30 março 2019

Machico acolheu o encontro cultural enogastronómico de Março

Realizou-se no dia 29 de Março no Município de Machico, no restaurante "Mercado Velho", o encontro cultural enogastronómico de Março da Confraria Enogastronómica da Madeira. Este encontro antecede o XIX Capítulo da CEM, que se realiza de 26 a 29 de Abril.
Neste encontro Alcides Nóbrega, presidente da Direção da Confraria Enogastronómica da Madeira,  transmitiu informação sobre o XIX Capítulo e pediu a presença de todos confrades no evento de Abril.

Estreito de Câmara de Lobos, 30 de Março de 2019.





















27 março 2019

Vídeo mostra equipa de mergulhadores a afundar 605 garrafas de rum no Caniçal


A J. Faria & Filhos, empresa que gere os Engenhos do Norte, organizou o afundamento de um lote de rum 970 Reserva 6 anos, levado a cabo por uma equipa de mergulhadores profissionais na Marina da Quinta do Lorde, no Caniçal, com o objetivo de monitorizar a evolução do rum durante a permanência no fundo do mar.

Foram afundadas um total de cinco jaulas, contendo 605 garrafas de rum agrícola.

Fonte: JM-Madeira

Veja o vídeo:



Rum da Engenhos do Norte matura em profundidade no mar da Madeira

Festival Gastronómico do Atlântico nomeado para prémios AHRESP


O Festival Gastronómico do Atlântico está nomeado para a 5ª edição dos Prémios AHRESP, um concurso que pretende distinguir os melhores do ano no setor da Hotelaria, Promoção Turística e Restauração, em Portugal.

Segundo a organização, a votação irá decorrer até ao dia 5 de maio em www.premiosahresp.pt.

Lê-se em nota de imprensa que também o Turismo da Madeira está nomeado na categoria de Entidade Regional, uma revelação que foi realizada no Stand da AHRESP, no decorrer da Alimentária&Horexpo.

O anúncio oficial dos vencedores terá lugar na Gala Prémios AHRESP, que decorrerá no dia 24 de maio de 2019, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, com apresentação de Catarina Furtado.

Fonte: JM-Madeira

24 março 2019

Presença no II Capítulo da Confraria da Lampreia de Entre-os-Rios


A Confraria Enogastronómica da Madeira participou a 23 de Março no II Capítulo da Confraria da Lampreia de Entre-os-Rios, que se realizou no Município de Penafiel.

Estreito de Câmara de Lobos, 24 de Março de 2019.










Vídeo
https://www.facebook.com/jakyvareiro/videos/2479709478715261/

CEM representada em França no Capítulo da Confraria Gastronómica "L'ordre du Poêlon"


"Neste dia 24 de Março, em Montbazon, França, realizou-se o 57.° Capítulo da Confraria Gastronómica "L'ordre du Poêlon" de Val de Loire. O encontro estava marcado pelas 9h30 no magnifico Castelo d'Artigny, onde as 45 confrarias foram recebidas com um bom pequeno-almoço "à la française". Duas das quais eram confrarias belgas, uma portuguesa, a Confraria Enogastronómica da Madeira (CEM), sendo as restantes francesas.
Neste encontro falou-se muito de gastronomia, de turismo e de regionalismo. Devo informar que tive a oportunidade de me exprimir em relação ao Capítulo da CEM, da maneira como decorrem os 4 dias do evento e sobre o que é proposto às Confrarias que nele participam. Tive também oportunidade de conversar com algumas das Confrarias já inscritas e que estarão presentes na Madeira, de 26 Abril a 6 de Maio para o Capítulo da CEM, aproveitando a ocasião para desfrutarem da Festa da Flor."

Lino de Jesus Dionisio

Na Imprensa

CONFRARIA ENOGASTRONÓMICA DA MADEIRA RECEBIDA EM FRANÇA














Estepilha! Confraria madeirense na Feira da Foda de Pias (Monção)

A Confraria Enogastronómica da Madeira estará presente na III Feira da Foda que se realiza de 29 a 31 de Março em Pias de Monção.

No dia 31 a Confraria Enogastronómica participará no III Capítulo da “Confraria da Foda de Pias de Monção”.

A Feira da Foda é uma iniciativa gastronómica que promove o património do concelho de Monção. A realização deste evento pretende promover e valorizar a cozinha tradicional de Monção e preservar a herança cultural dos produtos endógenos, destacando a confecção autêntica e genuína da “Foda à Moda de Monção”.

Reza a história que há muitos anos, os habitantes que não tinham rebanhos se dirigiam às feiras para comprar o animal pretendido. Os criadores de rês, quando levavam o seu gado ovino para a feira, tinham como objetivo vendê-lo pelo melhor preço e, para que aparentassem gordos, era prática colocar sal na forragem, fato que obrigava o gado a beber muita água.

Na feira, o gado aparecia com a barriga cheia de água e pesados, parecendo bem tratados e gordos. Os incautos, que não tinham conhecimento da “manha” compravam os “balões de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira minhota: “Que grande Foda!”

O termo –Foda– foi-se vulgarizando, ao longo do tempo, e o prato passou a designar-se, por Foda.

23 março 2019

1º episódio do programa "História da Gastronomia Portuguesa"


A culinária está na moda, todos querem aprender a cozinhar e a preparar refeições requintadas... Mas, como é que tudo começou?


Portugal tem uma das gastronomias mais ricas do mundo, resultado de receitas e tradições acumuladas ao longo da nossa existência como nação.
Ao longo de seis episódios, seis Chef´s têm uma história para contar: a da Gastronomia Portuguesa.
Com o Chef Ljubomir Stanisic, o Chef Kiko Martins, o Chef Nuno Bergonse, a Chef Marlene Vieira, o Chef Diogo Noronha e a Chef Susana Felicidade viajamos pela nossa própria história, descobrindo e investigando livros antigos de culinária portugueses, desde as cozinhas reais às cozinhas comuns, do séc. XVI ao séc. XX.
Em cada episódio é analisado um século da história de Portugal através da gastronomia e hábitos da época. A protagonizá-lo está um dos Chef´s, que explora um livro de receitas publicado nesse século, com a ajuda de estudiosos e especialistas na matéria, que fazem o necessário enquadramento histórico, revelando curiosidades e factos. No final do episódio, o Chef escolhe uma receita do livro para recriar, respeitando os métodos e utilizando os respetivos ingredientes em cozinhas da época.

Neste episódio o Chef Ljubomir Stanisic espreita a história gastronómica desde o conturbado início do século XX até à projecção internacional de Chef´s portugueses. Ljubomir descobre a história e obra do Chef João Ribeiro, o primeiro cozinheiro a receber uma estrela Michelin em Portugal e confecciona uma das receitas mais tradicional e marcante da cozinha portuguesa acompanhado por Maria de Lurdes Modesto.

Episódio 1 do programa televisivo "História da Gastronomia Portuguesa", na RTP1.

Clique na imagem para ver o vídeo


12 março 2019

Santana e a cana-de-açúcar



Artigo de opinião por Ana Luísa Freitas.


Numa altura em que os sonhos e malassadas aparecem muito à mesa, há quem não dispense o mel de cana que completa bem o sabor daquela iguaria que é já uma tradição enraizada.

Este mel que pode ser biológico ou não, é extraído da cana doce, cana sacarina ou cana-de- açúcar (Saccharum officinarum ) cultivada em diferentes concelhos da região.

A cultura da cana sacarina remonta o século XV e foi durante muito tempo – e, antes do vinho- a produção com maior representatividade no setor agrícola da Madeira. Esta produção foi muito importante na economia, cultura regional e marcou a ‘Era do Ouro Branco’. As primeiras plantações realizadas foram no Funchal e só mais tarde propagaram-se pela costa sul e algumas zonas da costa norte da Madeira. Em Santana, foram muitos os terrenos ocupados por cana doce, uma planta com folhas enormes, que necessita de água e quanto mais sol apanha mais desenvolve podendo atingir uma altura considerável. Ainda hoje, na Achada do Gramacho – perto da Quinta do Furão, Laurindo Teles é um empresário agrícola que investe em plantações desta espécie de gramínea que depois provavelmente segue para o Engenho do Norte (Porto da Cruz). A cana doce, nos engenhos é transformada em açúcar, aguardente e álcool. Quando moída escorre o açúcar no estado líquido, e, este caldo se for fermentado transforma-se em álcool.

É um concelho, que ainda sobrevive da agricultura, e por isso também se sente o peso da emigração e a procura de melhores condições de vida.

Na primeira metade do séc. XX, existiram engenhos de moer cana, na Ribeira de S. Jorge bem como na ribeira dos Moinhos (Faial), onde – hoje – apenas são visíveis ruínas.

Atualmente, na Madeira as canas sacarinas destinam-se principalmente à produção de aguardente e mel de cana. O mel obtido é matéria prima na confeção de bolos e broas de mel, especialidades típicas do natal madeirense.

O Governo Regional reconhece a importância económica desta planta de clima tropical e tem apoiado este tipo de produção que em 2016 atingiu um valor aproximado de 11 toneladas, valor muito acima das 3 toneladas registado no ano 2000. Em onze mil agricultores recenseados, novecentos dedicam-se a esta cultura.

A população de Santana é muito ativa e incansável a laborar e amanhar as terras, sem desistir de cultivar uma grande diversidade de espécies – vimes, cana-de-açúcar, batatas, trigo, couves, milho, frutos…- mantendo assim aquele planalto como se fosse uma manta com diferentes tonalidades de verde entre outras cores, protegendo os solos da erosão e subsistindo em parte com os produtos da sua área de exploração agrícola.


11 março 2019

Visita à França para o Capítulo da Confrérie Gastronomique do Val du Loire "Ordre du Poêlon"


A Confraria Enogastronómica da Madeira desloca-se no dia 24 de Março à região Centro-Vale do Loire (França), onde irá participar no Capítulo da Confrérie Gastronomique do Val du Loire "Ordre du Poêlon".

Estreito de Câmara de Lobos, 11 de Março de 2019.

Visita à II Edição da Feira da Foda e presença no III Capítulo da Confraria da Foda de Pias


A Confraria Enogastronómica da Madeira visita a III Edição da Feira da Foda, que se realiza de 29 a 31 de Março, e participa também no dia 31 de Março no III Capítulo da Confraria da
Foda de Pias,  que se realiza na localidade de Pias, Monção, no Distrito de Viana do Castelo.

Estreito de Câmara de Lobos, 11 de Março de 2019. 


Os sabores da aldeia, histórias de afetos e “aquele abraço”


Artigo de Opinião por Mara de Sousa Freitas.


Procuramos, infinitamente, o sabor íntimo de cada coisa, de cada momento, de cada acontecimento. Buscamos o encontro perfeito na viagem pelo mundo, em aproximadamente 81 anos, para a sociedade atual, e neste «admirável mundo novo».

Gozamos de mais tempo, mais recursos económicos, e técnicos, mais conhecimento, mais e melhor saúde. O nosso planeta transformou-se numa aldeia global, onde tudo parece ser possível e estar acessível, para todos. As juras de vida eterna, de eterna juventude, de felicidade permanente, de melhoramento interminável das capacidades humanas. Tudo, como que por um golpe de magia, surge como uma oportunidade perfeita. A sociedade modificou-se, as nossas gentes ganharam poder, e autonomia, e a vida transformou-se numa hipotética resposta à vida boa, numa luta incessante por uma liberdade, ainda por interpretar.

Por outro lado, os sabores internos da nossa “aldeia” transformaram-se em lendas, aquelas narrativas maravilhosas que marcam e amplificam a história, e na sua alusão poética nos levam pela mão – de regresso a casa -, ainda que com a consciência de uma distância, por vezes irreparável, e a sensação de desalento para o caminho necessário. Aquele doce sabor que recorda o amargo do desacerto. Aquela sensação de aconchego que nos mostra o quanto desenraizados estamos. A multidão que reenvia a solidão. O ruído que suplica o silêncio da nossa aldeia. O sucesso que confessa, tantas vezes, o fracasso humano. Estamos cada vez mais velhos, mais sozinhos e com menos amor.

Mas a nossa sociedade progrediu, as nossas gentes aparecem, permanentemente, com um sorriso de felicidade. O sucesso é o denominador comum de todas as vidas. Distribuímos novas formas de afeto a cada instante: “banquetes de palavras”, beijos, abraços, amor em forma de corações (vermelhos, amarelos, azuis, …). Nunca estivemos tão «ligados» e, simultaneamente, tão desconectados. Nunca tivemos tantas ligações e nos encontrámos tão vazios.

As taxas de depressão e suicídio continuam a aumentar. O isolamento e a solidão ocupam páginas e páginas dos nossos jornais. Não conhecemos o vizinho do lado. Olhamos a alegria e o sofrimento do outro, sem ver. Ouvimos – com pesar -, as dificuldades do mundo sem escutar aqueles que estão ao nosso lado. A tolerância não inclui o respeito da aceitação, ou pelo tempo e ritmos individuais, ela reveste-se de um suportar pela necessidade de não poder dispensar e, sempre que prescindível, revela-se intolerância, intitulada de desadequação social. O “Bom dia!” e “Obrigado!” tornaram-se palavras de etiqueta.

Naquela tarde, a avó fazia malassadas, bolo do caco e assava batata-doce; a mãe tinha preparado as rosquilhas com a mesma massa, uma para cada filho, e mais algumas para quem chegasse – na aldeia era [é] assim, havia [há] sempre a mais para o vizinho.

Precisamos de revisitar as fontes de sabor da nossa aldeia. Este sabor íntimo das raízes de cada um de nós, que não é matéria da exterioridade, ele é -“como em todas as experiências que requerem um arte de ser, uma coisa em que nos tornamos[1]” -, uma forma de agir, uma forma de relação com o outro, com os outros e com o mundo. A afetividade transforma as sociedades e semeia a solidariedade, construindo pontes e diálogos plurais e intergeracionais assentes no respeito e na responsabilidade, pelas gerações atuais e vindouras.

Os vertiginosos sinais dos tempos, o conhecimento – e o poder por este conferido -, apenas encontram um sentido, na medida em que podem ser usados para influenciar positivamente a vida de todos e de cada um. Por isso, o verdadeiro salto civilizacional acontecerá na exata medida de uma sociedade, onde a justiça, a compaixão, a empatia e o amor possam ser os alicerces para a vida boa e para a liberdade, enquanto oportunidade de realizar o máximo dos valores da nossa vida.

Naquela tarde, a avó fazia malassadas, bolo do caco e assava batata-doce; a mãe tinha preparado as rosquilhas com a mesma massa, uma para cada filho, e mais algumas para quem chegasse – na aldeia era [é] assim, havia [há] sempre a mais para o vizinho. No Carnaval, a nossa aldeia sabe a malassadas regadas com mel de cana, bolo do caco, batata-doce assada, rosquilhas e abraços.

«Aquele abraço» que envolve quando – com as máscaras e a brincar ao Carnaval -, passeiam de casa em casa. Aquele abraço que deixa de ser o nosso abraço (os nossos braços), o abraço de quem nos abraça (os braços do outro), para ser uma nova realidade que acolhe na reciprocidade, no reconhecimento, na afetividade, no amor, «o nosso abraço». O abraço que faz brotar, naquele instante, um novo e admirável mundo, uma entidade singular que metamorfoseia dois mundos e os faz cientes da verdade última: «é tão bom que tu existas» – e nesse abraço -, o mundo pula e avança.

– Ao que sabe a nossa aldeia, avó? – Perguntou a menina.

– A nossa aldeia sabe a cada bocadinho de ti, cada bocadinho da nossa família, cada cheiro da nossa casa, cada gesto dos nossos amigos, cada cheiro, cada som, cada cor…. Esse é o sabor da nossa aldeia…

– Avó, mas posso saborear sempre que eu precisar?

– Claro! Respondeu a avó. O sabor da nossa aldeia será, sempre, a oportunidade de voltares a casa e poderás voltar a casa sempre, onde e quando quiseres.

– Avó! Então poderei estar sempre contigo, com a nossa família e amigos – balbuciou a menina, cheia de júbilo.

– Filha, nunca esqueças o que é importante. Onde quer que estejas e o que quer que faças, ao longo de toda a tua vida, escuta, com atenção, o que permanece ao final do dia, depois de toda a tua agitação, de todos os teus projetos, de todos os teus sonhos e sucessos. Ouve e dá atenção a tudo aquilo que aguarda, serenamente, pelo silêncio para revelar-se. Dá tempo e espaço àquilo que nunca pensaste ou reparaste. Depois, com toda a serenidade com que esperamos este delicioso bolo do caco – estas malassadas que tanto adoras -, repara naquilo que perdura dentro de ti, quando «o silêncio se avizinha [2]». Assim, nunca estarás só!

– A menina e a avó abraçaram-se…

[1] José Tolentino Mendonça, em «A mística do instante, o tempo e a promessa».

[2] Virgílio Ferreira

05 março 2019

Machico irá receber encontro mensal de Março


O encontro cultural e enogastronómico do mês de Março da Confraria Enogastronómica da Madeira irá realizar-se no dia 30, no município de Machico.

Estreito de Câmara de Lobos, 5 de Março de 2019.

24 fevereiro 2019

Novo logotipo CEM - Confraria Enogastronómica da Madeira

A Confraria Enogastronómica da Madeira em Assembleia Geral realizada em 23 de Fevereiro aprovou a proposta apresentada pela Direção do logotipo que identificará a associação a nível nacional e internacional.

Estreito de Câmara de Lobos, 24 de Fevereiro de 2019.


Na Imprensa:

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