O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia…
As tão apetecidas barracas, tinham ao dispor dos visitantes, os mais variados produtos, as castanhas, as nozes, os peros, o mel de abelhas e uma grande variedade de delícias confecionadas a partir destes. As prateleiras carregadas, também, com os mais distintos licores, desde a nossa tão tradicional ginja, ao licor de castanha e tantos outros de cores e sabores fantásticos. A sopa de castanha, (que pessoalmente, adoro) é a principal especialidade, mas para quem prefere, existiam outras, igualmente saborosas e confecionadas à moda antiga. As castanhas assadas, de que já diziam os nossos antepassados: “Quem não gosta disto, do que gostará?” E então se forem devidamente regadas com algumas das nossas especialidades, melhor ainda.
Ai e os doces…esses então, só provando mesmo! Não sabendo bem por onde começar, vou dar prioridade aos meus preferidos. Comecemos então, pelos maravilhosos bolos e broas de castanha ou de noz; Brigadeiros, Salames, semifrios; Malassadas, bolas de Berlim, queijadas, tudo com as maravilhosas castanhas…ai Jesus e lá se foi a dieta! Mas porque um dia não são dias, “perdoa-se o mal que nos faz pelo bem que nos sabe” e fomos tão felizes!
A Missa, na nossa, tão bonita igreja, marcou a solenidade de Todos os Santos, animada pelos grupos corais da Casa do Povo Local.
O ponto mais alto da festa foi o cortejo alegórico! Centenas de figurantes trouxeram-nos à memória os costumes mais antigos desta freguesia e nele participaram desde recém-nascidos até aos mais velhos, residentes e emigrantes desta terra, envergando desde os trajes mais tradicionais, às mais belas indumentárias, criadas por muitas mãos de fadas, conjugando o antigo e a inovação. O folclore a música, de dezenas de grupos e associações locais e do resto da ilha, encheram a nossa aconchegante terra de cor e alegria.
Estão de parabéns, todos os que organizaram esta Festa, todos os que participaram, e os que, como eu, usufruíram destes dias maravilhosos!
Aos que cá não vieram, fica o convite para os próximos anos. Porque o melhor dia de Pão por Deus, é aqui…no “Coração da Madeira”!