fazer regressar o “porco-cachaço” de novo ao chiqueiro do meu avô. Dali a 4 meses no sítio da Achada do Marques havia uma porca que dava à luz. O ciclo repetia-se dali a uns tempos.

Fonte: JM-Madeira

29 outubro 2018

Presença em França a 17 de Novembro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa a 17 de Novembro no 51.º Capítulo da Confrérie des Compagnons de la Loucholle, na localidade de Vignoles, na Região Administrativa da Borgonha-Franco-Condado (França).

Estreito de Câmara de Lobos, 30 de Outubro de 2018.


22 outubro 2018

Confraria presente no Capítulo da Accademia della Castagna Bianca di Mondovi

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no dia 21 de Outubro no Capítulo da Accademia della Castagna Bianca di Mondovi.



A ACADEMIA DA CASTANHA BRANCA de Mondovì é uma confraria nascida a 26 de Novembro de 1999. Entre os muitos produtos e pratos típicos do Monregalese (a regiao de Mondovì) os confrades escolheram para o logotipo o produto mais humilde, a castanha seca (= branca),  com o qual gerações inteiras foram alimentadas antes da chegada de produtos do exterior, como o milho e a batata, conhecidos após a descoberta da América.
A Castanha, na verdade, é chamada a "árvore do pão". No entanto não é apenas a castanha que é protegida pela Academia, mas tambem os muitos produtos e pratos tipicos da Província de Cuneo. Por outro lado, o Monregalese representa uma parte da região muito rica em tradiçoes gastronómicas e culinárias. Notável é a escolha e a produção de queijos muito apreciados daqueles que os conhecem, bem como a carne da "raça Fassona", etc.
Todos os anos o solene Capítulo da Academia da Castanha Branca é celebrado na segunda quinzena do mês de Outubro.


La nostra storia

La nostra confraternita, dopo quasi due anni di discussioni sul nome da darsi, è nata ufficialmente il 26 Novembre del 1999 optando per una doppia denominazione Studium Monregalensis Castaneae, in memoria della antica università di Mondovì, e , pro vulgo, Accademia della Castagna Bianca di Mondovì.
Tra tanti prodotti e piatti – bale d’aso (sorta di cotechino), castagne, copete (dolce tipico), vino dolcetto, furmentin (grano saraceno), mais ottofile, merun (capra sotto sale), nocciole, trote dei nostri limpidi corsi d’acqua, , ecc.- si è infine deciso di scegliere per il nostro logo il prodotto forse più umile, la castagna secca, che aveva però permesso di sopravvivere a ad intere generazioni prima dell’arrivo dei prodotti americani ( mais e patate), tanto che il castagno è stato chiamato “l’albero del pane” e si parla anche di una vera e propria “civiltà del castagno”.
I nostri interessi non si limitano però alla castagna ma, come recita l’articolo 2 del nostro statuto, ci occupiamo di tutta la gastronomia, la cucina e la cultura in generale dell’intero Monregalese, una vasta area del Cuneese che, dopo antichi fasti, nel dopoguerra ha subito un notevole declino e calo demografico. Infatti abbiamo, ad esempio, dedicato un convegno, “Invito nella terra dei caci”, ai tanti formaggi nostrani, vera gloria locale, un capitolo solenne al “rito del bollito” in quel di Carrù, un altro al “Trionfo del cappone” a Mo rozzo ed due anni fa siamo stati a Nucetto per conoscere e assaporare la Zuppa di ceci e gli altri prodotti della val Tanaro.
Un’altro nostro carattere distintivo è di essere praticamente nati gemellati con due confraternite della Provenza la Confrerie des Chevaliers de Saint Antoine (Baillage de Provence) e la Confrerie de la Caboche di Puget-Ville, con le quali ci vediamo ogni anno, a suggello di un legame profondo, molto sentito dai francesi, dovuto alla forte emigrazione di tanti che dalle nostre valli andarono in quella regione a fare soprattutto i carbonai.
Siamo oltre una quarantina di soci retti da un consiglio formato da rettore, cancelliere, cerimoniere e cantiniere in carica per quattro anni; ogni anno celebriamo in autunno un capitolo solenne una buona partecipazione di sodalizi italiani e qualche transalpino e ci ritroviamo ogni tanto per conoscere e gustare piatti preparati da confratelli volenterosi.
Anzi, essendo almeno in parte dei “bogia nen” abbiamo compiuto, e quasi ultimato, un giro d’Italia senza mai muoverci, ma procurandoci di volta in volta i vini indigeni illustratici poi dal nostro valente cantiniere ed ingegnandoci a cucinare noi tre piatti tipici di ogni regione.

Oltre a ciò ogni anno editiamo un libretto di ricette nostrane per formare una collana che abbiamo chiamato I QUADERNI DELLA NONNA e che vuole riecheggiare anche nella veste grafica (copertina nera e scrittura corsiva su righe) i quaderni di una volta in cui tante massaie annotavano i piatti di famiglia. Le ricette ci vengono fornite dagli scolari di alcune scuole elementari locali che ogni anno, dato loro un tema specifico ( le castagne, i funghi, i formaggi, il maiale, le uova, le erbe, ecc.) mandiamo a chiedere alle nonne di scavare nei loro ricordi e/o di svelarci piatti di famiglia finora gelosamente tenuti segreti. La tiratura ordinaria è ora di 4.000 copie – per un totale complessivo di oltre 50.000 pezzi – e quest’anno il quaderno n. 12 sarà dedicato ai nostri pesci (acqua dolce più i pur’essi tradizionali acciughe e merluzzo).

São Vicente acolheu o encontro enogastronómico de Outubro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realizou o seu encontro enogastronómico no dia 21 de Outubro, em São Vicente, no Restaurante "A Estação". A ementa foi cabra velha com cuscuz, vinho tinto barbosano da Quinta do Barbosano, São Vicente.

Este foi o último encontro da Confraria com a actual denominação. A assembleia Geral de 23 de Novembro confirmará a "Confraria Enogastronómica da Madeira" como nova denominação da confraria madeirense.

Após o encontro os confrades visitaram o Festival do Cuscuz, que se realizou nos Lameiros, concelho de São Vicente.

Estreito de Câmara de Lobos, 22 de Outubro de 2018.


































































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