06 agosto 2019

Boa maturação, Festa da Vindima de 25 de Agosto a 8 de Setembro


Estamos em Agosto e as uvas amadurecem nas parreiras. Ainda não chegou o momento da colheita mas, se o tempo ajudar, se a chuva não comprometer a maturação, será um bom ano de vinho. 

Já a Festa do Vinho e da Vindima, que é um dos cartazes turísticos do destino Madeira, decorrerá, este ano entre os dias 25 de Agosto e 8 de Setembro. 

A Festa acontece por altura das vindimas, que acontecem em finais de Agosto e inícios de Setembro.

Os festejos do evento que se realiza desde o fim dos anos setenta do século passado iniciam-se no Funchal e incluem a Semana Europeia de Folclore, decorações, exposições e quadros vivos alusivos ao vinho e suas lides e ainda espectáculos diversos de música ligeira e tradicional. 

Fonte: Funchal Notícias

04 agosto 2019

Presença da confraria madeirense na Galiza

A Confraria Enogastronómica da Madeira participou a 4 de Agosto no "LXVII Capítulo del Serenisimo Albariño", que se realizou mo Município de Cambados, Galiza.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Agosto de 2019. 

Na Imprensa:



> Televisión de Galiza: Telexornal Serán







02 agosto 2019

Espetada original madeirense reúne dezenas no arranque da Festa da Alegria


A recriação da espetada original madeirense, tal como era confeccionada no século XVII, reuniu esta sexta-feira, no Montado da Esperança, em São Roque, dezenas de pessoas no arranque da Festa da Alegria.

“Segundo os historiadores e os arqueólogos foi aqui que nasceu a espetada madeirense. Os pastores subiam à serra para tosquiarem os animais e no final do dia faziam um braseado com carne de cabra nova em espeto de louro” explicou Pedro Gomes, presidente da Junta de Freguesia de São Roque.

Uma tradição que o autarca quer recuperar para enriquecer o património cultural da freguesia. “Estamos a trabalhar para que, no futuro, esta espetada seja um ex-libris do Montado da Esperança e de São Roque”, avançou, sublinhando que esta é também uma forma de divulgar a freguesia e de dinamizar a economia local.

A demonstração gastronómica ficou a cargo de Rocha de Silva, ex-diretor regional das Florestas, que recordou as origens da espetada. “No final do dia de trabalhar a marcar as crias novas, os criadores de gado escolhiam uma rés, desgarrada ou ferida. Como não tinham panelas a solução era cortar aos bocados e assar num braseiro, num espeto de louro”.

As festividades em honra de Nossa Senhora da Alegria, organizada pela Junta de Freguesia de São Roque e pela Casa do Povo local, prolonga-se pelo fim de semana, onde não faltarão as barracas de comes-e-bebes, onde poderão ser encontrados os típicos pratos madeirenses. O programa inclui a atuação de músicos, a realização de atividades lúdico-desportivas, sendo que o ponto alto da Festa da Alegria é a Missa Campal, que acontece no domingo às 11h45, com o padre José Luís Rodrigues.

Recorde-se que o transporte será assegurado durante toda a festa, com carrinhas todo-o-terreno que farão as subidas e descidas entre o Largo do Encontro e o Montado da Esperança.

01 agosto 2019

Presença agendada em Genebra


A Confraria Enogastronómica da Madeira agendou a sua presença na edição de 2019 da "Fête des Vendanges de Russin" e no Capítulo da Academie du Cep, que se realiza no dia 14 de Setembro na pequena localidade de Russin, pertencente à região de Genebra (Suíça).

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Agosto de 2019.

Diana Silva, a madeirense que recusou o não quando decidiu trabalhar "vinhos impossíveis"


No dia em que decidiu fazer os seus vinhos, Diana Silva determinou deixar uma assinatura própria. Chamou-lhes Ilha, aquela onde nasceu, a Madeira, e onde trabalha uma casta, a Tinta Negra, em que poucos acreditavam capaz de construir bons vinhos tranquilos. Diana não encontrou facilidades, mas também nunca desistiu.


“Santos da casa não fazem milagres” não é adágio que Diana Silva, madeirense de gema, tome como certeza na sua vida. Na realidade esta apaixonada pela região onde nasceu, há 34 anos, teima em contrariar lugares comuns, ou acomodados, na hora de ir para a vinha e para a adega. Diana, com formação em marketing e comunicação, é produtora de vinhos e fá-lo com a determinação de quem quer contrariar uma espécie de maldição imposta à casta que monopoliza o pequeno território vinícola madeirense.

Quem à Tinta Negra impôs o anátema de não servir para vinhos tranquilos, vertendo apenas para os fortificados, terá de provar a trilogia de néctares que Diana vinificou de três formas diferentes - tinto, branco e rosé - e a que chamou Ilha. Néctares que a produtora apresentou em 2018, produzidos a partir da colheita de 2017 e que, atualmente, dificilmente encontramos. Já este ano, Diana apresentou novas colheitas destes seus vinhos DOP, e duas novidades - o Ilha Verdelho, e o Ilha E.

Como inspiração, os vinhos elegantes, frescos e subtis que a nossa interlocutora nesta conversa, encontra na sua região vinícola de eleição fora de portas, a francesa Borgonha.

Diana não quer, contudo, replicar uma pequena Borgonha na Madeira. Quer manter a identidade do arquipélago. Um território que olhou - ainda olha - com desconfiança para a mulher, jovem e empreendedora que, no dia em que decidiu que iria ser produtora vinícola, quis fazer diferente. “Se é para me dedicar aos vinhos, então que seja na Madeira. Não vou fazer mais um Alentejano ou Duriense”.

Diana, como se dão os seus primeiros contactos com o mundo dos vinhos?

Estou ligada ao setor há perto de 15 anos. Não fui sempre produtora de vinhos. O meu curso inicial é de Comunicação e Turismo, Direcção Comercial e Enologia, em Lisboa. Nesse contexto, tinha estágios obrigatórios e, acabo por fazê-los em empresas ligadas ao vinho. Já havia, aí, o ´bichinho` dos vinhos. Começaram também as oportunidades de trabalho nessa área. Gostei e decidi fazer uma pós-graduação em Gestão Comercial. Trabalhei, ainda, nos vinhos em restaurantes, como o Manifesto de Luís Baena, assim como com os vinhos dos produtores Rui Roboredo Madeira e Paulo Laureano. Fazer marcas é das coisas mais difíceis que há. Nos vinhos, um mercado muito fragmentado, mais difícil ainda. Acabava por estar sempre fora de casa, com pouco tempo para a família. Logo, pensei, se o caminho é este, então que seja com algo meu. Contei logo no início com o apoio do Ricardo [Ricardo Gusmão], o meu marido, que também está comigo no negócio.


Nesse arranque a Diana ia já com um propósito?


Sim, sou madeirense, do Funchal, queria fazer algo novo. O mercado precisa de coisas diferentes e, atualmente, encontramos aceitação por parte dos consumidores. Queria ajudar a alavancar a economia madeirense e tinha algumas certezas. Se é para me dedicar aos vinhos, então que seja na Madeira. Não vou fazer mais um Alentejano ou Duriense, não desmerecendo, pois são excelentes vinhos. Outra certeza, a de trabalhar a casta Tinta Negra.

É verdade que desde cedo lhe reconheceram um especial talento na prova de vinhos?


[Risos] Sempre fui muito curiosa, comecei a provar vinhos com 18 anos e com especialistas do setor. Na altura foram algumas dessas pessoas que me incentivaram a aprofundar. Tinha sensibilidade para a prova. Provar requer muitas memórias olfativas e de sabores. Eu, felizmente, tenho essa capacidade memorial. Acaba por ser uma mais-valia. Ainda hoje há vinhos que provei há dez anos e que recordo. Vinhos que, para mim, eram clássicos e que agora já não os vejo assim. O que fiz com essa qualidade, a da prova, foi, de facto, explorar. Isso significa provar cada vez mais. Investi muito em provas, não só de vinhos portugueses, mas também de vinhos estrangeiros. Nós fazemos bons vinhos, mas lá fora também se faz bem. É uma aprendizagem mútua.


O MERCADO PRECISA DE COISAS DIFERENTES E, ATUALMENTE, ENCONTRAMOS ACEITAÇÃO POR PARTE DOS CONSUMIDORES. QUERIA ALAVANCAR A ECONOMIA MADEIRENSE E TINHA ALGUMAS CERTEZAS.

Falando dos vinhos fora de Portugal, a Diana tem afeto por uma região em particular.


Sou uma fã incondicional da região da Borgonha. Os meus vinhos de eleição são frescos, elegantes e subtis. Para mim um vinho extraordinário é como uma pessoa que vemos, nos parece interessante e descobrimos, depois, que ainda vai mais longe. A Borgonha é assim e tem uma casta magnífica, a Pinot Noir.

A Diana fala em elegância e subtileza nos vinhos que aprecia. Considera que estas características estão nos vinhos feitos no feminino?


Eu quero acreditar que sim. As mulheres são mais delicadas do que os homens. Apesar disso, há vinhos feitos por homens fabulosos. O Dirk [Dirk Niepoort] faz vinhos altamente elegantes. Mas também é um homem que explorou muito o mundo e soube trazer parte desse mundo para dentro das nossas fronteiras. Ainda a propósito das mulheres no mundo dos vinhos, têm do melhor e do pior. Somos muito hormonais. Se estivermos num dia fantástico, fazemos uma prova perfeita, se estivermos num dia menos bom, podemos ser muito depreciativas. Depois, há que provar duas ou três vezes o mesmo vinho para encontrarmos uma apreciação com objetividade e justa.

Falemos da casta madeirense que tanto adora, a Tinta Negra. Como se dá a sua entrada no mundo dos vinhos e, particularmente, na região?

Era uma casta que queria mesmo trabalhar. Uma vez mais, lá está a Pinot Noir com características organoléticas que encontro na Tinta Negra. Ou seja, capaz de fazer um vinho elegante. Quando fui para o terreno, à procura de parcelas de vinha que respondessem aos meus objetivos, não houve ninguém que me dissesse, em toda a ilha, vai em frente. Foi um pouco remar contra todos e a favor de um sonho e de uma ideia.



Remou contra todos, porque apareceu com um propósito diferente para uma casta usada maioritariamente para vinhos licorosos, certo?


Oitenta e cinco por cento do cultivo de vinha na Ilha da Madeira integra a Tinta Negra. Esta é utilizada para os Vinhos Madeira, com três anos, cinco anos. Todos os vinhos de três anos, sejam secos, meio seco, doce. É conhecida como a casta camaleão que faz vinhos diferentes a altitudes diversas. Todos os viticultores que encontrei estavam preocupados em ter mais quantidade de uvas face a uma maior maturação. E no caso de um vinho de mesa da Madeira, quero ter as uvas melhores, porque não podemos acrescentar álcool vínico a 96%, enquanto que no Madeira podemos. Logo, há uma discrepância de 1,5 graus, pelo menos, entre aquilo a que o viticultor está habituado a vindimar para o Madeira, com 9 graus de maturação e, para nós, tendo de estar a 10,5 graus de maturação.

TODOS OS VITICULTORES QUE ENCONTREI ESTAVAM PREOCUPADOS EM TER MAIS QUANTIDADE DE UVAS FACE A UMA MAIOR MATURAÇÃO.

Na prática, a Diana teve de ter um papel de persuação para conseguir encontrar quem lhe desse a mão…


Tive de reunir viticultores que acreditassem na nossa causa. Foi um trabalho de persistência. Atenção, já havia viticultores a fazerem o que eu procurava, como oSamuel Freitas, um produtor jovem, a quem presentemente ainda compro uvas e que está apostado em crescer connosco. O senhor Manuel Faria já apanhava uvas no ponto em que estão boas. De resto, um dos desafios é o de estarmos a contactar pessoas com uma certa idade, habituadas a trabalhar de uma certa forma e que olham para mim como uma miúda.

Do ano passado para cá, temos a ajuda da Justino´s, o maior produtor e comprador de uvas da Madeira. A Justino´s compra, todos os anos, quase metade da quota de produção vitícola da ilha. Fizemos uma parceria, para termos contacto com os viticultores da Justino´s, sem prejudicar a empresa. As nossas quantidades são pequenas, em 2018, por exemplo, foram 17 toneladas. A par dos produtores individuais que referi, a Justino´s deu-me a mão.

A Diana também não tem adega própria. Como faz?

Levo as minhas uvas para uma adega em São Vicente que pertence ao IVBAM [Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira]. As barricas e todos os produtos enológicos são opções nossas e compras nossas. Por seu turno, há quem tenha enologia própria, há quem tenha a da adega. No meu caso optei pelas duas; eu e o João Pedro [enólogo]. Também contamos com os serviços de equipamento e de engarrafamento.

Fonte: Lifestyle Sapo.pt


30 julho 2019

CEM na Suíça no "Chapitre des Armaillis de la Fête"

A Confraria Enogastronómica da Madeira marcou presença no "Chapitre des Armaillis de la Fête" da Confrérie du Gruyére, que se realizou no 27 de Julho, na cidade suíça de Vevery, fazendo parte da edição da "Fête des Vignerons 2019".

"No Capítulo da Confraria do Gruyére na "Féte des Vignerons", na Suíça, estiveram presentes unicamente 2 Confrarias convidadas. A "Confrerie du CEP" de Genebra, Suíça, e a Confraria Enogastronómica da Madeira. Foram momentos de muita emoção e muito prazer pessoal poder, pela primeira vez, estar presente neste evento de renome internacional e sendo a única representação de confraria estrangeira."

Lino de Jesus Dionisio
Estreito de Câmara de Lobos, 29 de Julho de 2019.

Na Imprensa:

> Diário de Notícias da Madeira: Confraria representa Madeira na Suiça












29 julho 2019

Santana recebeu encontro Enogastronómica de Julho

A Confraria Enogastronómica da Madeira realizou o seu encontro enogastronómico do mês de Julho no dia 26, no Restaurante "Casa de Chá do Faial", por ocasião da edição de 2019 da "Mostra Gastronómica de Santana".
O pão de Santana, a carne da noite e o atum como entradas, cabrito no forno como prato principal acompanhado pelos vinhos de mesa madeirenses Palmeira e Voltas (branco), Xavelha (tinto), Rum da Madeira foram as escolhas da confraria para este encontro.
O cabrito, a truta, a carne da noite e a carne na panela são elementos emblemáticos da gastronomia do Município de Santana.

Estreito de Câmara de Lobos, 29 de Julho de 2019.













28 julho 2019

55% da recolha da uva é em Câmara de Lobos

Câmara de Lobos produz 1.961 toneladas, das 3.541 recolhidas na Região em 2018. São Vicente, com 1.105 toneladas, e Santana, com 141 mil quilos, fecham o pódio dos concelhos mais produtivos.

Fonte: JM-Madeira, edição impressa de 28 de Julho de 2019.


20 julho 2019

Marco de Canavezes recebeu CEM no Capítulo da Confraria do Anho com Arroz de Forno



A Confraria Enogastronómica da Madeira participou no Capítulo da Confraria do Anho com Arroz de Forno, que se realizou no Município de Marco de Canavezes, no dia 20 de Julho.

Estreito de Câmara de Lobos, 20 de Julho de 2019.



Encontro Gastronómico e Cultural promove Santa Cruz este fim-de-semana


Prossegue, até amanhã, o V Encontro Gastronómico e Cultural de Freguesias do Concelho de Santa Cruz, a decorrer, desde o final da tarde desta sexta-feira, no centro da freguesia de Santo António da Serra (Santa Cruz).

Gastronomia e animação é o ‘prato forte’ do evento no ‘largo do Santo’, que ocorre por ocasião das comemorações do Dia da Freguesia, a assinalar amanhã, domingo.

Depois da chuva de ontem ter perturbado o arranque do certame, hoje o dia mantém-se seco e até ameno na freguesia serrana, que a partir do entardecer, reserva muita animação associada aos ‘comes e bebes’.

Logo, a partir das sete da tarde, o grupo musical ‘Os de Passagem’ dão o mote para o final de tarde e início de noite festivo. Depois será a vez de subirão palco a Enfertuna (Tuna de Enfermagem da Madeira), e ao princípio da noite, as Vozes do Santo, seguido da actuação de Catarina Melim e Bailarinas. Para encerrar a noite Gastronómica e Cultural, ‘Os de Passagem’ voltam ao palco para a 2ª parte da actuação.

Amanhã o ambiente de festa começa ao início da tarde, com a realização da sessão solene do Dia da Freguesia. A autarquia presidida por José António Baptista Reis celebra o aniversário da Freguesia este domingo, dia 21, pelas 13 horas, também no centro da Freguesia de Santo António da Serra. Logo depois a Banda Municipal de Santa Cruz dá o mote para a tarde cultural, seguindo-se as actuações do Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Santo António da Serra, do Grupo de Folclore e Tradições de Gaula e do Teatro Experimental da Camacha. Até ao final da tarde passam ainda pelo palco do evento organizado pela Junta de Freguesia de Santo António da Serra, Mário Amaro e Banda e o Duo Avelino & Graciano Melim.

19 julho 2019

Madeira apanha 130 toneladas de lapas por ano destinadas à gastronomia regional e exportação


O presidente do Governo Regional destacou hoje na Festa da Lapa, que decorre no Paul do Mar, que a Madeira apanha anualmente 130 toneladas de lapas destinadas à gastronomia regional e à exportação, sobretudo para Inglaterra, assim como para o mercado nacional e os Açores, grandes consumidores desta iguaria tradicional.
Miguel Albuquerque referiu que o stock da lapa está estabilizado na Madeira, graças à introdução de um período de defeso de quatro meses que tem sido importante para a recuperação e estabilização dos stocks.
A monitorização da lapa tem sido feita pelos técnicos da Secretaria das Pescas, que se preparam também para iniciar um estudo sobre a preservação do stock de caramujos, sendo importante no futuro “tomarmos medidas para a preservação e regeneração deste stock”, destacou Miguel Albuquerque que equaciona introduzir também aqui um período de defeso.

O governante destacou a importância desta feira, não só para a economia local, como também para a gastronomia regional, sendo um produto muito apreciado por residentes e turistas, deixando o convite à população para visitarem esta feira que oferece uma variedade de produtos regionais, em especial, a lapa.

18 julho 2019

Presença prevista em Penafiel no VII Capítulo da Confraria do Presunto e da Cebola do Vale de Sousa

A Confraria Enogastronómica da Madeira estará presente no VII Capítulo da Confraria do Presunto e da Cebola do Vale de Sousa, que se irá realizar no dia 31 de Agosto, na cidade de Penafiel.

Estreito de Câmara de Lobos, 18 de Julho de 2019.


Viajar à boleia da comida: Lapas à moda da Madeira


A gastronomia da Madeira é, sem dúvida, uma das melhores razões para visitar o arquipélago, e uma excelente forma de conhecer melhor as ilhas e o mar que as rodeia. E, a esse respeito, as lapas grelhadas são um dos pratos regionais mais apreciados por locais e visitantes no arquipélago da Madeira, e constituem uma verdadeira iguaria que não se pode perder.

Em busca das iguarias da gastronomia portuguesaviajámos até ao arquipélago da Madeira e confirmámos uma ideia que já tínhamos: as lapas grelhadas são uma delícia, e uma das melhores formas de experimentar o sabor a mar onde ele é mais típico, no meio do Oceano Atlântico.
As atracções turísticas do arquipélago da Madeira são muitas: percursos pedestres ao longo das levadas, estradas serpenteantes e vertiginosas, paisagem tropical verdejante e luxuriante, formações geológicas fabulosas, testemunhos da origem vulcânica das ilhas, populações com uma cultura insular muito própria, tornando cada recanto das ilhas um sítio único e particular. Mas a gastronomia é, sem dúvida, uma das melhores razões para visitar a Madeira, e uma excelente forma de conhecer mais aprofundadamente o arquipélago e o mar que o rodeia.
Não há melhor maneira de terminar uma caminhada numa levada da Madeira ou uma manhã passada numa praia de Porto Santo do que com uma refeição para retemperar energias e para apreciar os sabores do mar. As lapas grelhadas são um dos pratos regionais mais apreciados por locais e visitantes nos arquipélagos dos Açores e Madeira e constituem uma verdadeira iguaria que não se pode perder.
Para os turistas vindos da Europa do Norte são exóticas, moluscos univalves (com uma só concha) que se agarram à rocha, e que são apanhadas na maré baixa, quando estão mais vulneráveis. Em Portugal continental, apesar de serem bem conhecidas pelas populações junto à extensa costa marítima, não são consideradas um petisco, talvez devido à ideia que poderão ser sensíveis à potencial poluição em certos pontos da costa nacional.
Mas nas ilhas, no meio do Atlântico, as águas límpidas e ricas em nutrientes são o meio certo para criar lapas saudáveis e saborosas, constituindo um prato regional quase símbolo das ilhas. Tradicionalmente, as lapas são consumidas de várias formas: em escabeche, em saladas, na caldeirada de marisco, ou ainda o arroz de lapas. Mas a receita mais emblemática é as lapas grelhadas.
Temperadas e grelhadas na própria concha, são grelhadas numa frigideira, com a concha para baixo, temperadas apenas com manteiga e alho, e estão prontas quando separadas da concha. Acabadas de grelhar, são servidas imediatamente na própria frigideira. Quando chegam à mesa, vêem ainda a ferver e acompanhadas de rodelas de limão, podendo pôr-se algumas gotas a gosto. O sabor a mar é intenso, combinando na perfeição com o tempero.
Embora possa ser o prato principal de uma refeição ligeira num bar à beira-mar, como nós experimentámos em Porto Santo, normalmente são servidas como entrada. E não há melhor maneira de começar uma refeição na Madeira senão com lapas grelhadas, acompanhadas de bolo do caco (pão de trigo típico da região da Madeira) quente e barrado com manteiga de alho! Tornou-se a nossa entrada de eleição, nem precisando de consultar o menu do restaurante para as pedir.
Experimentámos em vários sítios, mas nós recomendamos, na Madeira, o restaurante Chalet Vicente, no Funchal, e, no Porto Santo, o restaurante Ponta da Calheta. Aventure-se pelo arquipélago da Madeira e venha apreciar os sabores do mar, prove um dos pratos mais emblemáticos das ilhas e vai descobrir uma nova paixão gastronómica.


































Fonte: Sapo Viagens
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