14 janeiro 2018

Confrades madeirenses representam a Madeira em evento na Eslováquia



"As invasões começam na cozinha, quem defende a sua gastronomia defende as fronteiras do seu território."

Para bem da nossa comunidade há que defender e preservar as nossas vivências, o nosso modo ser, mas igualmente importante é dar a conhecer essa cultura para além das fronteiras do nosso território.

Academia Madeirense das Carnes / Confraria Gastronómica da Madeira atua em ambos sentidos promovendo eventos entre portas e representado a sua região em encontros, quer gastronómicos, quer báquicos, além fronteiras.

Que melhor que estes convívios aguçar a curiosidade? para criar e estimular pontes de amizade, de conhecimento? Ao longos dos anos têm sido a boa vontade dos confrades madeirenses, que assumem o dispêndio de tempo, o gasto financeiro, para levar um pouco deste “cantinho do céu” por esse Mundo além!

Estando mais que comprovada a capacidade das confrarias em potenciar as suas regiões de origem, quer em termos culturais, quer turísticos, bem como econômicos com a divulgação seus produtos genuínos, urge apoiar estas instituições! É tempo das autoridades nacionais, regionais e ou locais contribuir de forma a elevar a quantidade e a qualidade do trabalho desenvolvido por estas associações!

A título de exemplo deixo o registo de uma das muitas representações que já realizei em nome da Academia Madeirense das Carnes / Confraria Gastronómica da Madeira, a visita a "Europsky Vinársky Rytiersky Stav", delegação desta irmandade europeia na República da Eslováquia em novembro passado. Mais do comer e beber, partilhou-se saber, criou-se laços, abriu-se portas para vinda desta e outras confrarias presentes a nossa região. Estabeleceu-se contatos para representação em novos destinos!

Se é certo que uma imagem vale mais que mil palavras, quanto vale a presença de confrades madeirenses nos eventos além fronteira?

Estreito de Câmara de Lobos, 13 de Janeiro de 2018.

(Clique nas imagens para ampliar)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1º encontro mensal de 2018 acontece a 20 de Janeiro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realiza a 20 de Janeiro na Herdade Agrícola "Casa Velha" (na Estrada Regional por trás dos Silos Cimentos Madeira), propriedade de Carlos Soares, vice-presidente da direção da AMC/CGM, o seu 1.º encontro mensal do ano de 2018. Um evento que tem o seu início às 12 horas.

Estreito de Câmara de Lobos, 14 de Janeiro de 2018.

Na Imprensa:

Academia Das Carnes Começa O Ano Com Encontro Mensal A 20 De Janeiro

Academia Madeirense das Carnes organiza primeiro encontro do ano

13 janeiro 2018

"Gastronomia Tradicional: O Bolo de Noiva" em exposição no Museu Etnográfico


No âmbito do projeto semestral "Acesso às Coleções em Reservas", o Museu Etnográfico da Madeira (MEM) promove, a partir da próxima terça-feira, dia 16 de janeiro, a Exposição "Gastronomia Tradicional: O bolo de noiva", tendo por objetivo valorizar e divulgar este saber-fazer, enquanto tradição secular da nossa gastronomia.

"Esta é uma tradição que importa recordar, reavivar e salvaguardar", realça a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, numa nota enviada à comunicação social.

Trata-se de uma iniciativa que "valoriza" o património cultural imaterial da Região e que, simultaneamente, "aposta no seu maior conhecimento", quer junto da população residente, quer da visitante, que acorre a esta instituição.

O tradicional 'bolo de noiva', também designado por 'bolo da serra', ou 'bolo doce', é conhecido em toda a ilha, embora a sua origem seja incerta.

Várias referências comprovam a sua presença, em festividades distintas. Todavia, a maior parte das fontes bibliográficas fazem alusão à presença destes bolos, de confeção simples e com grande durabilidade, nos casamentos.

Estas oferendas simbolizariam, conforme expressa a tradição, a abundância, a partilha e a alegria que os noivos desejavam para a sua vida.

Segundo consta, os convidados recebiam esta oferenda após a cerimónia religiosa, na passagem do cortejo, na via pública ou na boda nupcial, como forma de agradecimento.

"Acresce dizer que esta exposição, patente ao público no átrio do referido museu até ao dia 17 de junho, é de entrada livre e decorrerá no período de funcionamento do mesmo", nota a SRTC.

08 janeiro 2018

Presença confirmada em Junho na Alemanha


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirma a sua presença no XXXIII Capítulo da "Confrérie des Chevaliers du Trou Normand e.V.", que se realiza em 9 de Junho na cidade de Bad Durkheim, Alemanha.

Estreito de Câmara de Lobos, 8 de Janeiro de 2018.

06 janeiro 2018

"Em defesa do verdadeiro Pão de Santana"

Artigo de Opinião, por Gil Rosa.

Quem não gosta de um bom pão de Santana. Sim. O pão originário desta freguesia do norte da Madeira. Não o que indevidamente recebe o seu nome e é visível em muitas padarias sobretudo no Funchal e em algumas grandes superfícies.

Diria que a maior parte das pessoas apreciam este pão tradicional o pão da minha infância, o pão que me fez crescer.

Gosto muito do pão caseiro, principalmente daquele que me remete à infância, à brincadeira, à família. Naquele tempo o pão que a minha mãe fazia, era feito apenas com farinha, água, batata-doce, sal e fermento… e naturalmente muito talento da “padeira”.

Era com esta simplicidade de ingredientes que se fazia o pão com miolo e uma crosta estaladiça. O melhor. Sempre, bem cozido.

Lembro-me da forma como amassávamos.

Posso dizer que não é tarefa fácil. Requer método, paciência, talento e alguma força de braços para envolver a massa.

Lá em casa todos colocávamos a mão na massa.

Envolver a farinha era uma operação que leva cerca de meia hora. Quando a massa estava boa, cortávamos com uma faca para ver se tinha muitos ‘favos’.

Depois com alguma superstição à mistura era feita uma cruz na massa acompanhada de uma reza.

Próximo passo era deixar a massa levedar.

A par disto era preciso tratar outras tarefas : controlar a temperatura do forno, preparar a mesa para tender o pão, colocar uma toalha, polvilhar farinha e com muita habilidade formar quadrados por forma a colocar as bolas de massa depois de levedar.

A massa voltava a ficar mais algum tempo até a temperatura do forno baixar na medida certa…depois varríamos as brasas com a ajuda de um “varredouro” (feito de trapos amarrados a um cabo de madeira com vergas).

O tempo de espera era aproveitado para outras tarefas caseiras, ou para contar histórias vividas por familiares, por amigos, vizinhos…conversas que prendiam a nossa atenção.

A minha mãe é que tendia e depois o meu pai metia o pão no forno. Um momento quase “sagrado” só meu o pai é que o podia fazer…Nenhum de nós podia permanecer na cozinha, porque era necessário espaço de manobra para fazer rodar a pá.

Depois do pão cozido, que bem sabia uma fatia com banha de porco ou manteiga quando havia e café acabado de coar, uma mistura de cheiros que nunca se esquece.

Hoje em dia faço pão em casa, evidentemente que não é como o da minha mãe. Mas ainda assim muito próximo do verdadeiro pão de Santana, coisa que não vejo em muito do que por aí aparece usando indevidamente o nome desta terra do norte.

E aqui em defesa de um produto único e emblemático de Santana, seria bom que se o preservasse e que pelo menos que não se permita a utilização do seu nome para qualquer coisa que pode ser tudo menos pão com sabor a caseiro feito no norte da Madeira.

04 janeiro 2018

Academia das Carnes estabelece intercâmbios com confrarias no estrangeiro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira continua a estabelecer intercâmbios com confrarias homólogas no estrangeiro. Desta feita, confirmou a sua presença no Capítulo da “NederlandsGenootschap van Wijnvrienden” que se realizará no dia 2 de Junho na localidade de Boxmeer, municipio da província de Barbante, na Holanda, informa um comunicado desta agremiação.

Presença agendada a 2 de Junho no sul da Holanda


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirmou a sua presença no Capítulo da "Nederlands Genootschap van Wijnvrienden", que se realizará no dia 2 de Junho na localidade de Boxmeer, município da província Barbante do norte, situado no sul da Holanda.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Janeiro de 2018.
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