16 julho 2019

“Caneja D’Infundice”, O prato da Ericeira que nenhum restaurante quer servir


CONFRARIA DA CANEJA DE INFUNDICE - ERICEIRA
Com o objetivo de preservar, divulgar e valorizar aquela que é, sem dúvida, uma original e rara iguaria, foi constituída, por escritura notarial, a “Confraria da Caneja de Infundice – Ericeira”,   peixe da família do cação que, segundo a receita passada de geração em geração, deve ser embrulhada em panos, guardada em local fresco e escuro, entre 10 a 15 dias, o que lhe confere características excecionais depois de cozida: o intenso odor amoniacal é compensado pela textura e sabor de um petisco que deverá ser acompanhado por vinho tinto e por uma guarnição simples de batata cozida, bem regada por azeite , com respeito pela simplicidade e originalidade da iguaria e da tradição que lhe está associada.




Na Ericeira não se perdeu a tradição de preparar a “Caneja d´Infundice”, prato de peixe, nascido na comunidade piscatória. De singular, o facto de só após 15 dias sobre a captura ser consumido. Não conhece frigorífico e o odor é o do amoníaco.


Peguemos num dicionário para percebermos o que nos devolve a entrada Infundice. Lemos: “Barrela feita de urina em que se demolhava a roupa muito suja para depois se lavar mais facilmente”. Face ao exposto, sabendo que à especialidade culinária da Ericeira, a caneja, lhe é colado o termo Infundice, temos de nos preparar para uma “refeição fora da caixa”.
É no decorrer de um almoço na sua propriedade que um filho da Ericeira, Artur Gama, produtor vinícola da casa Quinta da Boa Esperança, próxima de Torres Vedras, nos explica a singular forma de cura da caneja, peixe da família do cação, que a restauração evita e que ao palato mais sensível de alguns comensais pode afigurar-se repelente.
Artur é membro de uma peculiar Confraria, a da “Caneja d´Infundice”, criada em 2016. O mesmo é dizer que na Ericeira este prato singular continua a ter quem lhe preserve a memória. “Todos os anos, pelo outono, fazemos um almoço que chega a reunir 200 pessoas”, sublinha o produtor vinícola.
Um almoço que não é preparado nem confecionado em nenhum restaurante da localidade da Região Oeste. Há uma razão de base: o odor. A caneja depois de capturada nos mares próximos à Ericeira, de março a outubro, é “embrulhada durante duas semanas num pano e assim fica, em local escuro e fresco, por exemplo uma arca ou gaveta. Há mesmo quem a enterre”, diz ao SAPO Lifestyle o nosso interlocutor.
“O cheiro da caneja depois deste processo é horrível, pode manter-se semanas. Contudo, depois de cozido o peixe adquire uma cor branca e um odor mais suave
Volvido este tempo de maturação, o peixe, então com um forte odor amoniacal, é preparado para ser cozido. “O cheiro da caneja depois deste processo é horrível, pode manter-se semanas. Contudo, depois de cozido o peixe adquire uma cor branca e um odor mais suave. Acompanhamo-lo com batata cozida com pele, uma cebola crua e um fio de azeite - que em contacto com o peixe perde o tom dourado, ficando esbranquiçado - e a textura e macieza desta carne é estupenda”, adianta Artur Gama. Manda a tradição que à caneja se lhe junte o vinho tinto, o que eleva a experiência gastronómica. “Os mais velhos dizem que, a acompanhar a caneja, se pode ingerir cinco litros de vinhos sem nos embebedarmos”, é-nos afiançado. Não pode, também, faltar um bom naco de pão de Mafra.

Viagem à Suíça para o "Chapitre des Armaillis de la Fête"

A Confraria Enogastronómica da Madeira desloca-se a 27 de Julho à cidade suíça de Vevey, onde irá participar no "Chapitre des Armaillis de la Fête" da Confrérie du Gruyére.

Esta localidade foi marcante para a vida e história de Charles Chaplin, onde faleceu. Atualmente há um museu dedicado a si, na sua antiga propriedade em Corsier sua Vevey. O museu foi inaugurado em abril de 2016 e já é considerado um dos melhores museus do mundo.

Estreito de Câmara de Lobos, 16 de Julho de 2019.

Na Imprensa:

> JM-Madeira: Confraria Enogastronómica da Madeira visita a Suíça


15 julho 2019

Presença em Aveiro no XIV Capítulo da Confraria da Broa D'Avanca

A Confraria Enogastronómica da Madeira participou no XIV Capítulo da Confraria da Broa D`Avanca, que se realizou a 13 de Julho, na freguesia de Avanca, no Município de Estarreja, Distrito de Aveiro.

Estreito de Câmara de Lobos, 15 de Julho de 2019.


Na Imprensa:

> Diário de Notícias da Madeira: Confraria Enogastronómica da Madeira participa no XIV Capítulo da Confraria da Broa D`Avanca



12 julho 2019

Há música e muito para degustar no Curral das Freiras até domingo

A XIV Mostra da Ginja e Doçaria deu ontem 'cartas' no Curral das Freiras. Mas hoje, ‘todos os caminhos’ voltam a dar a esta freguesia de Câmara de Lobos que tem engendrado um programa recheado de música, doces e, claro está, ginjas confecionadas das mais variadas formas e feitios.

O certame arranca às 18 horas, com a atuação da Tuna da Universidade Sénior de Câmara de Lobos. Ocupará depois ao palco o Grupo Madeira Despique Gente Antiga, antes da atuação, marcada para as 20h30, do Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras.

Prevê-se, no entanto, que sejam os artistas Roni de Melo e Ruben Aguiar a captar as atenções da noite. Será pelas 21 horas, que o primeiro subirá ao palco, cabendo ao segundo encerrar o evento com uma atuação que decorrerá entre as 23 e as 00h30 horas.

A festa não terminará aqui. Amanhã é outro dia, com atividades a arrancarem bem cedo, pelas 9 horas, cabendo à Banda Municipal de Câmara de Lobos dar, a partir das 10 horas, música aos festeiros.

O Grupo de Cordas da Fajã de Ovelha estará encarregado das despedidas, encerrando, pelas 12h30, esta iniciativa que dá vida às tradições madeirenses.


CEM representa Madeira nas celebrações da Fête des Vignerons 2019

A Madeira estará presente nas celebrações da Fête des Vignerons 2019 (Festa dos Vinhedos) através da participação da Confraria Enogastronómica da Madeira.

A Fête des Vignerons é um festival tradicional reconhecido em 2016 pela UNESCO como Património Mundial Imaterial Cultural intangivel da UNESCO, que decorre em Vevery, Suíça.

É organizado pela Confrérie des Vignerons (Confraria dos Viticultores) em Vevery desde 1797. O comité organizador é livre para escolher com que frequência é organizado o festival, mas no máximo decorre até cinco vezes por século.

Até a data, o intervalo entre festivais tem variado entre 14 e 28 anos. Este ano decorre uma nova edição passados 20 anos da anterior, realizada no ano de 1999.

O festival apresenta um espectáculo que celebra o mundo da vinicultura recorrendo a diversas artes.

A edição da Fête des Vignerons 2019 é recomendada como um dos "Destinos mais empolgantes do mundo" pela National Geographic, um dos "lugares para onde ir em 2019" do The New York Times e esta listrado em "Onde ir" no The Guardian.

Estreito de Câmara de Lobos, 12 de Julho de 2019.












Diana Silva lança novas colheitas e duas novidades vinícolas


Depois de se ter estreado com sucesso no projecto Ilha – uma trilogia de vinhos na Madeira feita a partir de uma única casta, a Tinta Negra, em 2018 -, Diana Silva apresenta agora as novas colheitas do seu vinho DOP, e duas novidades – o Ilha Verdelho, e o Ilha E. Estes foram dados a provar em Lisboa, no Rossio GastroBar, onde a jovem madeirense mostrou quatro dos seus vinhos: o Ilha Tinta Negra Blanc de Noirs, o Ilha Tinta Negra Tinto, o Ilha Verdelho e o Ilha Tinta Negra E, refere uma nota de imprensa.

Após um primeiro ano de muito sucesso, Diana Silva viveu também um período de grande aprendizagem. Depois de um ano de descoberta da casta e do seu comportamento, tendo trabalhado apenas com uvas de S. Vicente, a produtora passou a usar também uvas do Estreito de Câmara de Lobos. “Com um maior estudo e conhecimento da casta, acredito que conseguimos uma constante progressão na qualidade, e a prova está nesta nova colheita de 2018, da qual estou muito orgulhosa”, afirma Diana Silva sobre as novas colheitas.

Além do Ilha Tinta Negra Rosé, do Ilha Branco – “o primeiro Blanc de Noirs” da Ilha da Madeira” -, e do Ilha Tinta Negra Tinto, um vinho elegante e surpreendente, com apenas 12%, a produtora madeirense adicionou dois novos vinhos ao projecto inicial: o Ilha Verdelho, uma vontade que já existia mas que não havia ainda sido concretizada, e que nasce agora de um conjunto muito específico de circunstâncias: é um Verdelho de S. Vicente, de uma vinha de altitude, o que confere mais acidez ao vinho e menor maturação alcoólica. A uva é apanhada à mão e cuidadosamente seleccionada. O Verdelho mantém a linha dos seus “irmãos ilhéus” – a saber, um vinho de nicho, intensamente gastronómico, criado sem a preocupação de agradar a todos. Na descrição da enóloga, por não ter qualquer intervenção tecnológica, é “o mais puro Verdelho da Madeira”.

A outra novidade deste ano é o Ilha E – E de Experiência. Uma aventura de 1.064 garrafas, iniciada em 2017, que resulta da crença da produtora pela casta e sua incessante procura em mostrá-la na sua mais diversa potencialidade e esplendor. Este vinho tinto, 100% Tinta Negra, tem um estágio de madeira de quatro meses.

Dentro desta última aventura, Diana assume que irá criar mais vinhos, e de verdade, tem já outro na “manga”, uma edição limitada de cerca de 1.000 garrafas, que será um topo de gama e irá ser lançado no fim deste ano ou no início do próximo – dependendo de quando o vinho estiver pronto.

O Ilha permanece como o projecto da vida de Diana Silva – um projecto de “Amor à terra e crença no Terroir”. Para ela, que sempre defendeu que um vinho com qualidade é “um vinho equilibrado a nível de acidez, frescura, fruta e álcool”, o Ilha continua a trilhar o seu caminho. E o caminho é ascendente.

11 julho 2019

Presença em Marco de Canavezes no Capítulo da Confraria do Anho Assado com Arroz do Forno

A Confraria Enogastronómica da Madeira desloca-se a 20 de Julho ao Município de Marco de Canavezes, onde irá participar no Capítulo da Confraria do Anho Assado com Arroz do Forno.

Estreito de Câmara de Lobos, 11 de Julho de 2019.



Presença confirmada na Galiza em Agosto

A Confraria Enogastronómica da Madeira confirma a sua presença no Capítulo del Serenisimo Albariño, que se realiza no dia 4 de Agosto no Município de Cambados, Galiza.

Estreito de Câmara de Lobos, 11 de Julho de 2019.


07 julho 2019

CEM participou no X Capítulo da Confraria Gastronómica "O Moliceiro"


A Confraria Enogastronómica da Madeira participou no dia 6 de Julho no X Capítulo da Confraria Gastronómica "O Moliceiro", que se realizou em Murtosa, no Distrito de Aveiro.

Estreito de Câmara de Lobos, 7 de Julho de 2019.











Santana recebe encontro enogastronómico de Julho

O encontro enogastronómico de Julho da Confraria Enogastronómica da Madeira realiza-se no dia 26 na cidade de Santana, por ocasião da realização da "Mostra Gastronómica de Santana".

Estreito de Câmara de Lobos, 7 de Julho de 2019.

01 julho 2019

Presença na França completou 1º semestre de 2019

A Confraria Enogastronómica da Madeira marcou presença no Capítulo da Confrérie d`Or Blanc des Salins-les-Bains, que se realizou a 30 de Junho na localidade de Salins-les-Bains.
Mais fazemos saber de que com esta nossa presença neste evento a Confraria da Madeira no 1.º semestre (26 semanas) de 2019 participou em 25 eventos enogastronómicos realizados em Portugal continental e no espaço europeu.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Julho 2019.


"Salin-les Bains, pequena cidade de 2.700 habitantes, no Departamento do Jura Francês, na região de Bourgogne-Franche-Comté, fazendo parte da região histórica e cultural de Franche-Comté. Estende-se ao fundo do vale da Furieuse e dominada por dois fortes, um a Leste e outro a Oeste. Cidade esta com sua mina de sal e sua Confraria L'or Blanc.
Neste dia 30 de junho a confraria convidou 9 confrarias da região e a Confraria Enogastronómica da Madeira, isto por terem estado em 2018 no XVIII Capítulo da CEM e dado o grau de satisfação de como foram recebidos na Madeira, mas também pelos laços de amizade que me une ao Grão Mestre e demais membros desta Confraria, este capítulo extraordinário assinalando os 10 anos de inscrição desta mina no Património Mundial da UNESCO.
O Capítulo desenrolou-se em 3 fases bem distintas. Pelas 9h00 houve uma visita guiada da mina depois de um pequeno-almoço e apresentação das confrarias. Pelas 10h30 a cerimónia de entronização com a presença de algumas entidades oficiais e representante da UNESCO. Já depois do almoço, pelas 14h30, as 10 confrarias convidadas tiveram oportunidade de apresentar os seus produtos e a sua região, dentro da mina em diversos sítios, (para isto tinham sido informadas aquando do convite), o que regalou não só as confrarias presentes mas também os grupos e pessoas individuais que visitavam a mina.
Foram momentos muito agradaveis de informação e de partilha, o que deu muita satisfação. Da minha parte levei vinho tinto "Xavelha", que foi muito apreciado, e que me foi disponibilizado pelo seu produtor e membro da CEM, o Sr. Octávio Ferraz, vinho Madeira Bual de 10 anos, broas e bolo de mel que tenho o cuidado de comprar e trazer quando me desloco à Madeira, tendo também apresentado alguma publicidade do destino Madeira."

Lino de Jesus Dionisio

















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