10 dezembro 2019

CEM agenda visita a Paris para Assembleia Geral da FICB


A Confraria Enogastronómica da Madeira desloca-se no mês de Fevereiro a cidade de Paris onde irá participar na Assemleia Geral da Federação Interncional das Confrarias Báquicas.

A Assembleia Geral 2020 será realizada no dia 22 de fevereiro de 2020, sábado, às 10h, na Maison des Associations, no 16º Arrondissement de Paris. Será precedido na sexta-feira, 21 de fevereiro, por uma reunião do Comité Executivo e, em seguida, uma reunião do Conselho de Administração.

A Assembleia Geral será seguida de um almoço no Museu do Vinho de Paris, seguido de um jantar de gala excepcional na grande sala de recepção da Prefeitura do 16º arrondissement de Paris, perto do local da Assembléia Geral. Este jantar é organizado em associação com as Confréries d'Ile-de-France, que comemoram o 20º aniversário de sua federação.

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Dezembro de 2019.



08 dezembro 2019

"O Vinho e os Santos"

Os santos são os herdeiros dos deuses, e 
os santos vinhateiros são os sucessores dos deuses do vinho

Estranho ofício, esse de viver da vinha... Com apenas uma geada na primavera, um pouco mais de chuva ou um excesso de seca, uma passagem de pássaros, uma tempestade ou uma neve precoce, o trabalho de todo um ano pode ser destruído ou gerar um produto de qualidade medíocre. O viticultor, mais que outros agricultores, é um homem que não sabe “a que santo rezar” para escapar das calamidades naturais. Mas é também aquele que, mais do que outros, conhece o grande ciclo natural e percebe a dimensão trágica da vida. Apesar de os santos serem onipresentes na viticultura, a visão do viticultor está muito afastada da visão dos homens da Igreja, a ponto de termos de nos perguntar se por trás do pagão Baco e do cristão São Vicente não permanecem vivos antigos ritos agrários.

São Martinho e a poda das videiras
 
I. Uma bebida santificada
Os santos são os herdeiros dos deuses, e os santos vinhateiros são os sucessores dos deuses do vinho. Uma especialização surge a partir do século XII, com o nascimento das corporações e das confrarias de ofício. Na maior parte das vezes, um único santo tutelar patroneava uma profissão. Para os vinhedos franceses, mais de trinta santos patronos foram enumerados.(LECOTTÉ, R. Saints protecteurs de la vigne et du vin en france. Tours: Musée des Vins de Touraine, 1975. p. 423)
Todos têm boas razões para reivindicar essa honra. Seja porque seus nomes influenciaram suas vocações, como foi o caso de São Vito (vitis significa “vinha” em latim) ou São Davin (da vinum quer dizer “aquele que dá o vinho”); seja porque os santos vinhateiros tenham sido martirizados e tenham derramado seu sangue por causa de sua fé, renovando o sacrifício de Jesus Cristo, que os crentes perpetuam graças ao vinho. O vinho dos mártires era considerado de certa forma como uma semente cristã. Algumas vezes, as anedotas sobre a vida dos santos padroeiros permitiam que eles adquirissem credibilidade junto ao povo: São Vernier era viticultor e filho de viticultor; Santo Urbano protegera o vinho de saqueadores e salvara a vinha com suas orações; o burro de São Martinho teria inventado a poda ao pastar uma vinha; São Vicente era diácono e tinha a função de servir o vinho no cálice durante a missa etc. Na verdade, é provável que toda essa hagiografia mascare outras realidades mais antigas, conforme revelado pelo estudo do calendário.

II. Os santos vinhateiros(GAUTIER, J.-F. “Les saints vignerons de Paris”. Les Petites Affiches. Paris, nº 112, 17/09/1993. p. 20)
As dezenas de santos vinhateiros identificados na França têm funções corporativas(DU BROC DE SEGANGE, L. Les saints patrons des corporations, 1887, citado por Roger Lecotté, op. cit., p. 423.), regionais e temporais.
Isso pode ser observado entre os santos protetores dos vinhedos: Santo Antonin, abade, é festejado em 14 de fevereiro; São Friard é festejado em 1º de agosto; São Gautier é festejado em 9 de abril; Santa Genoveva é festejada em 3 de janeiro; São João Porta Latina é festejado em 6 de maio; Santa Madalena é festejada em 22 de julho; São Morand é festejado em 4 de junho; Santo Urbano, papa, é festejado em 25 de maio; Santo Urbano, bispo, é festejado em 2 de abril; São Vicente é festejado em 22 de janeiro; São Werner é festejado em 19 de abril.
O mesmo acontece com os santos protetores dos tanoeiros: São Nicolau é festejado em 6 de dezembro. E também com os santos protetores dos viticultores: Santo Amand é festejado em 6 de fevereiro; São Vicente é festejado em 22 de janeiro.
E com os santos protetores dos carregadores e transportadores de vinho: Santo Eustáquio é festejado em 20 de setembro; São Nicolau é festejado em 6 de dezembro; São Lubin é festejado em 14 de março. E com o santo patrono dos descarregadores de vinho: São João Batista é festejado em 24 de junho. E com os santos protetores dos mercadores de vinho: Santo Amand é festejado em 6 de fevereiro; Santa Madalena é festejada em 22 de julho; São Martinho é festejado em 11 de novembro; São Nicolau é festejado em 6 de dezembro; São Vicente é festejado em 22 de janeiro.
Surpreendentemente, os inspetores de vinho têm um santo tutelar na pessoa de São Vicente, que esses fiscais, como todos os profissionais do vinho que se prezem, celebram no 22 de janeiro de cada ano.
Quanto aos santos protetores da vinha, eles são divididos de maneira funcional e sazonal. O primeiro trimestre vitícola, durante o qual são feitas a poda e as primeiras lavras, é também o de louvores aos santos encarregados de ajudar na subida da seiva, como São Vicente (22 de janeiro), São Paulo (25 de janeiro), São Blaise (3 de fevereiro) ou Santo Aubin (1º de março).
No segundo trimestre, reza-se a São Gautier (9 de abril), São Vernier (19 de abril), São Jorge (23 de abril), São Marcos (25 de abril), São Thiébault (16 de maio), São Marcelino (2 de junho), São Morand (3 de junho), São João Batista (24 de junho) etc., para que estes protejam as vinhas das geadas e ajudem na floração. No terceiro trimestre, o amadurecimento é o que importa, e as primeiras uvas colhidas são oferecidas a São Pedro em Liens (1º de agosto), São Lourenço (10 de agosto), São Roque (16 de agosto) ou à própria Nossa Senhora (15 de agosto), às vezes chamada de Nossa Senhora das Vinhas.
Por fim, o último trimestre do ano vitícola é o da colheita e da fermentação. São Remígio (1º de outubro), São Sérgio (7 de outubro), São Grat (16 de outubro), São Caprais (20 de outubro), São Martinho (11 de novembro), Santo Elói (1º de dezembro), São Nicolau (6 de dezembro), Santa Otília (13 de dezembro) ou Santo Urbano (19 de dezembro) são então invocados pelos viticultores.
 Os mais importantes dos santos protetores da vinha e do vinho na França são: São Vincente, São Martinho e... São Baco, cuja festa patronal ocorre no domingo que se segue ao 7 de outubro (dia de São Sérgio), ou seja, durante os bacanais de outono.
Os mais importantes dos santos protetores da vinha e do vinho na França são: São Vincente, São Martinho e... São Baco, cuja festa patronal ocorre no domingo que se segue ao 7 de outubro (dia de São Sérgio), ou seja, durante os bacanais de outono.  
III. São Baco(GAUTIER, J.-F. Le vin à travers les âges. Bordeaux:LCF, 1989. p. 80)
São Baco, segundo a história, veio do além-mar, é coisa certa.
Como conta essa trova do século XIV, intitulada “O martírio de São Baco”, foi de fato de além-Mediterrâneo que nasceu a lenda do “santo pagão”. Na época do imperador Diocleciano, no século IV, a Schola Gentilium, uma tropa de elite composta por bárbaros, era comandada por dois jovens oficiais do exército romano da Síria chamados Baco e Sérgio. Denunciados como cristãos por seu chefe Antióquio, foram martirizados em 304 e depois canonizados.(BAUDOT; CHAUSSIN. La vie des saints et des bienheureux. Paris: Librairie Letouzey & Ané, 1948. p. 191) O culto desses santos se enraíza primeiro no Oriente, especialmente em Rosafa, na Mesopotâmia, onde Sérgio fora decapitado e enterrado (a cidade se torna um grande local de peregrinação e muda de nome para Sergiópolis), e em Barbalissos, onde estaria a tumba de Baco, depois em Roma e dali para a Gália, a partir do século VI.
Em Jouques, pequena aldeia da Provence, existe uma lenda que coloca em cena um certo São Baqui (ou Bacchi). Este também seria um oficial romano convertido ao cristianismo, mas que depois de evangelizar a região teria se tornado eremita. No local de sua morte, uma capela teria sido construída no século IX. Depois de apropriada como bem nacional durante a Revolução e desativada em 1919, a capela de São Baqui foi por fim vendida como bem comunal em 1920.
Hoje propriedade privada, a construção está quase em ruínas. Os afrescos murais da capela São Baqui retratam as cenas da vida do lendário legionário, enquanto estranhos anjinhos negros ornam a abóbada. Estranho também é constatar que São Baqui é onipresente em Jouques (estátuas, quadros, afrescos etc.), enquanto que aparentemente nenhuma função simbólica específica justifica sua existência.
Uma segunda versão conta que a capela em questão foi edificada no século IX no local de um templo a Baco. A superposição, ou a osmose, de um deus pagão com um santo cristão parece esclarecer o fenômeno.
Acima de tudo necessidade vital, o sincretismo cristão permitiu a popularização da nova religião. De Santa Apolínea a Santa Zoé, ou de Santa Olímpia a Santa Walburge, os santos pagãos serviram de suporte à imagética cristã. As referências e as persistências da liturgia cristã aos ritos báquicos se tornam evidentes no culto dos dois santos vinhateiros mais venerados na França: São Martinho e sobretudo São Vicente, pois, como diz uma canção da Borgonha:
Cavaleiro, discípulo, companheiro,
Baco tem sua devoção,
Mas para todo vinhateiro
São Vicente é o patrão.
São Vicente, padroeiro dos vinicultores
 
IV. São Vicente
São Martinho foi o primeiro santo vinhateiro do Ocidente. Protetor dos francos, São Martinho nasce no ano de 317, em Sabaria (Szombathely), ao norte do lago Balaton, na província romana da Panônia (atual Hungria). Filho de um oficial pagão da guarnição, Martinus (o pequeno Marte) estava destinado a servir no exército imperial. Depois de passar uma parte de sua infância na cidade italiana de Pávia, Martinho entra aos quinze anos no exército romano e, três anos depois, é enviado para a guarnição de Amiens. É nessa cidade da Picardia que aconteceria, em 334, o famoso episódio da partilha do manto: Martinho, num dia de grande frio, teria cortado seu manto em dois para vestir um mendigo. A santa cena inspirará o italiano Giotto, o espanhol de origem grega chamado El Greco e o mestre vidraceiro da catedral de Mans. Na noite seguinte a seu gesto fraterno, Cristo teria aparecido a Martinho vestido na metade oferecida ao pobre diabo. Depois disso, o generoso doador se teria feito batizar no dia de Páscoa do ano 334.
Em 361, ele funda uma comunidade religiosa em Ligugé, na região de Poitiers, que foi o primeiro monastério da Gália Central. Ordenado sacerdote pelo bispo de Poitiers, o futuro Santo Hilário, ele será nomeado bispo de Tours em 371. Martinho morre aos 81 anos na pequena aldeia de Candes, perto de Chinon (hoje Candes-Saint- Martin), não muito longe de onde nasceria François Rabelais. Conservado em Tours, o manto de São Martinho se tornará a relíquia mais venerada da França. A “capa” serviria de patrono místico à dinastia capetíngia, e a palavra “capela” (do latim vulgar capella) designava originalmente o lugar onde era guardada a capa de São Martinho.
Assim que Martinho morreu, a lenda foi se desenvolvendo: alguns contam que o santo homem transformara em vinho puro a água da fonte do monastério de Marmoutier, num ano em que as vinhas estavam estéreis; a crença popular também conta que, durante a passagem fúnebre de seu corpo, em pleno mês de novembro, os campos teriam começado a verdejar, as árvores a florescer e os pássaros a cantar. Desse prodígio nasce a expressão été de la Saint-Martin.(Literalmente, verão [(da) festa de] São Martinho, período de dias quentes e ensolarados durante o mês de inverno, próximo à festa de São Martinho (11 de novembro).Equivalente ao nosso “veranico de maio”) Nas fábulas populares, o nome de Martinho foi várias vezes atribuído ao asno e ao macaco, depois a certas espécies de pássaros (daí o nome “martinete” e “martim-pescador”). Nas províncias, a festa de São Martinho marcava, nos tempos antigos, o dia de vencimento dos contratos de trabalho para os criados ou aprendizes. Era também em 11 de novembro que os viticultores ofereciam os primeiros frutos de suas colheitas. Nesse dia também se provava o vinho novo. A degustação ainda é chamada de martinée, e a abertura de um vinho novo de martinage. Quando uma pessoa abusa demais do vinho se diz que ela tem o mal de São Martinho ou que ela está com uma martinée. O bispo de Noyon, “o bom Santo Elói”, condenaria, no século VII, o mal de São Martinho, que só seria considerado uma doença, chamada alcoolismo, em 1849, numa obra escrita por um professor de medicina sueco chamado Magnus Huss, após observações no hospital Serafim, de Estocolmo. A palavra “alcoolismo” seria introduzida na França em 1853 pelo doutor Renaudin.
Se o Vale do Loire foi considerado um verdadeiro vale dos reis, São Martinho foi considerado o padroeiro da França. Sua festa patronal encobre inúmeras festividades pagãs de outono. As cerimônias que marcaram o fim da Primeira Guerra mundial, em 11 de novembro de 1918, hoje ocupam o lugar dos antigos costumes. No entanto, é São Vicente o celebrado pelo viticultores franceses como o santo protetor da vinha e do vinho.
Sob o reino do imperador romano Diocleciano, no século IV, um novo procônsul de nome Daciano é enviado para a Espanha. Durante uma viagem por Saragoça, ele manda prender o bispo Valério e seu diácono Vicente e ordena que sejam conduzidos a pé até Valência. Devido à sua idade avançada, Valério é poupado e banido, mas Vicente sofre terríveis torturas, soltando seu último suspiro na prisão, em 22 de janeiro de 304. O culto a São Vicente se espalha então para fora da Espanha, principalmente pela França. Em 531, os reis francos Childeberto I e Clotário I, filho de Clóvis e Clotilde, cercam Saragoça e levam para a França, em 542, a túnica de São Vicente, bem como uma cruz de ouro que teria pertencido ao rei Salomão de Israel, construtor do templo de Jerusalém. As relíquias do diácono mártir são depositadas na basílica de Saint-Vincent-et-de-la-Sainte-Croix (São Vicente e da Santa Cruz), que se torna, em 754, Saint- Vincent-Sainte-Croix. Depois, as santas relíquias foram dispersas para Le Mans, Vitry-le-François, Besançon e Viviers.
A abadia de Saint-Vincent-Sainte-Croix, cujo domínio se estendia mais ou menos pelo território atual dos 6º e 7º arrondissements, de Paris, possuía muitos vinhedos na Île-de-France. Os monges encarregados de sua exploração naturalmente se colocaram sob a proteção do santo patrono da abadia. Para alguns, essa é a razão da escolha de São Vicente como “protetor dos viticultores da região parisiense [pois] os primeiros colonos plantadores de vinhas haviam trabalhado sob a dependência da abadia de São Vicente antes de ela se tornar a abadia Saint-Germaindes-Prés” (LECOTTÉ, R. Saints protecteurs de la vigne et du vin en France. Tours: Musée des Vins de Tourraine, 1975. p. 418), assim chamada para não ser confundida com a igreja Saint-Germain-le-Vieux, na Île de la Cité. Outros dizem que quando os francos venceram os burgúndios, em 534, a influência patronal de São Vicente se estendeu da Borgonha a toda a Gália vitícola. Outros ainda se apoiam na anedota segundo a qual o asno de São Vicente, brotando a extremidade dos ramos de uma videira, teria ensinado a todos os viticultores como podar a vinha.(Uma lenda da Touraine, do século VII, também credita ao asno de São Martinho a descoberta da poda e a liga à origem da expressão Tous les ânes s’appellent Martin (Todos os asnos se chamam Martinho). A lenda diz que essa revelação se deu para os monges de Borgueil) Como agradecimento, eles teriam escolhido São Vicente como santo padroeiro. A não ser que se fale em acaso, é difícil negar a coincidência entre a data da festa de São Vicente e as datas importantes para o crescimento da vinha, da poda e das lavouras de inverno.
A notoriedade de Vicente na Igreja se deve essencialmente aos sermões que Santo Agostinho fez em honra ao diácono de Saragoça, enquanto trocadilhos garantem sua popularidade. Vicente estava encarregado, durante o ofício, de levar o vinho ao ofertório, e seu nome se tornou objeto de gozação. Ora seu nome era decomposto em combinações evocando o sagrado (vin sang), ora seu patrônimo era tido como sinônimo de abundância (vin cent).(Em francês, Saint Vincent (São Vicente) soa da mesma forma que vin sang (vinho sangue) e vin cent (vinho cem)) As variações possíveis em torno da palavra vin (vinho) explicam em parte o crédito de São Vicente junto à comunidade viticultora. Mas essa talvez não seja a verdadeira razão para isso.
A data em que se festeja São Vicente, 22 de janeiro, ocorre num período crucial do ciclo anual, que corresponde mais ou menos ao solstício de inverno e à passagem do estado de latência da vegetação à sua ressurreição. (ROYER, C. Les vignerons, usages et mentalités des pays de vignobles. Paris: Berger-Levrault, 1980. p. 170)
Constataremos, por outro lado, que, a partir do século XVIII, São Vicente se torna ao mesmo tempo patrono dos viticultores e dos vinagreiros, o que garantiria pelo menos a alegria de uma das corporações.
Apesar da Saint-Vincent Tournante ser na origem apenas uma festa celebrada na intimidade de cada aldeia, a Confraria dos Cavaleiros de Tastevin lhe deu novos ares em 1938, organizando no primeiro sábado seguinte ao 22 de janeiro uma grande manifestação tradicional, inspirando-se nos usos da Ordem da Boisson, criada em 1703 em Villeneuve-lès-Avignon. Todo ano, a Saint-Vincent Tournante acontece em uma das 32 comunas das altas encostas da Borgonha, onde são realizadas uma missa e uma procissão durante a qual a estátua do santo é carregada de modo solene pelas ruas da aldeia pelos Cavaleiros de Tastevin vestidos com as roupas da confraria. Há quase cinquenta anos, cerca de cem mil pessoas se espremem na aldeia borgonhesa escolhida para participar dessa festa ao mesmo tempo profana e religiosa e para comungar no culto de São Vicente.
Antigamente, a Saint-Vincent Tournante era ocasião para se ajudar a família dos viticultores falecidos, e o momento em que se ofereciam ramos aos mortos do ano. Essa espécie de culto aos mortos, unido à degustação do vinho novo e às diversas libações tradicionais, algumas vezes incitou a comparação da Saint-Vincent às Antestérias, que aconteciam na Grécia, todo mês de fevereiro, em homenagem a Dionísio.
É claro que a Saint-Vincent se inicia em fervor religioso, mas depois da missa chega a vez do vinho e dos homens. Come-se e bebe-se em abundância, e a celebração da festa evoca os velhos ritos agrários, pois o grande ciclo natural se impõe, e os santos que aparecem no local correspondente do calendário souberam tirar proveito dele.

(Jean-François Gautier - Vinho)
São Vicente, o vinho e o gelo
 
 
Fonte: Divagações Ligeiras 

Confraria Enogastronómica da Madeira abriu hoje Natal com a tradicional mas polémica ‘Função da Morte do Porco’


O vídeo foi editado para não ferir as sensibilidades. A questão continua a dividir opiniões. Márcio Ribeiro, da confraria, explica as mudanças realizadas para adaptar aos novos tempos

A Confraria Enogastronómica da Madeira abriu hoje a ‘Festa’ com a tradicional “Função da Morte do Porco”. O evento decorre sempre no feriado dedicado a Nossa Senhora da Conceição, no logradouro do Restaurante “As Vides”, seguido de um almoço natalício pelas 13h30 no salão paroquial da Igreja do Estreito de Câmara de Lobos.

“Com este acto, os confrades procuram avivar memórias ancestrais das nossas gentes, enquadrado-as nos tempos atuais, sendo a função acompanhada por um veterinário oficial e o animal é previamente atordoado de forma a evitar o seu sofrimento, a semelhança do que é realizado diariamente nos matadores”, explica a Confraria Enogastronómica da Madeira.

“Apesar deste convívio fraternal hoje em dia ir caindo em desuso, em tempos era um bem essencial para a sobrevivência e, para muitas famílias, a única forma de adquirir carne para um ano inteiro e para confecionar a celebre Carne Vinho e Alhos, esta sim, uma prática ainda bem enraizada, quer a carne venha da tradicional “Função da Morte do Porco”, quer venha do supermercado”.


07 dezembro 2019

Gregório Freitas critica uso de copos de plástico nas Barraquinhas da Placa Central


Gregório Freitas, um dos nomes ligados à Confraria Enogastronómica da Madeira, critica o uso de copos de plástico nas Barraquinhas na Placa Central da Avenida Arriaga, no Funchal, considerando que, desta forma, não se pode apreciar um bom licor, cerveja, poncha ou vinho.

“Dizem por aí que as barraquinhas colocadas nesta época na Placa Central são do melhor que se faz na Europa, mas tenho as minhas duvidas”, começa por afirmar, uma vez que “toda a bebida servida nas barracas é feita em copos de plástico ou similares de muito pouca qualidade”.

Perante esta realidade, Gregório Freitas dá como exemplo o que se faz na cidade alemã de Bamberg, conhecida pela sua cerveja artesanal, onde as cervejeiras e outros bares servem as bebidas em copos de vidro.

Recordou que em eventos idênticos ao que acontece na placa Central, feitos na Alemanha e noutros países da Europa, “as pessoas compram a bebida e é-lhes adicionado um valor extra pelo copo”, tendo o cliente a opção de levá-lo ou entrega-lo no final, sendo que, no caso da segunda opção, recebe o valor extra que pagou.

Entende que um sistema semelhante poderia ser usado em vários eventos na Madeira e assim “teríamos razões para dizermos que somos a Melhor Região Insular da Europa ou podermos afirmar de que o evento da Placa Central “é do melhor que se faz na Europa”.

05 dezembro 2019

Confraria Enogastronómica da Madeira prepara ‘Matança do Porco’


A Confraria Enogastronómica da Madeira abre a ‘Festa’ com a tradicional ‘Função da Morte do Porco’. O evento terá lugar no feriado dedicado a Nossa Senhora da Conceição, já no próximo domingo, dia 8 de Dezembro, pelas 10h30 no logradouro do Restaurante ‘As Vides’, seguido de um almoço natalício pelas 13h30 no salão paroquial da Igreja do Estreito de Câmara de Lobos.

Com este acto os confrades “procuram avivar memórias ancestrais das nossas gentes, enquadrando-as nos tempos actuais, sendo a função acompanhada por um veterinário oficial e o animal é previamente atordoado de forma a evitar o seu sofrimento, à semelhança do que é realizado diariamente nos matadores”.

“Apesar deste convívio fraternal hoje em dia ir caindo em desuso, em tempos era um bem essencial para a sobrevivência e, para muitas famílias, a única forma de adquirir carne para um ano inteiro e para confeccionar a celebre Carne Vinho e Alhos, esta sim, uma prática ainda bem enraizada, quer a carne venha da tradicional ‘Função da Morte do Porco’, quer venha do supermercado”, escreve a Confraria Enogastronómica da Madeira em comunicado.

Programa

10h00 - ‘Função da Morte do Porco’ no lougradouro do Restaurante “As Vides”,

11h00 - Convívio no Salão Paroquial do Igreja do Estreito de Câmara de Lobos

13h30 - Almoço natalício no salão paroquial da Igreja do Estreito de Câmara de Lobos

O almoço contará com a presença do secretário regional de Agricultura e Pescas, Humberto Vasconcelos, e com o presidente do Município de Câmara-de-Lobos, Pedro Coelho.

Confraria viaja até Vila de Vinhais em Fevereiro

A Confraria Enogastronómica da Madeira no início de Fevereiro de 2020 desloca-se ao Distrito de Bragança, onde irá participar no Capítulo da "Confraria do Porco Bísaro e do Fumeiro de Vinhais", que se realiza no dia 8 na Vila de Vinhais, incorporado no programa da edição de 2020 do Fumeiro de Vinhais.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Dezembro de 2019.

Agendada presença nas Asturias no inicio de Janeiro

A Confraria Enogastronómica da Madeira agendou a sua presença no Capítulo da Cofradia Amigos de los Nabos de la Foz de Morcin, que se realiza no Principiado das Asturias, Espanha, no dia 11 de Janeiro de 2020.
Com esta presença em Terras do Reino de Espanha a Confraria Enogastronómica inicia oficialmente as suas actividades do ano de 2020.

Estreito de Câmara de Lobos, 5 de Dezembro de 2019.


04 dezembro 2019

CEM em França no 42.º Capítulo da Confraria des Rilletes et Rillons de Touraine

Foi na cidade de Tours, a Oeste da França, no departamento de Indre-et-Loire, que decorreu o 42.º Capítulo da Confraria des Rilletes et Rillons de Touraine com 81 confrarias convidadas, vindas dos quatro cantos de França mas também dumas da Bélgica e uma de Portugal, sendo ela a Confraria Enogastronómica da Madeira.
Os 308 convidados pertencentes a estas confrarias mas também outros convidados, chefes de empresas e políticos foram recebidos na Câmara para a cerimónia de entronização, na sala de cerimónias deste prédio, mas também para o banquete que se seguiu na sala de festas, vestido já a rigor para as festividades de Natal.

Fica esta curiosidade. No passado dia 16 de novembro de 2019 cerca de de 30 padeiros, talhantes e alguns elementos da Confraria bateram o recorde da sandes mais longa, com 74,40m, feita de rilletes, que é uma carne de porco cozida a fogo brando durante muito tempo e depois esmigalhada, transformando a sua própria gordura numa espécie de pasta a barrar.

Lino de Jesus Dionisio















Região Demarcada da Madeira é uma das mais antigas de Portugal

Região Vinícola da Madeira

A Região Demarcada da Madeira é uma das mais antigas de Portugal e seu futuro passa por aposta contínua na qualidade.

Vinhos DOP “Madeirense” e IGP “Terras Madeirenses”, os vinhos Brancos, Tintos e Rosés fazem parte de um projeto relativamente recente na Ilha da Madeira, mas apesar da sua “juventude” já demonstram um carácter muito particular, onde a frescura e a tropicalidade dos aromas assumem um papel de relevo.

Os vinhos aqui produzidos são excecionais e refletem as características e particularidades de uma ilha brindada pela natureza e a dedicação de um povo, que desde há cinco séculos cultiva este precioso néctar.

Fonte: Instituto do Vinho do Bordado e do Artesanato da Madeira

A área geográfica de produção do VQPRD “Madeirense” e do “Vinho Regional Terras Madeirenses” abrange as ilhas da Madeira e do Porto Santo.

Castas Autorizadas

CASTAS BRANCAS: Verdelho, Arnsburger, Terrantez, Sauvignon Blanc, Malvasia Cândida, Chardonnay,l Tália, Sercial, Chenin Blanc, Alvarinho Lilaz, Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida Branca, Malvasia Fina, Malvasia Branca de S. Jorge e Carão de Moça

CASTAS TINTAS: Tinta Negra, Maria Feld, Malvasia Roxa, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez e Syrah.

Apesar da lista de casta ser alargada, na realidade o encepamento para este tipo de vinho é bem mais restrito. Na realidade o encepamento para vinhos brancos está praticamente restringido às castas Verdelho e Arnsburger, assim como os vinhos tintos são principalmente de Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon, Aragonez e Tinta Negra.








01 dezembro 2019

CEM participou em cerca de setenta eventos em 2019

A Confraria Enogastronómica da Madeira no percurso do ano de 2019 e na promoção e defesa da herança cultural enogastronomica e atlântica da Madeira participou em 57 eventos enogastronómicos realizados fora da Região Autónoma da Madeira e realizou 11 eventos enogastronómicos no Arquipelago da Madeira. Assumido-se como uma associação regionalista, a Confraria Enogastronómica da Madeira sempre optou, no entanto, pela atitude de construir pontes entre as mais variadas regiões.

Janeiro de 2019

1- Confraria Gastronómica da Carne Barrosã, Portugal;

2- Confraria da Fogaça de Santa Maria da Feira, Portugal;

3- Confradia Amigos del Nabo de la Foz de Morcin, Espanha;

4- Semana da Chanfana, Portugal;

5- Confraria Gastronómica do Bacalhau, Portugal;

6- Confraria Gastronómica"Rojões e Sarrabulho"de Baguin do Monte, Portugal;

7- Confrérie des Compagnons du Sciaccarellu (Corséga), França;

8- Congrega dei Radici e Fasiosi, Itália;

Fevereiro de 2019

9- Confraria do Arroz Carolino das Lézirias Rebatejanas, Portugal;

10- Confrérie Saint Romain en Bordelais et Pays Libourne, França;

11- Confrérie des Taste Andouile du Val d`Ajol, França;

Março de 2019

12- Confraria da Lampreia de Entre-os-Rios, Portugal;

13- Confrérie Gastronomique du Val du Loire"Ordre du Poêlon", França;

14- Confraria da Foda de Monção, Portugal;

Abril de 2019


15- Ordine dei Maetri Coppieri di Alermo, Itália;

16- Confraternita de Gorgonzola di Caremi, Itália;

17- Inauguração da Enoteca Rosa, Itália;

Maio de 2019

18- Confraria Gastronómica da Amadora, Portugal;

19- Confrérie du Grand Ordre du Trou Normand, des Calvados, Cidres et Pommeaux (Ambassad Suisse), Suíça;

Junho de 2019


20- I Challenge Internationale de Degustation de Vins de la Federation Internation de Conféries Bachiques, Finlândia;

21- Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa, Portugal;

22- Ordine dell Amarene e del Nebiolo, Itália;

23- Confrérie de Leffe, Bélgica;

24- Confrérie des Chaussons et de la Moinette, Bélgica;

25- Confraria do Vinho Tinto Verde, Portugal;

26- Confrérie d`Or Blanc de Salins-les-Bains, França;

Julho de 2019


27- Confraria Gastronómica "O Moliceiro", Portugal;

28- Confraria da Broa d'Avanca, Portugal;

29- Confraria do Anho Assado com Arroz no Forno, Portugal;

30- Confrérie du Gruyére, Suíça;

Agosto de 2019

31- Capítulo del Serenisimo Albariño, Espanha;

32- Confrérie de l`Ordre de la Dive Bouteille de Gaillac, França;

33- Real Confraria das Cebolas, Portugal;

34- Confraria do Presunto e da Cebola do Tâmega e Sousa, Portugal;

Setembro de 2019

35- Confraria da Chanfana, Portugal;

36- Confrérie du Senatus Singularis Porcus Porcelerattum, França;

37- Academie du Cep, Suíça;

38- Assembleia da Federação das Confrarias Báquicas de Portugal;

39- Confrérie Vaudoise des Chevaliers du Bon Pain, Suíça;

40- Confraria das Papas de São Miguel, Portugal;

Outubro de 2019

41- Confrérie des Potes-au-Feu, Suíça;

42- Confrérie de l`Ordre de Saint-Vincent de Jambes, Bélgica;

43- Confraria Gastronómica dos Enchidos, Portugal;

44- Confraria do Chicharo, Portugal;

45- Cofradia de la Nécora de Noja, Espanha;

46- Accademia della Castagna Bianca di Mondovi, Itália;

47- Orden der Ritter von Stern un der Freundchaft, Alemanha;

Novembro de 2019


48- Confraria da Caldeirada de Peixe e de Camarão de Espinho, Portugal;

49- Ordre de Channe, Suíça;

50- Ordre des Kuulappers de Saint-Gilles, Bélgica;

51- Confrérie des Compagnons de la Loucholle, França;

52- V Evento da Confraria Enogastronómica da Madeira, em Portugal continental;

53- Confraria da Marmelada de Odivelas, Portugal;

54- Confraria Nabos e Companhia, Portugal;

Dezembro de 2019

55- Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa, Portugal;

56- Assemleia da Federação das Confrarias Báquicas de Portugal;

57- Confrérie des Rilletes et Rillons, França.

Estreito de Câmara de Lobos, Dezembro de 2019.



Na Imprensa:

> Diário de Notícias da Madeira: Confraria promoveu gastronomia da Madeira em 57 eventos em 2019

28 novembro 2019

Presença agendada em Arouca


A Confraria Enogastronómica da Madeira agendou a sua presença no XVII Capítulo da Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa, que se realiza no dia 1 de Dezembro, no Município de Arouca.

Estreito de Câmara de Lobos, 28 de Novembro de 2019.

O que é uma Universidade Sénior" em evidência em Câmara de Lobos


Decorreu ontem o encontro de Confrarias Gastronómicas da Madeira, integrando a XXV Semana Cultural da Ilha, contando com a representação de algumas delas, concretamente: Confraria Enogastronómica da Madeira, Confraria da Truta e da Sidra, com moderação do Sr. Américo Pereira, empresa EnoMania.

Logo após a apresentação das confrarias, realizou-se a atuação do Grupo Tunacedros da Casa do Povo de São Roque do Faial, e uma degustação de Sabores e Paladares da Freguesia da Ilha.

Eis o programa para hoje da XXV Semana Cultural da Ilha:


15h00: Conferência: “O que é uma Universidade Sénior?”

- Laura Sousa, coordenadora da Universidade Sénior da

Casa do Povo de Câmara de Lobos

Música: Tuna Sénior de Câmara de Lobos

Fonte: JM-Madeira

27 novembro 2019

A caminho do Natal



Artigo de opinião por Gil Rosa.

A forma de celebrar o Natal foi-se alterando com o tempo.

Na minha terra de origem (Santana) ainda assim existem alguns usos e costumes que se mantêm, mas muitos foram vencidos pelo tempo.

É certo que o mês de Dezembro ainda é o mês da “festa” e muito do dia-a-dia é realizado em função do Natal.

No início do mês em muitas casas começa a azáfama, para preparar a “lapinha”, as broas a morte do porco e os ensaios para as romagens que vão sair na noite de Natal.

Na minha infância e adolescência eram tempos de magia pura. Contávamos os dias para chegar ao dia da “festa”.

Uma das primeiras actividades tinha a ver com a “função do porco”.

A matança do porco era um fim-de-semana de festa.
Lá em casa na semana anterior, sobretudo a minha mãe começava a preparar tudo para esse momento.
Recordo-me de ter de ajudar a lavar os terreiros, preparar os salgueiros, as púcaras para a banha e outras tarefas.

Havia também um dia para amassar o pão e cozer o inhame.

Este tubérculo, tal como muita gente ainda hoje faz, levava 24 horas no lar sempre com lume brando e lenha controlada.

O inhame era lavado e cozido com casca dentro de uma grande panela de ferro. Era coberto com um pano de saca. Ficava apenas uma pequena abertura para ir acrescentando água e controlando o sabor com mais ou menos sal.

A matança do porco era por assim dizer o assinalar do arranque das festividades.

Logo depois vinha o tempo de outras limpezas, das broas dos bolos e dos bolos de mel. Era tudo feito lá em casa e no forno a lenha. Amassar não era comigo nem com os meus irmãos, mas fazer as bolinhas que depois iriam se transformar em broas, isso já era uma tarefa para a qual éramos chamados. Provar ainda quentes também era nossa especialidade.

Mais próximo da “festa” havia que preparar a “lapinha”.
Usávamos papel pintado e muito material natural recolhido na zona: o musgo, as cabrinhas o azevinho o alegra-campo, etc.
No presépio acrescentávamos as “cearinhas” previamente preparadas também com trigo lá de casa.
A par do que se preparava em casa, havia a parte religiosa associada. Era o tempo das missas do parto embora sem o fulgor e algum folclore associado nos dias de hoje.

Recordo-me dos preparativos para as romagens representativas de vários sítios que na Noite de Natal entoavam cânticos e levavam várias oferendas em direcção ao altar.

Com alguns dias de antecedência, era preciso criar uma letra, uma música e voluntários de cada sítio que ensaiavam diversas vezes para apresentar uma cantoria devidamente afinada. Na altura gozava-se que se não batesse certo, se alguém desafinasse “dava arroz”.

Fonte: JM-Madeira

Presença confirmada em Aveiro no XVIII Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia


A Confraria Enogastronómica da Madeira confirmou a sua presença no XVIII Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia, que se realiza a 30 de Novembro na localidade de Carapelos, no Município de Mira, Aveiro.

Estreito de Câmara de Lobos, 27 de Novembro de 2019.

26 novembro 2019

Projeto Saborea leva Madeira a Lanzarote

O Governo Regional, através da Secretaria Regional de Turismo e Cultura, participa na primeira reunião de coordenação do Projeto Saborea, que decorre desde sexta-feira até hoje, na ilha de Lanzarote, em Canárias.

Fonte: JM-Madeira, edição impressa de 25 de Novembro de 2019.


24 novembro 2019

CEM presente no VIII Capítulo da Confraria da Marmela de Odivelas


A Confraria Enogastronómica da Madeira esteve presente no VIII Capítulo da Confraria da Marmela de Odivelas, que se realizou no dia 23 de Novembro, na cidade de Odivelas

Estreito de Câmara de Lobos, 24 de Novembro de 2019.

Confraria promoveu encontro de madeirenses em Lisboa

Os sabores madeirenses acompanhados do fado lisboeta aqueceram a noite da passada sexta-feira, dia 22 de novembro de 2019, em Alvalade, numa iniciativa da Confraria Enogastronomica da Madeira em parceria com espaço "A Mar a Terra", com o intuito de reunir um conjunto de madeirenses a residir no continente e a animar os espíritos para 'Festa' natalícia que se aproxima a passos largos. 
O espaço gerido pela madeirense Iolanda Silva oferece uma variedade de produtos genuinamente locais de todo o país, sem esquecer a terra que a viu nascer, garantindo habitualmente a poncha fresca, às típicas queijadas madeirenses, às broas e os bolos de mel que fazem a delícia a qualquer pessoa, especialmente na quadra natalícia.

Estreito de Câmara de Lobos, 24 de Novembro de 2019.















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