18 novembro 2018

Academia Madeirense das Carnes esteve na Ilha de Tenerife

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no Gran Capítulo da Confraria do Vinho de Canárias, realizado a 17 de Novembro na ilha de Tenerife.

Estreito de Câmara de Lobos, 18 de Novembro de 2018.





















































Na Imprensa:

José Alberto Díaz, Celso Albelo y Jesús Morales serán investidos cofrades de honorLa Opinión 15.11.2018 | 23:56

El casco histórico de La Laguna será el escenario que acogerá mañana la celebración del XXI Gran Capítulo de la Cofradía del Vino de Canarias. La actualmente denominada oficialmente Cofradía del Vino de Canarias nació en año 1997 en Tenerife junto a su denominación original de Cofradía del Vino de Tenerife. Esta ya emblemática asociación cultural, sin ánimo de lucro, nació por iniciativa de un grupo de personas, amantes del vino, convencidas de la necesidad imperiosa de fomentar, promocionar y difundir la cultura del vino canario y todo lo que ello significa.

En un principio la iniciativa fundacional se desarrolló en el ámbito de Tenerife, pero en poco tiempo se llegó a la conclusión de que el patrimonio enológico del resto del Archipiélago debía ser también fomentado, promocionado y difundido por igual. A partir de ese convencimiento y esa conclusión, se decidió ampliar el ámbito de actuación y se solicitó el registro de una denominación que recogiera esa realidad, pasando entonces a denominarse Cofradía del Vino de Canarias.

El programa de actos previstos dará comienzo a las 09:00 horas con una recepción en la Casa de los Capitanes; a las 10:00 horas tendrá lugar un desfile de la Cofradía e invitados hasta la Casa Consistorial donde habrá una recepción por parte de la Corporación municipal; a las 11:00 horas se celebrará una misa en la Catedral y a las 13:00 horas comenzará el acto protocolario en el Hotel Laguna Nivaria. A las 14:30 horas dará comienzo el almuerzo.

Confraria madeirense presente no Nordeste de França

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira esteve presente no 51.° Capítulo da "Confrérie Les Compagnons de la Loucholle", que se realizou na região de Bourgogne -Franche-Comté, nordeste de França, no dia 17 Novembro 2018. Entre os 253 convidados apenas estiver 3 confrarias convidadas, uma Suíça, uma Francesa e a portuguesa AMC/CGM.

Na Imprensa:

17 novembro 2018

Presenças agendadas no Alto de Trás-os-Montes, Espanha e Itália

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença no dia 12 no Capítulo da Confraria Gastronómica da Carne Barrosã, que tem lugar na sub-região de Alto Trás-os-Montes. 

A AMCCGM estará em Espanha e em Itália nos dias 19 e 20 de Janeiro de 2019 no Capítulo da Cofradia de Amigos de los Nabos, que se realiza nas Astúrias, e no Capítulo da Congrega dei Radici e Fasioi, que se realiza na região de Trento.


15 novembro 2018

Gunter C. Schatz almoçou na Madeira e convidou a AMC/CGM a marcar presença na Alemanha

Gunter C. Schatz, GroBmeister da "Orden der Ritter vom Stern und der Freundschaft", com sede na cidade independente de Pforzheim, no Estado Baden -Wurttemberg, situada no Sul da Alemanha, almoçou na Vila do Estreito de Câmara de Lobos, (Restaurante "As Vides") e visitou a seu pedido a sede da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira, onde convidou a Confraria Madeirense a estar presente no evento da sua Ordem, que se realiza em Outubro de 2019.

Estreito de Câmara de Lobos, 15 de Novembro de 2018.


Na Imprensa:

> Diário de Notícias da Madeira: Confraria Gastronómica da Madeira vai à Alemanha em Outubro de 2019


12 novembro 2018

Academia Madeirense das Carnes defende uso da gastronomia na promoção do turismo

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no dia 10 de Novembro, em Lisboa, no evento "Bucho da Prova", organizado pela Confraria do Bucho Raiano (Almeida).

No uso da gastronomia e na promoção turística de um território o exemplo da Córsega deveria ser um exemplo a seguir.

Estreito de Câmara de Lobos, 12 de Novembro de 2018.


Na Imprensa:







10 novembro 2018

AMC/CGM deseja reunir-se na Córsega com a Direção da Confrérie du Fiadone


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira na sua presença na Córsega no fim do mês de Janeiro de 2019, onde irá participar no Capítulo da Confrérie du Sciaccarellu, que se realiza na localidade de Peri, Ajaccio, solicitou uma reunião com a Direção da Confrérie du Fiadone, Confraria Gastronómica da Córsega. Acreditamos na realização desta reunião e aguardamos a respectiva confirmação.

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Novembro de 2018.

09 novembro 2018

Uma história bem contada - pela Enófila

Artigo de Opinião por Filipa Aveiro.

Confesso que me rendo a uma bela história e, no contexto vínico, existem histórias familiares inspiradoras, que nos fazem acreditar que o trabalho, quando alavancado por paixão, tem um fim grandioso.

Confesso que me rendo a uma bela história e, no contexto vínico, existem histórias familiares inspiradoras, que nos fazem acreditar que o trabalho, quando alavancado por paixão, tem um fim grandioso.

Muitas vezes dou por mim a querer saber a história que está por detrás de um vinho que me agradou de forma singular. Se assentar numa história de vida que, de alguma forma, me ‘toque’, admito que passo a apreciá-lo de forma muito mais atenta, questionando-me sobre os aromas e sabores que estes me despertam, em respeito à ‘alma’ do produto e à narrativa histórica que o antecedeu.

Num mundo cada vez mais globalizado e tecnológico valorizo, cada vez mais, os produtos com uma identidade vincada, marcada pelas vivências individuais e/ou familiares e movidas pela força do acreditar.

Nesta altura do “Pão por Deus”, em que as temperaturas começam a baixar, somos agradavelmente invadidos pelo aroma das castanhas assadas, que estão nas nossas ruas. A nível nacional, as castanhas são tradicionalmente acompanhadas pela jeropiga. Por cá, combinam bem com o Vinho Madeira ‘Rainwater’, denominação atribuída no século XVIII ao Vinho Madeira que era armazenado em pipas de casco que ficavam sujeitas à absorção das águas da chuva e do mar. Enquanto estas ficavam nos calhaus a aguardar o embarque, ou durante as viagens marítimas em que algumas vezes eram atingidas por temporais, ganhavam um estilo mais aguado.

Diversas adegas regionais têm no seu portfólio, e a preço acessível, este estilo de vinho. Falo da Madeira Wine Company, a Justino’s ou a Henriques & Henriques.

O ‘Rainwater’ que escolhi para o meu magusto, dada a sua história, foi o Barbeito ‘Rainwater’ Meio Seco, com 5 anos. Um vinho com aroma a verniz, de notas adocicadas, com um nível de açúcar equilibrado para um meio seco, que nos preenche a boca com suavidade, deixando um aroma longo e fresco a terra e a amêndoas.

Este vinho, produzido pelas castas Tinta Negra e Verdelho, é envelhecido em canteiro em cascos muito antigos, o que lhe atribui um paladar distinto que combina muito bem com as castanhas assadas em carvão. Atualmente, este vinho é produzido sem a inserção de água, sendo esta substituída pela casta Verdelho que, vinificada de forma mais suave, recria este estilo leve de Vinho Madeira, que já é reconhecido em diversos mercados internacionais.

Esta inovação está bem patente no vinho ‘Rainwater’, elaborado por Ricardo Diogo, da terceira geração da Barbeito, filho de Manuela Vasconcelos, uma das primeiras mulheres madeirenses no mundo vínico. Ricardo Diogo, formado em História, para alavancar a empresa familiar (que se encontrava numa situação pouco favorável), aceitou o desafio lançado pelo sócio japonês, assumindo o controlo dos vinhos, sem qualquer formação enológica, mas com muita experiência enraizada por ter sido criado no meio de cascos e garrafões em plena adega. Começou por fazer pequenas experiências e invenções, em paralelo com algumas formações na área e o resultado está à vista de todos, com a colocação no mercado de Vinhos Madeira extraordinários, graças à sua audácia e capacidade de inovação. Hoje, Ricardo Diogo é um dos grandes embaixadores do Vinho Madeira pelo mundo fora.

Os rótulos dos Vinhos Barbeito têm sido renovados ao longo dos anos, mantendo o desenho original do ‘nobre’ madeirense, com um traço moderno e irreverente, dado pela austríaca Cordula Alessandri, uma das mais notáveis designers a nível mundial que, em Portugal, apenas trabalha a imagem da Barbeito e da Niepoort. A figura masculina com a barriga saliente é a imagem de marca da Barbeito, que se apresenta, geralmente, com diversos acessórios e em posições díspares, que rematam para a singularidade de cada vinho. No caso do ‘Rainwater’, a figura humana tem sobre a sua cabeça meia pipa exposta à chuva, facto histórico que originou a sua denominação.

No próximo domingo, 11 de novembro, é dia de São Martinho, no qual tradicionalmente acompanhamos as castanhas com um bom vinho. A minha proposta está lançada, mas muitas outras conjugações podem ser feitas, com sabores típicos que lhe são familiares. Fica a dica!

Fonte: JM-Madeira

07 novembro 2018

"Função da Morte do Porco" a 8 de Dezembro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realiza no dia 8 de Dezembro na Vila do Estreito de Câmara de Lobos o evento "Função da Morte do Porco", uma tradição secular do povo madeirense.

Estreito de Câmara de Lobos, 7 de Novembro de 2018.


Na Imprensa:




O nosso Pão por Deus e a Festa da Castanha


Opinião por Isabel Cristina Camacho.

O pão por Deus é, desde os nossos primórdios, uma importante tradição das gentes do Curral das Freiras. Tempo de agradecer e partilhar o que a terra nos dava, principalmente os frutos da época, como as castanhas, as nozes e os peros.

Longe vão os tempos em que este dia de Todos os Santos, era vivido pacatamente, em família!

Depois da Missa, almoçávamos juntos e a tarde era passada na porta do caniço (sótão da cozinha a lenha, feito de cana vieira, onde se secavam as castanhas e nozes). Provavam-se as castanhas, que eram pisadas num cesto para tirar a casca e parte da “garepa”, se eram de boa qualidade, se eram doces e se estavam o suficientemente secas para guardar numa caixa de madeira, que o Inverno era longo e era preciso garantir a fartura na mesa.

Era um regalo, provar as nozes e as castanhas, normalmente regadas com um bom vinho novo, curraleiro, que o São Martinho não se chateava que se “encetasse” uma pipa mais cedo, até porque o dia também era dele, afinal. E assim era o nosso Pão por Deus, o dia de todos os Santos. Tradições doces, tão doces como as lembranças que guardamos!

Atualmente, este dia é aqui assinalado, com a grande Festa da Castanha!

Idealizada, (e muito bem) para garantir o escoamento da nossa produção agrícola, assume-se hoje como uma das maiores festas deste género, a nível regional.

Estão de parabéns, a Casa do Povo do Curral das Freiras, que, em parceria com outras instituições preparam mais um magnífico evento, que desde há 35 anos faz parte da vida dos curraleiros e de tantos outros madeirenses e turistas que já têm como tradição esta grande Festa, em dia de Pão por Deus ou de todos os Santos. São aos milhares, os que todos os anos elegem o Curral das Freiras para passar este feriado e cada vez mais são as razões para que voltem sempre. Dois dias de animação total e tradição que fizeram as delícias de locais e forasteiros, numa das edições com maior afluência de sempre.

O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia…

As tão apetecidas barracas, tinham ao dispor dos visitantes, os mais variados produtos, as castanhas, as nozes, os peros, o mel de abelhas e uma grande variedade de delícias confecionadas a partir destes. As prateleiras carregadas, também, com os mais distintos licores, desde a nossa tão tradicional ginja, ao licor de castanha e tantos outros de cores e sabores fantásticos. A sopa de castanha, (que pessoalmente, adoro) é a principal especialidade, mas para quem prefere, existiam outras, igualmente saborosas e confecionadas à moda antiga. As castanhas assadas, de que já diziam os nossos antepassados: “Quem não gosta disto, do que gostará?” E então se forem devidamente regadas com algumas das nossas especialidades, melhor ainda.

Ai e os doces…esses então, só provando mesmo! Não sabendo bem por onde começar, vou dar prioridade aos meus preferidos. Comecemos então, pelos maravilhosos bolos e broas de castanha ou de noz; Brigadeiros, Salames, semifrios; Malassadas, bolas de Berlim, queijadas, tudo com as maravilhosas castanhas…ai Jesus e lá se foi a dieta! Mas porque um dia não são dias, “perdoa-se o mal que nos faz pelo bem que nos sabe” e fomos tão felizes!

A Missa, na nossa, tão bonita igreja, marcou a solenidade de Todos os Santos, animada pelos grupos corais da Casa do Povo Local.

O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia e nele participaram desde recém-nascidos até aos mais velhos, residentes e emigrantes desta terra, envergando desde os trajes mais tradicionais, às mais belas indumentárias, criadas por muitas mãos de fadas, conjugando o antigo e a inovação. O folclore a música, de dezenas de grupos e associações locais e do resto da ilha, encheram a nossa aconchegante terra de cor e alegria.

Estão de parabéns, todos os que organizaram esta Festa, todos os que participaram, e os que, como eu, usufruíram destes dias maravilhosos!

Aos que cá não vieram, fica o convite para os próximos anos. Porque o melhor dia de Pão por Deus, é aqui…no “Coração da Madeira”!

Fonte: DN-Madeira

02 novembro 2018

Infância mais madura?

Opinião por Gil Rosa. 

Pode ser só impressão minha, mas nos meus tempos de infância eramos mais maduros. Explico melhor. Eramos mais autónomos porventura mais responsáveis ou melhor ainda, eramos mais responsabilizados pelos nossos pais.

Digo isto, claro, em comparação com os dias de hoje.

Recordo-me que nos meus tempos de infância, com os meus dez, onze anos, eram-me destinadas tarefas que confesso que se nos dias de hoje tivesse de as distribuir a um filho meu teria muita dificuldade.

Sou duma zona rural, mais propriamente nascido e criado em Santana.

Aqui a vida no campo não dava espaço de manobra para recusar muitas das tarefas que nos eram indicadas, a mim e aos meus irmãos.

Já aqui falei noutras crónicas do trabalho na agricultura, mas há mais.

Recordo-me por exemplo de ter dez anos e o meu irmão aí pelos doze, de levarmos um porco reprodutor (em Santana conhecido por “porco-cachaço”) da vila até ao sítio da Achada do Marques. Um porco que pertencia ao meu avô e que tinha as qualidades de ser excelente reprodutor. Era essa a função que tínhamos de levar o animal a desempenhar até este sítio agora pertencente à freguesia da Ilha. Aí viviam familiares da minha mãe que tinham porcas reprodutoras.

Até aqui tudo normal, não fosse o facto desta pequena localidade enfiada em plena Laurissilva ficar a mais de 4 horas de caminho a pé.

Agora tem estrada, mas nesse tempo (em 1974/75) era um sítio sem estrada, sem luz e sem água canalizada.

Nós saímos pela manhã da casa do meu avô, ali junto à actual escola secundário de Santana, até à Achada do Marques.

Eramos duas crianças que tínhamos a responsabilidade de orientar o animal por veredas algumas delas com abismos, até ao chiqueiro onde os meus primos tinham as leitoas.

Era uma tarefa complicada, sobretudo quando o animal teimosamente não obedecia às nossas ordens.

Sinceramente nos dias hoje não imagino uma criança de 10 anos e outra de 12 anos a fazerem este tipo de tarefa. Os riscos eram muitos. O que é facto é que os nossos pais confiavam em nós e nunca houve problemas. Olhado para trás, mesmo que existissem problemas, nem sei como é que se poderia fazer chegar a mensagem. Nessa altura ainda não havia telemóveis.

Foram experiências de outros tempos que obviamente recordo com saudade. Como recordo as nossas chegadas ao sítio da Achada do Marques, ao pequeno planalto com algumas casas, no meio da natureza. Do cansaço que sentíamos após algumas horas a pé. E tão bem que sabia aquele café, aquela carne de porco cozida com semilhas ou o pão caseiro. As pevides assadas, temperadas com sal, que delícia na altura. Tudo produtos naturais. Como não havia luz, também não existiam frigoríficos.

Depois de pernoitarmos lá uma noite numa cama com colchão de palha, no dia seguinte era tempo de efetuarmos o regresso. De novo mais 4 horas de caminho e outras tantas de outros tantos tormentos para fazer regressar o “porco-cachaço” de novo ao chiqueiro do meu avô. Dali a 4 meses no sítio da Achada do Marques havia uma porca que dava à luz. O ciclo repetia-se dali a uns tempos.

Fonte: JM-Madeira
Com tecnologia do Blogger.

 

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