18 fevereiro 2020

Casablanca accueille en mars son premier Festival International de la Gastronomie


"La première édition du Festival International de la Gastronomie se tient du 6 au 8 mars à Casablanca autour de la thématique « La gastronomie, levier de développement en Afrique ».


Bien plus qu’une fête des papilles, cet événement, premier du genre dans la ville, se veut aussi et surtout une invitation à la découverte et à la valorisation du Maroc et de son patrimoine à travers l’art culinaire. »De par le monde, la gastronomie représente aujourd’hui un véritable levier d’attraction touristique, et nous misons sur la richesse de notre patrimoine et sur la créativité des chefs et professionnels invités, afin de promouvoir ce secteur encore sous-exploitée au Maroc », confie Siham El Faydi, fondatrice du festival.
Et en plus du public casaoui, et des restaurateurs engagés pour cette cause, les organisateurs comptent aussi sur l’implication et la sensibilisation des opérateurs touristiques, publics et privés, afin de penser à concevoir des offres orientées sur le tourisme gastronomique.
L’économie solidaire, au Maroc et en Afrique, ne sera pas en reste ! Et ce à la faveur d’une programmation mettant en exergue les produits du terroir qui en plus d’être exposés, seront incorporés aux recettes des chefs nationaux et internationaux pour des découvertes et dégustations savoureuses."

CEM integra Federação Internacional em Paris


A CEM – Confraria Enogastronómica da Madeira integra oficialmente a FICB - Federação Internacional das Confrarias Báquicas no próximo sábado, 22 de fevereiro, marcando presença na Assembleia Geral que se realiza em Paris.

Esta conquista é fruto do trabalho dos últimos anos, com redefinição de estatutos e um forte investimento na participação em eventos internacionais de confrarias dedicadas a cultura vitivinícola, com particular relevância a presença no 1º Concurso Internacional de Provas da FICB, realizado em junho passado na Finlândia.

Com esta integração, a CEM diz que se abrem "novos canais de comunicação a nível mundial e a possibilidade de realização de ações conjuntas com a federação internacional, nomeadamente congressos e concursos internacionais, estando de momento em estudo a realização de uma "Jornada de Descoberta", um pacote visitação da Rota dos Vinhos da Madeira com a chancela da FICB".
A Confraria Enogastronómica da Madeira já garantiu também a presença, pela primeira vez na Região, de Alan Bryden, presidente da FICB, durante as comemorações do seu vigésimo aniversário que terá lugar entre 24 a 27 de abril no âmbito do seu XX Grande Capítulo, onde são esperados cerca de 200 confrades de diferentes partes do mundo.

Na imprensa: JM-Madeira

Madeira representada na Essência do Vinho 2020


O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), em articulação com as empresas do sector, vai promover, entre esta quinta-feira e domingo (20 a 23 de fevereiro) os vinhos tranquilos da Região, durante a Essência do Vinho 2020.

Este certame, que terá lugar no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto, é uma das mais importantes feiras vínicas realizadas em Portugal e destina-se a profissionais do sector e público em geral, contando com a presença de cerca 400 produtores de vinho nacionais e estrangeiros.

A Região Demarcada da Madeira estará representada com um stand dedicado aos Vinhos DOP Madeirense, estando em prova vinhos brancos, tintos e rosés das empresas Octávio Ascensão Ferraz e Seixal Wines – Terras do Avô.

Para além desta representação, logo no dia de abertura do evento, pelas 18 horas, decorrerá um ‘Masterclass’ de Vinho Madeira, intitulado ‘Madeira - the legacy of a unique wine’, que será ministrado por Rubina Vieira, técnica superior do IVBAM que dará a conhecer em prova vinhos de oito empresas produtoras: Henriques & Henriques, Vinhos, H. M. Borges, Justino’s – Madeira Wines, J. Faria & Filhos, Madeira Wine Company, CAF – Madeira Vintners, Pereira D’Oliveira e Vinhos Barbeito.

De salientar que, na edição anterior, em 2019, a Essência do Vinho contou com mais de 20.000 visitantes, sendo que cerca de 30% eram estrangeiros, para além da presença de cerca de 70 importadores e líderes de opinião de cerca de14 mercados externos, o que comprova ser esta feira, um bom veículo para promoção e divulgação dos Vinhos da Madeira, não só para o mercado continental, mas também para outros mercados.

Registe-se ainda que a participação nestas ações é cofinanciada em 85% por fundos comunitários, veiculados pelo Programa Madeira 14-20, sendo o restante montante suportado pelo orçamento regional.

Fonte: JM-Madeira

13 fevereiro 2020

Enoturismo ganha terreno nas regiões portuguesas

O sector do vinho traz mais de 2 milhões de visitantes a Portugal. 

Entrevista a José Arruda, da Associação de Municípios do Vinho. 


Fonte: Diário de Notícias da Madeira, edição impressa de 12 de Fevereiro de 2020.

Encontro de Fevereiro na Estalagem "Engenho Velho"


O encontro enogastronómico de Fevereiro da Confraria Enogastronómica da Madeira realiza-se no dia 29, no Restaurante da Estalagem "Engenho Velho", na freguesia do Arco da Calheta, no Município da Calheta.

Estreito de Câmara de Lobos, 13 de Fevereiro de 2020.

10 fevereiro 2020

CEM esteve no VII Capítulo da "Confraria Gastronómica do Porco Bísaro e do Fumeiro de Vinhais"


A Confraria Enogastronómica da Madeira marcou presença no VII Capítulo da "Confraria Gastronómica do Porco Bísaro e do Fumeiro de Vinhais", que se realizou no dia 8 de Fevereiro, no Município de Vinhais.

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Fevereiro de 2020.

Clique aqui para ver o vídeo:













Participação no XIV Capítulo da Confraria do Vinho de Lamas


A Confraria Enogastronómica da Madeira participou no XIV Capítulo da Confraria do Vinho de Lamas que teve lugar na Freguesia de Lamas, no Município de Miranda do Corvo, em 9 de Fevereiro.

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Fevereiro de 2020.










 














09 fevereiro 2020

"Legado gastronómico da Madeira"


Restaurante desenvolve projeto para divulgar a herança alimentar das ilhas da Madeira e do Porto Santo.


A Madeira aposta cada vez mais na gastronomia como fator de diferenciação do destino turístico. Um restaurante desenvolve um novo projeto assente na herança alimentar e cultural das gentes locais.

05 fevereiro 2020

O Panelo


O Panelo

Não há dúvidas de que o mês de Janeiro é aquele em que todos os caminhos vão dar ao Porto Moniz, ainda que seja a freguesia do Seixal seja o centro das atenções dois fins de semana seguidos, com o arraial de Santo Antão a ter ficado para trás no calendário e os olhos postos no panelo, no Domingo seguinte.

Milhares de pessoas preparam já o farnel para levarem para a casa de amigos, ou apenas conhecidos, ou amigos de amigos, ou amigos de conhecidos. O que importa é que alguém leve alguém que conheça alguém para uma das festas mais astronómicas da nossa ilha, mesmo sem ter essa denominação.

O panelo reúne nos quintais dos “palheiros” muitas pessoas, algumas delas há algumas décadas, que entretanto foram vendo crescer as listas de convidados nas suas casas e na dos vizinhos. A teoria do “cabe sempre mais um” encaixa perfeitamente aqui, até porque não são precisos lugares sentados em cadeiras à volta da mesa. A comida, composta por carnes, hortaliças e as inconfundíveis “semilhas do Seixal” é espalhada por cima de toalhas e quem ali vai serve-se à mão. Uma experiência que muitos madeirenses vivem ano após ano.



O Panelo

Realiza-se no Domingo a seguir à festa do senhor Santo Antão, padroeiro da freguesia e que se realiza no primeiro Domingo a seguir ao dia dezasseis de Janeiro. Antes tinha data fixa que era no dia 17 de Janeiro, mas não há muito tempo mudou para o Domingo seguinte, que muitas vezes coincide com o último Domingo de Janeiro. Por exemplo no próximo ano, 2021, o dia dezassete calha num Domingo, logo o panelo será no Domingo seguinte, dia 24, que é o penúltimo Domingo de Janeiro. Este esclarecimento valerá que não venha muita gente enganada no último Domingo.

Em segundo lugar queria esclarecer a sua origem, pois tenho ouvido muitas histórias que de acordo com o que o meu pai contava, não corresponde minimamente à verdade. Quando não se sabe como aconteceram as coisas, tenta-se acertar através de invenções que só por acaso acertam.



Nos meses de Primavera/Verão e princípio de Outono, havia vacas a pastar nas serras da Terra Chã e do Fanal, precisamente nos dois lados opostos ao Chão da Ribeira de proprietários do Seixal. Todas as Serras do Seixal eram comunitárias, pois pertenciam ao povo e em 1956 foi assinado um acordo em que a sua administração passaria para os recém criados Serviços Florestais, mas os Seixaleiros continuariam a usufruir das lenhas, matos e pastos. Quando o tempo começava a ficar muito frio nas serras, devido à altitude havia transumansia das vacas para o Chão da Ribeira e eram controladas pelos respectivos pastores.



A mulheres e as noivas dos pastores, ao domingo iam até ao Chão da Ribeira e levavam carne de porco salgada, proveniente do porco que criavam ao longo do ano e que era morto no dia 18 de Dezembro (não nos esqueçamos que não havia energia elétrica, nem frigoríficos e o período de conservação da carne era cerca de uma semana e a carne assada na panela do Natal, não podia ser salgada. Por sua vez os pastores arrancavam as chamadas semilhas de “Marrão” com o seu bordão e as couves que havia em abundância naquele sitio. Arranjavam duas pedras, faziam um lar e ponham os únicos três ingredientes: Carne de porco, couves e semilhas a cozer numa panela (os enchidos não existiam e só mais recentemente é que passaram a utilizar, assim como a cenoura e batata doce). Quando estivesse cozido deitavam no chão que era preparado com feiteira que cobria o chão depois de limpo das ervas e depois folhas de couve para evitar o contacto com o solo.

Depois de comerem e o Sol ia passando, jogavam à malha, jogo que eu saiba só jogado no Seixal, para aquecerem e os perdedores carregavam às costas os ganhadores à volta do campo de jogo definido.

Era um convívio entre namoradas, mulheres e os respetivos pastores, que no dizer de um locutor do canal de Televisão a Minha Terra, que me entrevistou sobre este tema, seria uma espécie de “dia dos namorados de antigamente”.

Depois a população começou a imitar este convívio e as famílias do Seixal começaram a fazer esse convívio, acabando no dia que definiram como “Dia do panelo”, por esvaziar a parte baixa do Seixal. O trajeto era feito a pé, pois não havia estrada e no regresso muitas pessoas cortavam alguns espigos, já em flor e vinham a cantar, com a ajuda de algum jaquet que também tinha participado no convívio. A data do seu início é desconhecida e perde-se na história....

Duarte Caldeira




A propósito do “Panelo” que se realiza todos os anos no Chão da Ribeira na freguesia do Seixal, gostaríamos de corrigir algumas imprecisões que vezes sem conta aparecem na Comunicação Social, nomeadamente no DN, principalmente através do seu colaborador Victor Hugo, e não só, e para isso recorro à memória do meu falecido pai que várias vezes me contava a sua história, que ouvia o seu pai e do seu avô.

Em primeiro lugar queria corrigir a data. Nunca foi marcada para o ultimo domingo de Janeiro, como tantas vezes tenho visto escrito, mas sim no Domingo a seguir à festa do senhor Santo Antão, padroeiro da freguesia e que se realiza no primeiro Domingo a seguir ao dia dezasseis de Janeiro. Antes tinha data fixa que era no dia 17 de Janeiro, mas não há muito tempo mudou para o Domingo seguinte, que muitas vezes coincide com o último Domingo de Janeiro. Por exemplo no próximo ano, 2021, o dia dezassete calha num Domingo, logo o panelo será no Domingo seguinte, dia 24, que é o penúltimo Domingo de Janeiro. Este esclarecimento valerá que não venha muita gente enganada no último Domingo.

Em segundo lugar queria esclarecer a sua origem, pois tenho ouvido muitas histórias que de acordo com o que o meu pai contava, não corresponde minimamente à verdade. Quando não se sabe como aconteceram as coisas, tenta-se acertar através de invenções que só por acaso acertam.

Nos meses de Primavera/Verão e princípio de Outono, havia vacas a pastar nas serras da Terra Chã e do Fanal, precisamente nos dois lados opostos ao Chão da Ribeira de proprietários do Seixal. Todas as Serras do Seixal eram comunitárias, pois pertenciam ao povo e em 1956 foi assinado um acordo em que a sua administração passaria para os recém criados Serviços Florestais, mas os Seixaleiros continuariam a usufruir das lenhas, matos e pastos. Quando o tempo começava a ficar muito frio nas serras, devido à altitude havia transumansia das vacas para o Chão da Ribeira e eram controladas pelos respectivos pastores.

A mulheres e as noivas dos pastores, ao domingo iam até ao Chão da Ribeira e levavam carne de porco salgada, proveniente do porco que criavam ao longo do ano e que era morto no dia 18 de Dezembro (não nos esqueçamos que não havia energia elétrica, nem frigoríficos e o período de conservação da carne era cerca de uma semana e a carne assada na panela do Natal, não podia ser salgada. Por sua vez os pastores arrancavam as chamadas semilhas de “Marrão” com o seu bordão e as couves que havia em abundância naquele sitio. Arranjavam duas pedras, faziam um lar e ponham os únicos três ingredientes: Carne de porco, couves e semilhas a cozer numa panela (os enchidos não existiam e só mais recentemente é que passaram a utilizar, assim como a cenoura e batata doce). Quando estivesse cozido deitavam no chão que era preparado com feiteira que cobria o chão depois de limpo das ervas e depois folhas de couve para evitar o contacto com o solo.

Depois de comerem e o Sol ia passando, jogavam à malha, jogo que eu saiba só jogado no Seixal, para aquecerem e os perdedores carregavam às costas os ganhadores à volta do campo de jogo definido.

Era um convívio entre namoradas, mulheres e os respetivos pastores, que no dizer de um locutor do canal de Televisão a Minha Terra, que me entrevistou sobre este tema, seria uma espécie de “dia dos namorados de antigamente”.

Depois a população começou a imitar este convívio e as famílias do Seixal começaram a fazer esse convívio, acabando no dia que definiram como “Dia do panelo”, por esvaziar a parte baixa do Seixal. O trajeto era feito a pé, pois não havia estrada e no regresso muitas pessoas cortavam alguns espigos, já em flor e vinham a cantar, com a ajuda de algum jaquet que também tinha participado no convívio. A data do seu início é desconhecida e perde-se na história....

Duarte Caldeira

CEM presente na cerimónia de apresentação do livro "Cuscuz: Identidades e Recriações"



Son Excellence Monsieur l`Ambassadeur du Royaume du Maroc a donné une réception à l`occasion du lancement du livre "Cuscuz: Identidades e Recriações".
A Confraria Enogastronómica da Madeira esteve presente na cerimónia de apresentação do livro "Cuscuz: Identidades e Recriações", que se realizou no dia 29, na Residência Oficial do Senhor Embaixador do Reino de Marrocos em Portugal, M.Othmane Bahnini.

Estreito de Câmara de Lobos, 5 de Fevereiro de 2020.





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