08 outubro 2018

Assembleia Geral irá discutir alteração dos estatutos e designação da AMC/CGM


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira, em vésperas do seu XIX Aniversario versus Capítulo, tenciona dar um passo em frente. Em Assembleia Geral a se realizar ainda em 2018 a direção da AMC/CGM irá propor aos seus membros uma alteração dos seus Estatutos e provavelmente a mudança da sua actual denominação "Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira" para "Confraria Enogastronómica da Madeira", sem obrigatoriamente extinguir a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira fundada em 30 de Abril de 2000 , mas sim continuar a sua actividade com a nova denominação e com os actuais trajes e logotipo.
O objectivo destas alterações é oficializar a actual função da AMC/CGM na defesa e promoção da gastronomia e dos vinhos da Região Autónoma da Madeira e igualmente satisfazer um requisito exigido por várias confrarias báquicas europeias.

07 outubro 2018

Vinhos Madeira apreciados na Finlândia


"We had our annual event on 19th of September, and also informed the members of the brotherhood (Torni Ritarit Veljeskunta) of your visit and presented the books & memorabilia and the medal. We also had a tasting of the Madeira wines, kindly brought by you. They were all highly appreciated by the participants."

Mr. Joona Pietarila

Helsinki, Finland.

06 outubro 2018

Batata-doce da Madeira ganha Indicação Geográfica Portuguesa

Humberto Vasconcelos acredita que processo estará concluído até fim do mandato. 

Direcção Regional de Agricultura trabalha em projectos semelhantes para a cebola, a banana, o cuscuz e mel de cana da Madeira. 


Fonte: JM-Madeira, edição impressa de 6 de Outubro de 2018.

Presença no Norte de Itália a 21 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirmou a sua presença em Piemonte, no Norte de Itália, no XIX Capítulo da "Studium Monregalenis Castaneae - Accademia della Castagna Bianca di Mondovi", que se realizará a 21 de Outubro.
No início do mês de Dezembro a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira põe termo às suas 40 deslocações a Portugal Continental e à Europa, pelas quais se comprometeu realizar durante o ano de 2018.
Reinicia em 2019 as suas deslocações a Portugal Continental e à Europa no mês de Janeiro, com a sua presença em eventos que se realizam no Norte de Portugal, Astúrias, Itália e na Região Autónoma da Córsega (França).

Estreito de Câmara de Lobos, 6 de Outubro de 2018.

04 outubro 2018

Confraria madeirense viaja até ao Alentejo a 24 de Novembro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença no Cabido Geral de Outono da "Confraria Gastronómica do Alentejo", que se realiza no dia 24 de Novembro.

Estreito de Câmara de Lobos, 4 de Outubro de 2018.

03 outubro 2018

O valor da agricultura

Artigo de opinião escrito por: Gil Rosa.


A agricultura é um trabalho duro e difícil, disso ninguém parece ter dúvidas.

Apesar do acentuado despovoamento ainda é possível observar em Santana, terrenos tão bem cultivados. Sendo que agora até há alguns projectos de sucesso, necessariamente com outra forma de olhar a agricultura.

Situação bem diferente daquele que tive oportunidade de viver na minha infância e juventude.

Os meus pais, tinham imensos terrenos cultivados. Lembro-me de ‘contratarem’ homens, para os cavar.

Cultivar neste caso não é apenas ter a terra, água e sementes. Requer muito trabalho, é preciso prepará-los para cultivar, tirar as ervas, cavar, abrir ‘camalhões’, depois os regos, adubar, meter as sementes, deitar guano e voltar a cobrir com terra.

Em casa, plantávamos semilhas, batata-doce, couves, milho doce, abóboras, favas, trigo, feijão, uvas, canas-de-açúcar e ervas aromáticas.

Nós, eu e os meus irmãos tínhamos algumas tarefas, destinadas pela minha mãe. Uma delas, era regar. No dia da rega, levantávamo-nos às 3 ou às 4 da manhã. Era a hora que o levadeiro nos entregava a água de giro. Com “olho de boi” ligado, preparávamos os tornadouros, reforçava-se os camalhões com mais terra, para o rego não rebentar. Tarefa nem sempre fácil.

Regar era uma das tarefas, mas havia muitas outras. Todos os dias havia sempre algo para fazer na terra.

Havia dias, em que tínhamos que mondar os terrenos, na altura do feijão, tínhamos de colocar canas para segurá-lo, apanhar batatas, no tempo da vindima apanhar e pisar as uvas.

Diariamente, tínhamos de apanhar erva para a vaca, cuidar dos porcos e das galinhas.

Recordo-me também quando trazíamos pessoal uma das tarefas preferidos era levar ao meio da tarde, o lanche, mais conhecido em Santana por, ‘entrebem’ aos homens, que estavam a trabalhar na fazenda.

Numa cesta, carregava pão caseiro com carne de porco gorda cozida na sopa feita para o almoço.

Àquela hora os homens deliravam com tal pitéu, seguido de um copo de vinho da pipa.

Também tínhamos direito à nossa parte, sabia tão bem, pão feito pela minha mãe, e carne de porco caseiro.

Nesse tempo, os dias pareciam enormes. Uma eternidade.

Havia tempo para estudar, para as tarefas de casa e ainda para jogarmos à bola. À tardinha apareciam os amigos da zona. A ideia era, jogarmos à bola, no pequeno campo de futebol em terra batida que existia no sítio.

Olhando para traz tenho de classificar essa vida como privilegiada. Andávamos tão perto da natureza, respirando ar puro, vivendo de uma forma tão descontraída, num ambiente saudável. O trabalho por vezes era duro, mas desconhecia a palavra stress.

É por tudo isto, que valorizo quem trabalha na terra, quem dá o seu melhor para manter os campos cultivados. Mesmo sabendo que hoje em dia a agricultura de subsistência não gera rendimentos e mesmo que seja para vender é pouco rentável. Mesmo assim, admiro e felicito quem tem o dom de cultivar, quem dá tudo de si, para continuarmos a vislumbrar ainda plantações de milho de feijão de batatas etc..

Palavra também para alguns empreendedores agrícolas que existem em Santana. Há exemplos de sucesso, alguns deles jovens que souberam introduzir inovação e por via disso transformaram-se em empresários agrícolas de sucesso. O mercado agradece a qualidade dos produtos produzidos em Santana.

Fonte: JM-Madeira

02 outubro 2018

As Vindimas


Artigo de Opinião por Ricardo Catanho.
Desde os primórdios do povoamento da ilha da Madeira, na primeira metade do sec. XV, que há registo da introdução da cultura da vinha na nossa Região.

Foi o Infante D. Henrique que ordenou a sua cultura e é aqui que começa a história e a verdadeira epopeia do Vinho Madeira, existindo registos históricos que demonstram que apenas 25 anos após o início do povoamento as exportações deste produto eram já uma realidade.

Ao longo dos séculos este líquido foi sendo melhorado na sua qualidade, com a introdução de novas castas, novos produtos de conservação e, ao mesmo tempo, foi aumentando também a sua área de produção que ainda hoje continua. Este vinho, que se tornou mundialmente famoso, sobretudo pela mão dos ingleses, já teve e continua a ter pontos altos de referência mundial. Tanto é, que a reputação da nossa ilha está muitas vezes ligada a esta cultura, estando também diretamente relacionada a efemérides históricas a nível mundial, como foi o caso de, a 4 de julho de 1776, a independência dos Estados Unidos da América ter sido celebrada com um brinde do nosso vinho Madeira.

Todo este passado glorioso faz com que, ainda hoje, seja o produto regional com maior expressão a nível das nossas exportações, sendo que dos 3 milhões de litros produzidos em média, anualmente, cerca de 80% desse vinho seja para exportação.

Todos os factos atrás mencionados levam-me ao ponto de partida: sobre o qual eu quero escrever este mês…

Não sendo a primeira vez que falo sobre a produção vitivinícola neste espaço de opinião, penso que este produto merece especial atenção, ou não fosse esta a cultura com mais importância cultural e económica da nossa freguesia e concelho de São Vicente. Todos os anos, entre o final de Agosto até meados de Outubro, mantém-se a tradição da vindima, com toda a azáfama e reboliço que com ela se vive, nos diferentes sítios da freguesia.

E hoje escrevo sobre as vindimas porque, recentemente, ao regressar a casa, reparei num grupo de pessoas que, à sombra da vinha, estavam sentados no chão, preparando-se para almoçar. Aquela imagem proporcionou-me um “flashback” quase instantâneo e transportou-me à minha infância, quando a minha família ia ajudar a vizinhança na vindima das suas latadas. Eu gostava imenso daqueles momentos, achava todo o processo engraçado e divertido: desde a apanha da uva, ao seu transporte até ao lagar e finalmente o poder entrar, com os pés descalços, no lagar e pisar as uvas. Era uma verdadeira alegria para as crianças.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espirito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Ficaram-me na memória, especialmente, os momentos em que aquela gente, de mãos hábeis, trabalhadora e com muito espírito de sacrifício, se reunia debaixo da vinha e faziam os piqueniques: sentados à volta de uma sesta cheia de semilhas murchas de sal, a acompanhar gaiado seco e alguns legumes da época.

Por segundos, consigo reviver o cheiro dessas refeições, os sons e as vozes, naquele curto espaço de tempo que dedicavam ao repouso e ao convívio, para logo de seguida retomarem o seu trabalho.

A orografia da nossa ilha, embora a torne excecionalmente bela, não é nada condescendente com os nossos agricultores, aqueles que arduamente trabalham a terra e que tiveram que adaptar as nossas áreas de cultivo em íngremes socalcos, mais conhecidos por poios, que parecem degraus que vão subindo a encosta, como que a conquistando.

Todo o processo da vitivinicultura não mudou muito, sobretudo nesta etapa da vindima. A recolha das uvas continua praticamente a mesma há décadas, apenas os processos do pisar das uvas, evoluiu, sendo agora feito, em regra, por potentes maquinas que facilitam e muito o esforço humano. Não obstante, não é assim tão raro vermos os lagares tradicionais, ainda em pleno funcionamento, onde se produz o vinho através da pisa com os pés. Isto acontece sobretudo, no caso da produção do chamado vinho seco, também famoso ao nível regional.

O período das vindimas em São Vicente continua a ser socialmente muito importante, uma época de celebração familiar, em que as famílias, juntamente com vizinhos, num verdadeiro espirito de comunidade e interajuda, vão vindimando as vinhas uns dos outros. Há mesmo emigrantes que regressam do “estrangeiro” com o propósito de ajudarem os seus pais nesta árdua tarefa anual, sendo quase um ritual que está impregnado no nosso modo de vida aqui na “Capital do Norte”.

Desejo a todos e a todas vitivinicultores que tenham este ano uma excelente vindima e faço votos de que o que sucedeu na última vindima (de 2017), não se volte a repetir este ano: o Governo e o Secretário Regional da Agricultura, com a anuência do presidente da Câmara brincaram (a palavra é mesmo esta, brincaram) com estas pessoas que se dedicam todo ano para contribuírem para o crescimento económico do nosso concelho, seja por via da produção de vinha, seja através do turismo, devido às paisagens únicas que os poios plantados de vinha proporcionam a quem nos visita.

Um bem-haja a todos vós.

01 outubro 2018

Agendadas presenças nas regiões da Córsega e Ajaccio em Janeiro de 2019


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença na Região Autónoma da Córsega, em Janeiro de 2019, onde irá participar nas festas dedicadas a São Vicente e no Capítulo da Confrérie des Compagnons du Schiaccarellu, que se realizará na região de Ajaccio.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Outubro de 2018.

Presença na Bélgica a 1 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa no dia 13 de Outubro no Capítulo da "Confrérie de la Delicieuse Oie du Gay Savoir en Mangier de Visé", que se realizará na região da Valônia, sul da Bélgica.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Outubro de 2018.


30 setembro 2018

Setembro, mês da Vindima


Artigo de Opinião por: Jaime Gomes.

Setembro! Já veio e já está quase a ir embora. Mês da semana do grande, enorme arraial do Bom Jesus, este ano foi uma enchente, dizem os entendidos.

Para que nos visitou uma palavra de agradecimento e para o ano, cá vos esperamos, todos os que, vieram este ano, os que tiveram intenção de vir e não puderam vir e os que tiverem vontade de vir pela 1.ª vez.

Posto isto, nunca entendi muito bem o porquê de na nossa terra depois do arraial, mais ninguém vai à piscina. Na minha infância e adolescência, lembro que só íamos à piscina depois do arraial no final do dia de vindimas, tirar o preto das mãos das uvas jaquê. Hábitos e usos que se vão alterando quanto mais não seja pela significativa diminuição de vindimas, quer pelo mais que certo prolongar do Verão, pelo Outono dentro.

O vinho faz-se este mês, não é muito, com certeza, mas o pouco que vai subsistindo tem de ser feito. Quem tem vinha reconvertida, as chamadas “Castas autorizadas a saber: CASTAS BRANCAS: Verdelho, Arnsburger, Terrantez, Sauvignon Blanc, Malvasia Cândida, Chardonnay,l Tália, Sercial, Chenin Blanc, Alvarinho Lilaz, Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida Branca, Malvasia Fina, Malvasia Branca de S. Jorge e Carão de Moça. CASTAS TINTAS: Tinta Negra, Maria Feld, Malvasia Roxa, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez e Syrah…” fonte: IVBAM. Apanha as uvas e entrega nas casas produtoras seja de Vinho Madeira ou do já cada vez mais presente vinho de mesa madeirense.

A defesa da nossa terra não passa apenas pelos outros, pelos que mandam, passa por todos e cada um de nós. Passa pela defesa intransigente do que de bom cá se faz.

Passei pela experiência da reconversão da vinha na 1.ª pessoa, nos primórdios da última reconversão. Assisti a inúmeras discussões de quem estava contra o corte do jaquê e argomon para plantar a vinha nova…foi o fim de um tempo e o início de outro. Confesso que não entendi a visão da minha mãe, porque ela dos pequenos agricultores foi uma das primeiras a fazer a reconversão. Nos Enxurros uma casta branca, o Verdelho, nas Feiteiras o Sercial, também branco. Quando veio a imposição do grau, e o jogo do empurra de responsabilidades, foi difícil. O Verdelho era dificílimo de tratar e o Sercial pura e simplesmente nunca teve mais de 8,5, mesmo junto ao mar e com imensas horas de sol. E depois a decisão, cortamos a vinha. Talvez se pense a mais fácil na altura, mas enganem-se, pois, para qualquer bom agricultor, como é a minha mãe, cortar foi a última opção.

Da minha experiência pessoal que não posso classificar de positiva, ficou o gosto pela vinha, pelo conhecimento desta área e a vontade em compreender o nosso passado ligado ao vinho. Consigo compreender o porquê de algumas imposições do governo, algumas relutâncias das casas que compram as uvas. Se nós, quando compramos queremos sempre o melhor porque raio de razão haveriam eles de comprar o bom, o mangrado e podre.

A defesa da nossa terra não passa apenas pelos outros, pelos que mandam, passa por todos e cada um de nós. Passa pela defesa intransigente do que de bom cá se faz. Pela defesa dos nossos produtos genuínos e o vinho é o primeiro e talvez o mais genuíno desses produtos.

Na génese de todas as terras existe uma razão e a vontade de ser. A nossa, por mim resume-se, nos elementos do nosso brasão mais especificamente no elemento central a dupla parreira com cachos de uvas maduros. São o símbolo perfeito da resiliência humana afirmada ao longo de séculos de vida humana. Tal como a parreira se agarra à vida às vezes em terrenos pedregosos e secos, também o homem se encheu de força, durante 5 séculos, para construir esta nossa terra, Ponta Delgada.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

28 setembro 2018

Corsega e a Confrérie des Compagnons du Schiaccarello



A storia vignaghjola

Posée un peu n'importe où sur les cartes, suivant l'humeur des dessinateurs ou la place libre, la Corse est certainement la plus lointaine des terres proches, car elle est différente, inconnue et souvent étrange. C'est pourquoi il n'est pas inutile de vous parler d'elle. Nous vous parlerons d'une île qui n'est vagabonde que pour les cartographes du passé, d'un pays solidement ancré sur son socle hercynien, d'une montagne dans la mer que ses premiers visiteurs antiques appelèrent "île aux cheveux de forêt" et Corse "la très belle" et dont la racine préindoeuropéenne "Kor" signifie"l'île aux sommets qui émergent". Nous lèverons un petit coin de voile sur l'une des plus vieilles terres à vigne du monde.


L'ANTIQUITE 
 Depuis la plus haute antiquité, la vigne fait partie des cultures traditionnelles de notre île. Phéniciens, Phocéens, Carthaginois, Romains, encouragèrent successivement son développement. Ainsi, six siècles avant notre ère, les Grecs faisaient du vin d'Alalia (Aleria) un de leurs breuvages favoris. Durant l'ère romaine, la vigne sera attestée dans plus de 30 cités littorales où elle sera associée à la culture de l'olivier. En 35 avant JC, Virgile évoquait déjà le vin de Balagne, couleur de rubis et agréable au palais. A la chute de l'Empire Romain et durant les 5 siècles d'invasions et de troubles qui suivront, la vigne retournera à son état primitif de lambrusque, attendant le retour de la paix et des vignerons.


LE MOYEN AGE
En 1078, la Corse se plaça sous la suzeraineté du Saint-Siège qui en confia l'administration aux Pisans. Devenus administrateurs de l'île, ces derniers mettrons du vin corse dans les ciboires de leurs prêtres et les gobelets de leurs notables. Cette période de renaissance verra la vigne se développer à partir des monastères qui joueront ici un rôle d'initiateurs.


LA CORSE GÉNOISE

Victorieuse de Pise à la bataille de Meloria, la République de Gênes va pratiquer de 1638 à 1640 une politique agricole nettement favorable à la viticulture. Pour la mener à bien, elle usera d'un arsenal de textes allant de l'incitation à la contrainte. Si elle permit d'obtenir des résultats importants dans la Corse schisteuse du Cap Corse ou de la Castagniccia, ils seront bien moindres au sud dans la Corse granitique qui restera, dans l'ensemble, plus céréalière et moins cultivée. La vigne prospèrera néanmoins autour d'Ajaccio et à Sartène, où elle perdure encore de nos jours avec le châtaignier et l'olivier. Durant cette occupation, la république de Gênes tirera de notre île d'importantes ressources alimentaires et s'arrogera le monopole du commerce pour le blé comme pour le vin. Cette colonisation économique aura des conséquences politiques incontestables. L'agriculture et plus précisément l'arboriculture étant un moyen précieux de combattre une économie communautaire faite de cueillette et de vaines pâtures. Les contrats de Pastinera prévoyant que le preneur devenait, au terme de 10 ans, propriétaire de la moitié du foncier mis en culture, ont permis la constitution d'une véritable bourgeoisie rurale tournée vers l'économie de marché et acquise à l'idée de la propriété privée des terres.


LA CORSE FRANCAISE

En 1768, Gênes cède, par le Traité de Versailles, l'île de Corse au Royaume de France. Cette cession ne mettant pas fin aux exportations vers l'Italie du Nord, le vignoble corse continuera à se développer jusqu'en 1873 environ, où il occupera une superficie de l'ordre de 30 000 ha et ce malgré les épidémies d'Oïdium et de Phylloxera qui ravageront une partie du vignoble en 1850. A la fin du siècle, on assiste à une reprise des ventes à l'extérieur et à l'essor de quelques grands domaines. Mais, dès les premières années du 20ème siècle, un effondrement général des prix du vin stoppera net cette expansion. La Grande Guerre parachèvera ce déclin en tuant d'une même mitraille les hommes, les vignes et les liaisons commerciales ramenant dans les années 30 les surfaces cultivées à 5 ou 6 000 ha. Ne subsisteront alors que des îlots de production en marge du marché. Ainsi, après la crise Phylloxérique et jusqu'en 1950, la superficie cultivée ne couvre plus que 8 500 ha.


LES ANNÉES SUCRÉES...

Trente ans s'écouleront avant que la viticulture insulaire ne redevienne un véritable secteur économique. Avec l'arrivée des rapatriés d'Algérie à partir de 1961, le vignoble va s' étendre de telle sorte qu'il atteindra 27 000 ha en 1976. Le long de la bande littorale orientale, 25 000 ha de vignes vont ainsi remplacer friche et maquis. Le type de viticulture qui se met en place (vignobles à gros rendement, chaptalisation à outrance et vins médecins) lié aux habitudes et aux courants commerciaux des rapatriés d'Algérie se révélera peu judicieux, car mal complanté et trop productif pour pouvoir se passer du sucre. L'évolution de la consommation vers des vins de meilleure qualité, l'amélioration de l'encépagement dans les régions grosses productrices (Hérault) et la fin du droit à chaptaliser à partir de 1972, le priveront de ses débouchés. Le non respect des règles par certains et la mauvaise gestion par l'état de l'affaire de la cave d'Aleria précipiteront les événements marquant ainsi le renouveau d'une conscience identitaire.


POUR UNE VITICULTURE DE QUALITÉ

La politique d'assainissement viticole mise en place par la C.E.E. prévoyant des primes d'arrachage pour le vignoble de vin de table trop productif et des primes de restructuration pour améliorer l'encépagement des zones de vin de table en Appellation d'Origine Corse, a été bien accueillie. Ainsi, quelques 20 000 ha ont été arrachés et près de 3 000 ha replantés en cépages respectant la typicité. La surface a été ainsi ramenée à 8 000 ha de vignes produisant quelques 91 000 hectolitres en AOC et 190 000 en Vin de Pays. Salué par tous comme la grande réussite économique de la Corse de ces dix dernières années, le renouveau viticole est issu de la volonté de vignerons qui ont su concilier tradition et modernité. Ainsi, sous leur influence, le vin corse a gagné aujourd'hui ses lettres de noblesse ainsi que la confiance des insulaires, des visiteurs et des marchés extérieurs.

Par François MERCURY

 

27 setembro 2018

Confraria presente em Oliveira de Azeméis


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira estará presente no Capítulo da Confraria das Papas de São Miguel, que se realiza no dia 29 de Setembro, no Município de Oliveira de Azeméis.

Estreito de Câmara de Lobos, 27 de Setembro de 2018.

26 setembro 2018

TSF nacional fez reportagem sobre a pesca do atum no Porto Santo


A TSF nacional veio até ao Porto Santo para ficar a conhecer de perto a realidade em torno da pesca do atum ‘aqui ao lado’.

O jornalista Miguel Midões aborda a técnica ancestral de salto e vara ainda utilizada pelos pescadores porto-santenses, que, segundo conta, “procuram fazer frente à concorrência dos barcos espanhóis”.

Leia e ouça a reportagem na íntegra clicando aqui


Presença confirmada a 6 de Outubro em Espanha


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirma a sua presença na "V Fiesta de la Vendimia" e no "XI Capítulo da Cofradia del Aguardiente de Orujo e del Vino de Liébiana", que se realiza no dia 6 de Outubro na localidade de Potes, Comunidade Autónoma de Cantábria, Espanha.

Estreito de Câmara de Lobos, 26 de Setembro de 2018.

24 setembro 2018

Encontro com madeirenses na Suíça reuniu 100 participantes

Em 12 anos foi o 10.º encontro com madeirenses na Suíça. Cerca de 100 pessoas por convite público, com contou com a presença do Exmº. Sr. Embaixador de Portugal em Berna, o Sr. António Ricoca Freire e a Srª. Bise, representando a municipalidade de Montreux, Chefe de Protocolo e dos Negócios Exteriores e Estrangeiros, visto que o Sr. Presidente da Câmara se encontra na Madeira por 3 dias em trabalho. 
Foi um dia de muita alegria e patilha, onde não faltou a boa disposição, animação e sobretudo a nossa Gastronomia Madeirense tais como o bolo do caco, o gaiado, o peixe gata, a carne de vinho-e-alhos, a sopa de trigo, a espetada em espeto de louro, a batata doce no forno, o milho frito, o vinho Madeira, a poncha o bolo e as broas de mel.






























23 setembro 2018

Lameiros vai acolher o encontro cultural gastronómico a 21 de Outubro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realiza no dia 21 de Outubro o seu encontro cultural gastronómico na localidade dos Lameiros, Município de São Vicente.

Durante o encontro de Setembro, realizado na Herdade Agrícola "Casa Velha", vários confrades manifestaram o seu desagrado pela AMC/CGM não ter sido convidada a estar presente no Capítulo da Confraria do Vinho Madeira, que se realizou a 21 de Setembro na Madeira.

Alcides Nóbrega e Carlos Soares, presidente e vice-presidente da Direção da AMC/CGM, embora compreendendo o sentimento dos confrades consideraram o assunto sem importância

Estreito de Câmara de Lobos, 23 de Setembro de 2018.


Na Imprensa:

21 setembro 2018

Presenças agendadas nas Termas de Melgaço e no sul da Bélgica


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira irá participar no dia 13 de Outubro no XII Capítulo da "Real Confraria do Vinho Alvarinho", que se realiza nas Termas de Melgaço.
No dia 14 de Outubro participará no Capítulo da "Confrérie de l`Ordre de Saint Vincent de Jambes", que se realiza na Região da Valônia, no sul da Bélgica.

Estreito de Câmara de Lobos, 21 de Setembro de 2018.
Com tecnologia do Blogger.

 

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