17 agosto 2019

Encontro enogastronómico de Agosto durante a 'Festa do Vinho Madeira'

O encontro da Confraria Enogastronómica da Madeira realiza-se durante a "Festa do Vinho Madeira" no último fim-de-semana do mês de Agosto, na Praça do Povo, na cidade do Funchal.

Estreito de Câmara de Lobos, 17 de Agosto de 2019.


16 agosto 2019

CEM presente no V Capítulo da Real Confraria Gastronómica das Cebolas

A Confraria Enogastronómica da Madeira irá estar presente na cerimónia do 'V Capítulo da Real Confraria Gastronómica das Cebolas', que se realiza no dia 25 de Agosto, no Município de Castelo da Maia, no norte de Portugal

Estreito de Câmara de Lobos, 16 de Agosto de 2019.


14 agosto 2019

Gastronómica do Caniço está de volta


Estamos a meros dias de iniciar mais uma edição da Festa Gastronómica do Caniço e azáfama já se começa a sentir nas ruas…

Um certame que de ano para ano se torna mais exigente de modo a responder aos anseios da população, sem esquecer o importante papel que assume na economia e no turismo local, esta é uma festa que arroga um papel de destaque na dinâmica social da nossa freguesia, na promoção da restauração, das iguarias locais, e onde se alicerçam várias áreas como a economia, a cultura, o desenvolvimento económico, a agricultura e o envolvimento e participação ativa da comunidade.

O Caniço, tal como todas as outras localidades, possui um significado de existência que o torna singular, definidor de uma identidade de pertença pelas práticas exercidas no quotidiano da comunidade. Assim, quando falamos de “festas culturais”, surgem saberes peculiares transversais a várias gerações e práticas que se refletem na comida, no artesanato, nas celebrações… Abordar a questão das festas, nomeadamente a “Festa Gastronómica do Caniço” é enfatizar parte da herança cultural imaterial da freguesia e da sua singularidade, numa prática que consolida a sua referência à sua comunidade, e onde a “festa” assume um conjunto etnográfico da história e da manifestação cultural do seu povo. Está presente na música, no turismo, nas práticas que estruturam a realidade social da localidade e da forma particular em que se celebram e se registam os seus costumes. É observado não só o fazer artístico, mas também as relações sociais que perpassam pela realização dessas manifestações e que traduzem a linguagem, a expressão do pensar, do fazer e do sentir característico de um povo.

Neste sentido, a tradição revela-se também no sabor de uma gastronomia diretamente relacionada com as qualidades únicas dos produtos que a localidade tem para oferecer, e que no caso do Caniço, vão para além da Cebola ou do Tabaibo.

O Caniço assume-se assim como como espaço rico em manifestações culturais e de lazer, que qualifica e diversifica a oferta turística e recreativa.

No alinhamento entre cultura e alimentação, as “festas gastronómicas” assumem-se como um elemento integrador da cultura das localidades. São manifestações legítimas de uma região e evidenciam costumes e tradições relativos à alimentação, quer pela utilização de ingredientes específicos, quer pelos métodos culinários utilizados e ainda pelas representações sociais ou simbólicas. A comida também nos identifica e está presente, particularizando, definindo e identificando locais e pessoas pelas suas preferências e gostos traduzidos no modo de fazer, desde a preparação até o servir.

Neste sentido, destacamos a realização de vários showcookings que serão realizados in loco, permitindo à população a aquisição de um know-how de receitas, técnicas e estratégias enriquecedoras. Esta é uma celebração dos produtos e da comida da freguesia, e é a representação e o reforço do orgulho, das tradições e das especialidades que a nossa comunidade deseja partilhar, não só com a população local, mas também com os “de fora”, promovendo o turismo, a música, os produtos hortícolas e culinários locais.

São também importantes os aspetos sociológicos associados à festa em questão, uma vez que se promove um sentido e significado de “importância” na comunidade e se reforçam laços sociais entre os membros da mesma pela aproximação das pessoas e pelo sentimento de espírito comunitário e de identidade que se estabelece.

O Caniço assume-se assim como como espaço rico em manifestações culturais e de lazer, que qualifica e diversifica a oferta turística e recreativa. Que valoriza os fatores endógenos da freguesia como a agricultura e os produtos locais. Que utiliza as suas festas como telas de demonstração de aspetos culturais da freguesia, envolvendo grupos, entidades, comerciantes, visitantes, autarquias, etc., dando ainda destaque à herança cultural musical e gastronómica.

Por todos estes motivos e mais alguns, fica aqui o convite a todos vós! Venham visitar-nos! Venham fazer parte desta festa que é nossa, que é de todos!

Funchal terá Festival do Açúcar em Julho de 2020


Paula Cabaço apresentou novo evento, durante o lançamento do guia ‘Rota da Cana-Sacarina e do Rum da Madeira’. 


A secretária regional do Turismo e Cultura procedeu, hoje, à cerimónia de lançamento e apresentação da ‘Rota da Cana-Sacarina e do Rum da Madeira’, que decorreu no Museu Quinta das Cruzes, no Funchal.

Paula Cabaço aproveitou a ocasião para anunciar também um novo evento que irá integrar o cartaz turístico da Região, em Julho de 2020: o Festival do Açúcar.

“Considerámos que era necessário criar um evento no Funchal dedicado à cana-de-açúcar (paralelamente à Feira da Cana e ao Festival da Apanha da Cana, que já decorrem respectivamente nos Canhas e no Porto da Cruz), que envolvesse todos os produtos e os seus derivados”, no fundo “uma montra para quem nos visite”, com uma “componente dirigida aos adultos e as crianças”, realçou a governante com a pasta do Turismo.

Em relação ao guia, trata-se do mais recente projecto turístico desenvolvido pela Direcção Regional do Turismo e permite a todos aqueles que nos visitam “partirem à descoberta de um conjunto de experiências que existem na Região associadas a um dos nosso produtos mais emblemáticos, que é a cana sacarina”, explicou Paula Cabaço.

“Aquilo que se pretende com este guia é que quem nos visite possa usufruir de experiências únicas e autênticas associadas a um produto tradicional”. Uma verdadeira “aposta no binómio experiências/ autenticidade”, vincou.

Criar novos elementos de atracção da Madeira, a diversificar e diferenciar a oferta e acrescentar valor ao destino Madeira, criando novas oportunidades de negócio para o sector (concretamente ao nível das empresas de animação turística e companhias de viagem), foram outras das mais-valias deste projecto enaltecidas pela secretária. Além do mais, disse, esta Rota é um “processo dinâmico”, ao qual mais parceiros podem aderir.

Esta ‘Rota da Cana-Sacarina e do Rum da Madeira’ contempla um mapa no qual estão assinalados seis engenhos, cinco museus e dois locais de degustação, além da referência aos locais de produção e explorações de cana-de-açúcar.

A produção deste guia envolveu a participação de 15 parceiros públicos e privados, representantes quer do sector da cana sacarina (nomeadamente os engenhos) quer associados à comercialização dos produtos (restauração e hotelaria), além dos museus associados à história do açúcar.

O guia, disponível em cinco línguas, poderá ser descarregado gratuitamente no site do Visit Madeira, podendo também ser encontrado em formato impresso nos postos de informação turística.

08 agosto 2019

A Uva tem uma história com muito sumo e nós contamo-la aqui


Crê-se que no seu estado natural, selvagem, a Uva possa ter mais de dois milhões de anos. Isto antes de ser domada pelo Homem, tornando-se a base de uma das bebidas talhadas para o sucesso mundial, o Vinho. Esse, deixamo-lo, por agora, a descansar nas barricas e damos a vez ao bago, para beber e comer.

Há uma história, carregada de lenda, contada e recontada na fria Islândia. Narra o feito do normando Leiv Eriksson, viajando por volta do ano mil da nossa Era, nos gelados mares do Atlântico setentrional. Leiv rumava para Ocidente. Ao fim de uma longa jornada terá alcançado o continente norte-americano. Aí, nos verdejantes territórios descobertos, um dos membros da sua tripulação terá reconhecido uma videira carregadas de uvas. Inspirado, batizou a nova região como Viland hot Goda, o que traduzindo significa, “o bom país rico em uvas”. Embora a história careça de algum fundamento e provas históricas certo é que a uva, o fruto da videira, desde há muito havia iniciado a sua expansão, pela mão humana, para diferentes latitudes.


Traçar a história da uva, fruto de baga redonda ou alongada que se apresenta em tentadores cachos pendentes, significa acompanhar a epopeia da videira, da sua cultura em vinha, seja para o fabrico de vinho, seja para o consumo à mesa e gastronómico, ou para a produção de passas.

Da uva existem milhares de diferentes castas em todo o Mundo. Para o vinho em específico serão utilizadas perto de mil, pertencendo todas à mesma espécie, Vitis Vinífera, uma das muitas subespécies da família da videira.

NA PRÉ-HISTÓRICA, A ANTEPASSADA DA NOSSA UVA

Estima-se que há mais de dois milhões de anos que existem videiras em estado selvagem (Vitis Silvestris), sendo quase certo que as uvas constariam da dieta do homem do Paleolítico Superior há 60 000 anos apontando-se, inclusivamente, a possibilidade dos nossos antepassados terem observado fermentações espontâneas do fruto e saboreado o produto dai resultante. Investigadores encontraram montículos de grainhas na Síria, no Líbano e na Jordânia remontando à Idade da Pedra.

ESTIMA-SE QUE HÁ MAIS DE DOIS MILHÕES DE ANOS QUE EXISTEM VIDEIRAS EM ESTADO SELVAGEM.

Mais tarde, por alturas do Neolítico e da Idade do Bronze, as uvas parecem ter constituído parte da alimentação de povos que se instalaram na Europa Central e ocidental, nas margens do Mediterrâneo, no Sul do Cáucaso e no Próximo Oriente. As grainhas mais antigas provenientes de videiras cultivadas, encontradas em escavações arqueológicas na Geórgia, datam de sete a cinco mil anos a.C. A domesticação das videiras pode ter começado com o simples abrir de clareiras no mato que as rodeava. Cerca de cinco a quatro mil anos a.C. a vinha ter-se-á expandido em dois sentidos: da Geórgia e da Arménia para a Mesopotâmia, Síria, Palestina e Egipto, por um lado, e para a Anatólia, chegando ao Chipre e Creta, por outro.


Na Mesopotâmia, vamos encontrar entre os Sumérios, a uva com uma função cerimonial sendo frequente a representação da uva na escrita pictográfica.

Na Anatólia, planalto na atual Turquia, os Hititas ornamentavam o Deus da fecundidade com cachos de uvas e na Palestina a vinha era uma cultura de grande tradição e antiguidade, assim como o foi no Egipto faraónico. A civilização que prosperou nas margens do rio Nilo foi um dos berços da viticultura. A vinha era, já na altura, cultivada em parreiras e não pareceria estranho, num olhar atual, o hábito dos egípcios de há mais de quatro mil anos pisarem as uvas ao som de canções, batendo animadamente palmas.

NA SUA EXPANSÃO PARA LESTE, A VIDEIRA ATINGIU A ÍNDIA NA IDADE DO BRONZE, HÁ CERCA DE CINCO MIL ANOS.

Na sua expansão para Leste, a videira atingiu a Índia na Idade do Bronze, há cerca de cinco mil anos e terá chegado, levada por caravanas e campanhas militares, há cerca de dois mil anos, à China, país que conheceu, então, a viticultura. Desta nação a viticultura passou para o Japão há dez mil anos. A uva tomou ali o nome de budo, conhecendo uma grande expansão no século XII.

A UVA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Entre os antigos Gregos vamos encontrar a cultura da videira praticada com grande esmero e com selecção de castas. Hesíodo, em “Os Trabalhos e os Dias” faz o elogio das tarefas agrícolas e descreve alguns dos labores da vinha e do vinho, escrevendo que “enquanto o caracol sobe às plantas desde o solo (…) então já não é época de podar as vinhas”.

Já entre os Romanos a cultura da vinha irá conhecer uma enorme expansão, a partir da Península Itálica, chegando a praticamente todos os territórios conquistados. Virgílio, na obra “Geórgias” preocupado com a agricultura, dá conselhos aos camponeses sobre a forma de tratar a vinha. Foram os romanos que iniciaram o estudo dos vinhos, criando as bases para a moderna enologia. Na Gália a cultura da videira generalizou-se no Sul e nas margens do Ródano no século I a.C. até que o édito de Domiciano, em 92 d.C., ordenou o arranque de metade das vinhas cultivadas na região, pois os vinhos concorriam com a produção romana. Contudo, em 280 d.C. o imperador Probo autorizou novamente a cultura da vinha, estendendo-se esta às regiões mais setentrionais do Império.

Ao que parece Gregos e Romanos sabiam secar as uvas, produzindo desta forma passas. Estas são provenientes de variedades muito doces de uvas de mesa selecionadas entre as que têm pouca grainha.


A UVA TAMBÉM VISTA COMO REMÉDIO

Após a queda do Império Romano, em 476 d.C., e com os alvores da Idade Média na Europa, a vinha passou a ser cultivada no ambiente de recolhimento dos mosteiros beneditinos, clunicenses, cistercienses, entre outros, onde a leitura de obras eruditas romanas serviu de tábua de salvação à preservação dos ensinamentos sobre a cultura da vinha. Neste período da história as viagens eram difíceis. Dai a implantação de vinhedos nas margens de grandes rios: Loire, Tejo, Douro, Reno.

O desenvolvimento da viticultura ocorrerá, de novo, a partir do século XII sob o impulso do crescimento dos países do Norte da Europa, enquanto a viticultura mediterrânica só viria a prosperar significativamente a partir do século XIX. No século XIII, entre diversas obras dedicadas à agricultura, duas trarão um contributo importante à cultura da vinha. Alberto Magno, escreveu De Vegetalibus, livro sobre botânica e agricultura detendo-se na cultura da vinha; enquanto Pier Crecenzi, publicava Ruralium Commodorum, um tratado de viticultura.


O sumo de uva, apreciado pelas suas propriedades revigorantes e depurativas deu origem a curas de uvas. Em 1927 foi inaugurado o “uvário de Moissac”; em 1930, a “estação uval” da Gare-Saint-Lazare, em Paris, que fazia jorrar diariamente o sumo de cinco toneladas de uvas. Contudo, o desenvolvimento do sumo de uva em garrafa fez desaparecer este género de estabelecimento.

Atualmente a maior parte da cultura das videiras destina-se à produção industrial de vinho ou de outras bebidas alcoólicas, num valor que ronda os 80 por cento. Cerca de cinco por cento destinam-se à produção de sumos e outros cinco por cento à de passas, essencialmente produzidas a leste da bacia do Mediterrâneo, no Médio Oriente, no Sul de Espanha e Califórnia. Finalmente, dez por cento da uva destina-se ao consumo à mesa, como sobremesa.

Fonte: Lifestyle Sapo.pt

O peixe-espada preto tem festa de comeres marcada em Câmara de Lobos


De 9 a 11 de agosto a baía de Câmara de Lobos, na Madeira, acolhe a Festa do Peixe Espada Preto e, com ela, a homenagem à mesa de uma das espécies mais emblemáticas nos pratos do concelho.


Na Madeira, as capturas de peixe-espada preto representam uma importante fatia da economia da região associada à faina no mar. É para homenagear esta espécie que habita a profundidades consideráveis, até aos 1700 metros, que o município de Câmara de Lobos, dedica três dias de festa.

Em 2019, o certame realiza-se de 9 a 11 de agosto e alia a gastronomia com a diversão, numa festa que conta com demonstrações de cozinha e muita animação musical, para além da inevitável mesa onde se servirá o peixe-espada preto em diferentes confeções culinárias. Para isso, não faltarão as tradicionais barraquinhas de comes e bebes, instaladas na baía de Câmara de Lobos.

No dia 9, pelas 19h00 e com a abertura da festa, decorrerá uma “Homenagem aos Pescador”.

07 agosto 2019

Opinião: Ir à Venda

Era uma das tarefas que a minha tia me incumbia quase todos os dias.
Ir à venda nos meus tempos de infância era quase como ir ao supermercado nos dias de hoje.
Nessa altura não havia nada disso.
A venda ou a mercearia era o único local onde se podia comprar as pequenas coisas para o dia-a-dia.
Produtos diversos mas de escassa escolha. Longe da quantidade e diversidade que há hoje e quase tudo linha branca.
O pão, o sal, o café, as especiarias, o arroz, o azeite o vinagre ou a banha e até o petróleo. Sim, o petróleo que era usado nos candeeiros para quem não tinha eletricidade em casa como era o caso da minha tia. Por vezes, ia lá comprar um litro de combustível para iluminar a casa.
Na venda ou mercearia comprava-se quase tudo pesado na hora. Havia poucos produtos embalados. Recordo-me por exemplo, que a banha era retirada de uma lata enorme e a marmelada de um tabuleiro grande com a ajuda de espátulas e eram pesadas em papel vegetal, por sua vez embrulhado nesse papel e novamente embrulhado em papel pardo e amarrado com um fio de barbante.
Também as especiarias eram pesadas em papel vegetal, o tamanho do papel era adequado ao peso e embrulhado muito devagarinho. O merceeiro tirava o lápis da orelha e lá escrevia no embrulho o nome da especiaria para saber o que se levava lá dentro.
O sal, o grão, o açúcar, estavam em sacas espalhadas pelos cantos da mercearia. Em alguns casos até serviam de assento de tal forma que quando alguém chegava e precisava desse produto, era preciso mandar alguém se levantar para abrir a saca e retirar a quantidade pretendida.
O sabão azul era vendido à barra ou cortado na medida que se pretendia, pesado e depois embrulhado em papel de jornal.
Na maior parte dos casos tudo ia para o role. O merceeiro era quase que uma espécie de banco que fiava à espera que o cliente não falhasse no final do mês.
Recordo-me da minha tia me pedir para ir à venda comprar pão. Dava-me o dinheiro contado. Quase conta redonda para um pão branco e um de rolão. Eram poucos escudos. Quando sobravam uns centavos, por vezes tinha autorização para comprar rebuçados ou então amendoim. Normalmente preferia amendoim.
O amendoim era embrulhado em papel pardo, em forma de cone e dobrado na ponta. Uma guloseima que fazia render ao máximo. Por vezes, até comia as cascas. Talvez por ser menos acessível nesse tempo o amendoim parecia-me mais saboroso do que aquele que hoje em dia abunda em qualquer bar onde há Poncha.
As mercearias eram divididas em duas partes: uma para a venda de produtos para casa e outra para venda de bebidas ao balcão.
Na parte das bebidas normalmente lá só estavam os homens. Eram quase que como pequenos centros de convívio. Espaços onde se encontravam naturalmente para um “quarto de litro”, mas também para pôr a conversa em dia.
Aqui as mulheres e muito menos as crianças não tinham lugar.
Nas minhas idas à venda recordo-me de assistir algumas vezes às mulheres irem ali chamar os maridos para casa. Umas vezes sóbrios, outras nem por isso.
Com andar dos tempos este tipo de comércio foi desaparecendo a tal ponto que praticamente quase já nem existem mercearias. Ficam as recordações e as vivências de quem teve o privilégio de um dia “ir à venda.”

Fonte: JM-Madeira

CEM em França no Capitulo da Confraria "La Dive Bouteille de Gaillac"

A Confraria Enogastronómica da Madeira marcou presença em França, onde se realizou o grande Capitulo da Confraria "La Dive Bouteille de Gaillac".

"Foi na cidade de Gaillac, no Departamento do Tarn, na região da Occitanie, que decorreu a Festa do Vinho de Gaillac, um dos mais pequenos e também mais antigo vinhedo de França, que durante 3 dias de festa, concursos, amostras e provas de vinhos e outros produtos regionais, entre outros concertos e animações, se realizou o grande Capitulo da Confraria "La Dive Bouteille de Gaillac".

Contou com 19 Confrarias, sendo 18 francesas e a Confraria Enogastronómica da Madeira, de relevar a presença e entronização de várias figuras políticas regionais e de nível nacional, sendo eles presidentes de Câmara, deputados e ainda a Miss França 2019, não esquecendo os membros das confrarias convidadas."

A Confraria de l`Ordre de la Dive Bouteille de Gaillac, fundada em 1952, assume-se como herdeira dos ideias e princípios da Compagnie de la "Poudo", fundada pelos Cônsules da cidade de Gaillac no ano de 1529.

Lino de Jesus Dionisio
Estreito de Câmara de Lobos, 7 de Agosto de 2019.

> Na Imprensa:

> Diário de Notícias da Madeira: Confraria Enogastronómica da Madeira representada em França






























06 agosto 2019

Boa maturação, Festa da Vindima de 25 de Agosto a 8 de Setembro


Estamos em Agosto e as uvas amadurecem nas parreiras. Ainda não chegou o momento da colheita mas, se o tempo ajudar, se a chuva não comprometer a maturação, será um bom ano de vinho. 

Já a Festa do Vinho e da Vindima, que é um dos cartazes turísticos do destino Madeira, decorrerá, este ano entre os dias 25 de Agosto e 8 de Setembro. 

A Festa acontece por altura das vindimas, que acontecem em finais de Agosto e inícios de Setembro.

Os festejos do evento que se realiza desde o fim dos anos setenta do século passado iniciam-se no Funchal e incluem a Semana Europeia de Folclore, decorações, exposições e quadros vivos alusivos ao vinho e suas lides e ainda espectáculos diversos de música ligeira e tradicional. 

Fonte: Funchal Notícias

04 agosto 2019

Presença da confraria madeirense na Galiza

A Confraria Enogastronómica da Madeira participou a 4 de Agosto no "LXVII Capítulo del Serenisimo Albariño", que se realizou mo Município de Cambados, Galiza.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Agosto de 2019. 

Na Imprensa:



> Televisión de Galiza: Telexornal Serán







02 agosto 2019

Espetada original madeirense reúne dezenas no arranque da Festa da Alegria


A recriação da espetada original madeirense, tal como era confeccionada no século XVII, reuniu esta sexta-feira, no Montado da Esperança, em São Roque, dezenas de pessoas no arranque da Festa da Alegria.

“Segundo os historiadores e os arqueólogos foi aqui que nasceu a espetada madeirense. Os pastores subiam à serra para tosquiarem os animais e no final do dia faziam um braseado com carne de cabra nova em espeto de louro” explicou Pedro Gomes, presidente da Junta de Freguesia de São Roque.

Uma tradição que o autarca quer recuperar para enriquecer o património cultural da freguesia. “Estamos a trabalhar para que, no futuro, esta espetada seja um ex-libris do Montado da Esperança e de São Roque”, avançou, sublinhando que esta é também uma forma de divulgar a freguesia e de dinamizar a economia local.

A demonstração gastronómica ficou a cargo de Rocha de Silva, ex-diretor regional das Florestas, que recordou as origens da espetada. “No final do dia de trabalhar a marcar as crias novas, os criadores de gado escolhiam uma rés, desgarrada ou ferida. Como não tinham panelas a solução era cortar aos bocados e assar num braseiro, num espeto de louro”.

As festividades em honra de Nossa Senhora da Alegria, organizada pela Junta de Freguesia de São Roque e pela Casa do Povo local, prolonga-se pelo fim de semana, onde não faltarão as barracas de comes-e-bebes, onde poderão ser encontrados os típicos pratos madeirenses. O programa inclui a atuação de músicos, a realização de atividades lúdico-desportivas, sendo que o ponto alto da Festa da Alegria é a Missa Campal, que acontece no domingo às 11h45, com o padre José Luís Rodrigues.

Recorde-se que o transporte será assegurado durante toda a festa, com carrinhas todo-o-terreno que farão as subidas e descidas entre o Largo do Encontro e o Montado da Esperança.

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