15 outubro 2018

Participação no XII Capítulo da Confraria da Pedra

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no dia 13 de Outubro no XII Capítulo da Confraria da Pedra, que se realizou na localidade da Madalena, Vila Nova de Gaia.

Estreito de Câmara de Lobos, 15 de Outubro de 2018.


“A PEDRA NA VIDA FAZ PARTE”
Pedra no chão escondida
Pedra pela erosão despida
Pedra pelo homem partida
Pedra para afins escolhida
O homem, o chão escava
A grande pedra descobre
Os guilhos nela crava
Dali nasce a pedra nobre
Nobreza de tão nobre ser
É arte com pedra fazer
A cantaria e escultura
E até com pedra a sepultura
A pedra, na vida faz parte
No caminho, na moradia…
De pedra a primeira arte
A Pedra tem uma Confraria
O madalenense, a pedra parte
Da pedra se vive, quem diria…!
Martingança, 13-10-2018
Confrade Octávio Rodrigues da Confraria da Sopa do Vidreiro








12 outubro 2018

Na opinião da Enófila

Artigo de opinião escrito por: Filipa Aveiro.

A natureza é tão imprevisível, quanto bela. Ela cerca-nos, encanta-nos e influencia-nos. A maturação das uvas dependem de condições externas, do clima, dos solos… assim também o é, o nosso amadurecimento enquanto pessoas.

As variações cíclicas são uma realidade que, em muito afetam a agricultura, exigindo aos seus profissionais uma luta diária para adaptar o seu ofício às condições climatéricas oscilantes que a natureza proporciona. Esta ilação pode ser transportada para as nossas vidas pessoais.

Qual de nós nunca teve que se adaptar a uma nova situação que nos tenha deixado desconfortáveis?

A vida dos humanos é como a das vinhas, exige adaptação, dedicação e trabalho, com foco nos objetivos.

Todas as alterações exigem metamorfoses de pensamento, de ação e de visão, tirando-nos da nossa zona de conforto. Mas, quando almejamos o desejável, o retorno é muito gratificante e até agradecemos o ‘percurso vivido’.

Tenho um amigo, da área do marketing, comunicação e eventos que, por circunstâncias da vida, mudou de rumo, deixando a sua vida urbana do mundo dos espetáculos, pela ruralidade duriense, num projeto vínico familiar que abraçou de alma e de coração, seguindo a paixão do seu avô, de alcunha Pôpa que deu nome à atual quinta.

Recentemente, visitei e tive oportunidade de conhecer a Quinta do Pôpa e o seu projeto arrojado e criativo - Pôpa Art Projects, que Stephane Ferreira, gerente e promotor, ambicionou, projetou e tornou este seu sonho real. É uma propriedade lindíssima, adquirida pela família em 2003, com uma vista sobre o Douro de cortar a respiração que, de forma encantadora, nos transmite aquele toque ‘rebelde’ e descontraído, patente em diversos elementos informativos e decorativos. Estes adjetivos também são aplicados, no geral, aos seus vinhos, onde o trabalho do enólogo explora a combinação de novos sabores e aromas de forma arrojada e criativa, fugindo um pouco ao formato habitual dos vinhos do Douro e seguindo uma nova tendência de produção de vinhos mais leves e com menos teor alcoólico.

O vinho que escolhi esta semana é o Pôpa ‘Black Edition’ tinto, de 2014. Stephane atreveu-se a atribuir esta designação original, que o distingue dos demais, ao invés de utilizar designações comuns como outros categoria idêntica. Este, inicialmente, marcou-se por um aroma fechado mas, no seu paladar, destaco a sua plenitude de boca que é marcado ao mesmo tempo pela sensação de profundidade. É um vinho de cor intensa, evidenciado pela madeira, com potencial de garrafa, podendo ficar alguns anos nas nossas prateleiras para o saborearmos num momento especial. Este acompanha pratos de carne bem temperados e consistentes.

A rebeldia e originalidade da quinta e do vinho, também estão presentes nos rótulos. O rótulo do Pôpa ‘Black Edition’ circunda a garrafa, num formato alto, de corte curvilíneo e com relevo, atribuindo-lhe elegância e movimento. As suas cores - preto, dourado e branco - dão-lhe um toque requintado, gracioso e nobre.

A criatividade estampada no logotipo homenageia a pôpa do cabelo do avô (que acabou por ser a sua alcunha), no recorte deste sobre o código de barras e, na descrição de pormenores informativos, como é o exemplo do teor alcoólico do vinho, disposto de 4 formas distintas sui generis.

O vinho é muito mais do que um néctar que gostamos de desfrutar… é uma história, um projeto, uma paixão que exige planificação, dedicação e adaptações periódicas, para que o mesmo satisfaça as exigências do produtor e do consumidor final.


Fonte: JM-Madeira

10 outubro 2018

Encontro enogastronómico de Novembro na vila do Estreito de Câmara de Lobos



A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira reúne-se em Assembleia Geral no dia 23 de Novembro (sexta-feira) na sua sede, na Vila do Estreito de Câmara de Lobos.
Após a reunião magna terá lugar o seu encontro enogastronómico de Novembro num dos restaurantes da Vila do Estreito de Câmara de Lobos, conhecida como a "Terra de espetada e lagar da Madeira".

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Outubro de 2018.

08 outubro 2018

Confraria presente no Capítulo da Cofradia de Aguardiente de Orujo e del Viño de Liébiana

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira marcou no Capítulo da Cofradia de Aguardiente de Orujo e del Viño de Liébiana, em Cantabria.

Estreito de Câmara de Lobos, 8 de Outubro de 2018.


Na Imprensa:
«Mi reto es demostrar que la uva de Liébana es buena para el vino»

Sabino Quirós, nombrado Vinatero de Liébana 2018 en la Fiesta de la Vendimia, una cita que recuerda la vinculación de la comarca con el vino.

«Mi reto es demostrar que la uva de Liébana es buena para el vino y poder difundir los vinos de la empresa familiar 'Orulisa' a nivel nacional e internacional», dijo este sábado Sabino Quirós después de ser nombrado Vinatero de Liébana 2018. El nombramiento del nuevo Vinatero fue el acto central de la Fiesta de la Vendimia que celebró en Potes su quinta edición. Junto a la fiesta, la capital lebaniega acogió el Capítulo de la Cofradía del Aguardiente de Orujo y del Vino de Liébana en el que participaron dieciséis cofradías gastronómicas de Cantabria, Asturias, Navarra y Portugal. Los actos contaron con la presencia de Javier Gómez, alcalde de Potes; Gregorio Alonso, alcalde de Vega de Liébana y Enrique Cueto, presidente de la Cofradía lebaniega.

Los actos festivos se iniciaban por la mañana con la recepción y bienvenida a las cofradías asistentes para, seguidamente, formarse la comitiva que, encabezada por la Banda de Gaitas de Cantabria, recorrió las principales calles de la villa lebaniega hasta llegar al Centro de Estudios Lebaniegos donde se celebró el Capítulo de la Cofradía del Aguardiente de Orujo y del Vino de Liébana. En esta edición fueron nombrados cofrades de honor Eva Bartolomé, directora general de Turismo, y Luís Javier del Valle, periodista del Principado de Asturias. También recibió la distinción de cofrade de mérito, Pedro Álvarez, cantante de música regional. Se nombró también cofrades de número a Julia Fernández, Ana María Burgada, Ana Belén Ruiz, Teodoro Rebanal, Ramón Álvarez y Alio Agudo.

Por la tarde, tras la comida de hermandad, en el templete de La Serna tuvo lugar el nombramiento de Sabino Quirós como Vinatero de Liébana 2018,un acto en que estuvo acompañado por su familia así como por los Vinateros anteriores. Fue Mariano Linares, primer Vinatero de la fiesta, quien hizo entrega a Quirós de la placa de reconocimiento. Tras agradecer la distinción, el nuevo Vinatero pisó descalzo las uvas y se procedió a la degustación de los vinos de la comarca.

Pedro Álvarez
Sábado, 6 octubre 2018, 21:51

Fonte: "El Diário Montañes" de Cantabria


























Assembleia Geral irá discutir alteração dos estatutos e designação da AMC/CGM


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira, em vésperas do seu XIX Aniversario versus Capítulo, tenciona dar um passo em frente. Em Assembleia Geral a se realizar ainda em 2018 a direção da AMC/CGM irá propor aos seus membros uma alteração dos seus Estatutos e provavelmente a mudança da sua actual denominação "Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira" para "Confraria Enogastronómica da Madeira", sem obrigatoriamente extinguir a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira fundada em 30 de Abril de 2000 , mas sim continuar a sua actividade com a nova denominação e com os actuais trajes e logotipo.
O objectivo destas alterações é oficializar a actual função da AMC/CGM na defesa e promoção da gastronomia e dos vinhos da Região Autónoma da Madeira e igualmente satisfazer um requisito exigido por várias confrarias báquicas europeias.

07 outubro 2018

Vinhos Madeira apreciados na Finlândia


"We had our annual event on 19th of September, and also informed the members of the brotherhood (Torni Ritarit Veljeskunta) of your visit and presented the books & memorabilia and the medal. We also had a tasting of the Madeira wines, kindly brought by you. They were all highly appreciated by the participants."

Mr. Joona Pietarila

Helsinki, Finland.

06 outubro 2018

Batata-doce da Madeira ganha Indicação Geográfica Portuguesa

Humberto Vasconcelos acredita que processo estará concluído até fim do mandato. 

Direcção Regional de Agricultura trabalha em projectos semelhantes para a cebola, a banana, o cuscuz e mel de cana da Madeira. 


Fonte: JM-Madeira, edição impressa de 6 de Outubro de 2018.

Presença no Norte de Itália a 21 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirmou a sua presença em Piemonte, no Norte de Itália, no XIX Capítulo da "Studium Monregalenis Castaneae - Accademia della Castagna Bianca di Mondovi", que se realizará a 21 de Outubro.
No início do mês de Dezembro a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira põe termo às suas 40 deslocações a Portugal Continental e à Europa, pelas quais se comprometeu realizar durante o ano de 2018.
Reinicia em 2019 as suas deslocações a Portugal Continental e à Europa no mês de Janeiro, com a sua presença em eventos que se realizam no Norte de Portugal, Astúrias, Itália e na Região Autónoma da Córsega (França).

Estreito de Câmara de Lobos, 6 de Outubro de 2018.

04 outubro 2018

Confraria madeirense viaja até ao Alentejo a 24 de Novembro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença no Cabido Geral de Outono da "Confraria Gastronómica do Alentejo", que se realiza no dia 24 de Novembro.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Outubro de 2018.

03 outubro 2018

O valor da agricultura

Artigo de opinião escrito por: Gil Rosa.


A agricultura é um trabalho duro e difícil, disso ninguém parece ter dúvidas.

Apesar do acentuado despovoamento ainda é possível observar em Santana, terrenos tão bem cultivados. Sendo que agora até há alguns projectos de sucesso, necessariamente com outra forma de olhar a agricultura.

Situação bem diferente daquele que tive oportunidade de viver na minha infância e juventude.

Os meus pais, tinham imensos terrenos cultivados. Lembro-me de ‘contratarem’ homens, para os cavar.

Cultivar neste caso não é apenas ter a terra, água e sementes. Requer muito trabalho, é preciso prepará-los para cultivar, tirar as ervas, cavar, abrir ‘camalhões’, depois os regos, adubar, meter as sementes, deitar guano e voltar a cobrir com terra.

Em casa, plantávamos semilhas, batata-doce, couves, milho doce, abóboras, favas, trigo, feijão, uvas, canas-de-açúcar e ervas aromáticas.

Nós, eu e os meus irmãos tínhamos algumas tarefas, destinadas pela minha mãe. Uma delas, era regar. No dia da rega, levantávamo-nos às 3 ou às 4 da manhã. Era a hora que o levadeiro nos entregava a água de giro. Com “olho de boi” ligado, preparávamos os tornadouros, reforçava-se os camalhões com mais terra, para o rego não rebentar. Tarefa nem sempre fácil.

Regar era uma das tarefas, mas havia muitas outras. Todos os dias havia sempre algo para fazer na terra.

Havia dias, em que tínhamos que mondar os terrenos, na altura do feijão, tínhamos de colocar canas para segurá-lo, apanhar batatas, no tempo da vindima apanhar e pisar as uvas.

Diariamente, tínhamos de apanhar erva para a vaca, cuidar dos porcos e das galinhas.

Recordo-me também quando trazíamos pessoal uma das tarefas preferidos era levar ao meio da tarde, o lanche, mais conhecido em Santana por, ‘entrebem’ aos homens, que estavam a trabalhar na fazenda.

Numa cesta, carregava pão caseiro com carne de porco gorda cozida na sopa feita para o almoço.

Àquela hora os homens deliravam com tal pitéu, seguido de um copo de vinho da pipa.

Também tínhamos direito à nossa parte, sabia tão bem, pão feito pela minha mãe, e carne de porco caseiro.

Nesse tempo, os dias pareciam enormes. Uma eternidade.

Havia tempo para estudar, para as tarefas de casa e ainda para jogarmos à bola. À tardinha apareciam os amigos da zona. A ideia era, jogarmos à bola, no pequeno campo de futebol em terra batida que existia no sítio.

Olhando para traz tenho de classificar essa vida como privilegiada. Andávamos tão perto da natureza, respirando ar puro, vivendo de uma forma tão descontraída, num ambiente saudável. O trabalho por vezes era duro, mas desconhecia a palavra stress.

É por tudo isto, que valorizo quem trabalha na terra, quem dá o seu melhor para manter os campos cultivados. Mesmo sabendo que hoje em dia a agricultura de subsistência não gera rendimentos e mesmo que seja para vender é pouco rentável. Mesmo assim, admiro e felicito quem tem o dom de cultivar, quem dá tudo de si, para continuarmos a vislumbrar ainda plantações de milho de feijão de batatas etc..

Palavra também para alguns empreendedores agrícolas que existem em Santana. Há exemplos de sucesso, alguns deles jovens que souberam introduzir inovação e por via disso transformaram-se em empresários agrícolas de sucesso. O mercado agradece a qualidade dos produtos produzidos em Santana.

Fonte: JM-Madeira

02 outubro 2018

As Vindimas


Artigo de Opinião por Ricardo Catanho.
Desde os primórdios do povoamento da ilha da Madeira, na primeira metade do sec. XV, que há registo da introdução da cultura da vinha na nossa Região.

Foi o Infante D. Henrique que ordenou a sua cultura e é aqui que começa a história e a verdadeira epopeia do Vinho Madeira, existindo registos históricos que demonstram que apenas 25 anos após o início do povoamento as exportações deste produto eram já uma realidade.

Ao longo dos séculos este líquido foi sendo melhorado na sua qualidade, com a introdução de novas castas, novos produtos de conservação e, ao mesmo tempo, foi aumentando também a sua área de produção que ainda hoje continua. Este vinho, que se tornou mundialmente famoso, sobretudo pela mão dos ingleses, já teve e continua a ter pontos altos de referência mundial. Tanto é, que a reputação da nossa ilha está muitas vezes ligada a esta cultura, estando também diretamente relacionada a efemérides históricas a nível mundial, como foi o caso de, a 4 de julho de 1776, a independência dos Estados Unidos da América ter sido celebrada com um brinde do nosso vinho Madeira.

Todo este passado glorioso faz com que, ainda hoje, seja o produto regional com maior expressão a nível das nossas exportações, sendo que dos 3 milhões de litros produzidos em média, anualmente, cerca de 80% desse vinho seja para exportação.

Todos os factos atrás mencionados levam-me ao ponto de partida: sobre o qual eu quero escrever este mês…

Não sendo a primeira vez que falo sobre a produção vitivinícola neste espaço de opinião, penso que este produto merece especial atenção, ou não fosse esta a cultura com mais importância cultural e económica da nossa freguesia e concelho de São Vicente. Todos os anos, entre o final de Agosto até meados de Outubro, mantém-se a tradição da vindima, com toda a azáfama e reboliço que com ela se vive, nos diferentes sítios da freguesia.

E hoje escrevo sobre as vindimas porque, recentemente, ao regressar a casa, reparei num grupo de pessoas que, à sombra da vinha, estavam sentados no chão, preparando-se para almoçar. Aquela imagem proporcionou-me um “flashback” quase instantâneo e transportou-me à minha infância, quando a minha família ia ajudar a vizinhança na vindima das suas latadas. Eu gostava imenso daqueles momentos, achava todo o processo engraçado e divertido: desde a apanha da uva, ao seu transporte até ao lagar e finalmente o poder entrar, com os pés descalços, no lagar e pisar as uvas. Era uma verdadeira alegria para as crianças.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espirito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espírito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Por segundos, consigo reviver o cheiro dessas refeições, os sons e as vozes, naquele curto espaço de tempo que dedicavam ao repouso e ao convívio, para logo de seguida retomarem o seu trabalho.

A orografia da nossa ilha, embora a torne excecionalmente bela, não é nada condescendente com os nossos agricultores, aqueles que arduamente trabalham a terra e que tiveram que adaptar as nossas áreas de cultivo em íngremes socalcos, mais conhecidos por poios, que parecem degraus que vão subindo a encosta, como que a conquistando.

Todo o processo da vitivinicultura não mudou muito, sobretudo nesta etapa da vindima. A recolha das uvas continua praticamente a mesma há décadas, apenas os processos do pisar das uvas, evoluiu, sendo agora feito, em regra, por potentes maquinas que facilitam e muito o esforço humano. Não obstante, não é assim tão raro vermos os lagares tradicionais, ainda em pleno funcionamento, onde se produz o vinho através da pisa com os pés. Isto acontece sobretudo, no caso da produção do chamado vinho seco, também famoso ao nível regional.

O período das vindimas em São Vicente continua a ser socialmente muito importante, uma época de celebração familiar, em que as famílias, juntamente com vizinhos, num verdadeiro espirito de comunidade e interajuda, vão vindimando as vinhas uns dos outros. Há mesmo emigrantes que regressam do “estrangeiro” com o propósito de ajudarem os seus pais nesta árdua tarefa anual, sendo quase um ritual que está impregnado no nosso modo de vida aqui na “Capital do Norte”.

Desejo a todos e a todas vitivinicultores que tenham este ano uma excelente vindima e faço votos de que o que sucedeu na última vindima (de 2017), não se volte a repetir este ano: o Governo e o Secretário Regional da Agricultura, com a anuência do presidente da Câmara brincaram (a palavra é mesmo esta, brincaram) com estas pessoas que se dedicam todo ano para contribuírem para o crescimento económico do nosso concelho, seja por via da produção de vinha, seja através do turismo, devido às paisagens únicas que os poios plantados de vinha proporcionam a quem nos visita.

Um bem-haja a todos vós.

01 outubro 2018

Agendadas presenças nas regiões da Córsega e Ajaccio em Janeiro de 2019


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença na Região Autónoma da Córsega, em Janeiro de 2019, onde irá participar nas festas dedicadas a São Vicente e no Capítulo da Confrérie des Compagnons du Schiaccarellu, que se realizará na região de Ajaccio.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Outubro de 2018.

Presença na Bélgica a 1 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa no dia 13 de Outubro no Capítulo da "Confrérie de la Delicieuse Oie du Gay Savoir en Mangier de Visé", que se realizará na região da Valônia, sul da Bélgica.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Outubro de 2018.


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