20 agosto 2018

Confraria madeirense representada em Grande Capítulo na Suíça

A AMC/CGM marcou presença no Grande Capítulo da "Ordre des Chevaliers du Bon Pain de la Suisse", incorporado na Festa du Blé et du Bon Pain, em Echallens, na Suíça. Um evento que se repete desde há 10 anos. 
"Foi um orgulho representar a AMC/CGM e a Madeira, como única e primeira confraria estrangeira presente neste evento, que contou com delegações das confrarias báquicas e gastronómicas da Suíça. Muito aplaudida pelas confrarias, pelas entidades políticas e público em geral aquando do desfile no cortejo, foi também uma ocasião de troca de palavras e de criação de laços de amizade com as confrarias presentes. Para 2020, no XX Capítulo e aniversário da AMC/CGM, ficou o desejo e o interesse mostrado para se deslocar à Madeira uma delegação com representantes de um ou mais membros de cada uma destas confrarias.

Lino de Jesus Dionísio  
Embaixador na Suíça da AMC/CGM.

CHÂTEL-ST-DENIS, 20 de Agosto 2018.











19 agosto 2018

Festa das Vindimas


A Festa das Vindimas, como iniciativa organizada e realizada com objectivos promocionais surge, na Madeira, pela primeira vez em 1938, repetindo-se depois em 1953, ano em que encontramos a freguesia do Estreito de Câmara de Lobos a se fazer representar no respectivo no cortejo realizado, no Funchal, no dia 20 de Setembro, com três carros alegóricos: o primeiro com um grande cesto de uvas, o segundo com uma pipa e alguns objectos de verga, e o terceiro com um pedestal enfeitado a cedro, tendo no cume um retrato a carvão do Sr. engenheiro Amaro da Costa e duas quadras alusivas ao mesmo quadro. Neste camião seguiam alguns produtos da terra, ofertados por pessoas generosas da freguesia. Entre os carros seguiam os borracheiros cantando canções apropriadas à época das vindimas e um rancho da freguesia cantando versos de autoria popular com elogiosas referências às autoridades administrativas, ao governo da Nação e ao organizador desta romagem, o Dr. António Vitorino de Castro Jorge, médico na freguesia do Estreito. Ainda que em 1954 e 1955 tivessem sido organizados no Funchal certames semelhantes, só em 1963 é que as festas das vindimas, assumem pela primeira vez o objectivo de promoção turística da Madeira e do seu vinho, a nível internacional e, por esse facto, passam a ser organizadas pelas entidades ligadas ao turismo e estruturadas de forma a melhor cumprirem tais metas. Organizada pela então Delegação de Turismo da Madeira, na altura presidida pelo prof. José Rafael Bastos Machado, as festas das vindimas de 1963, realizadas no dia 15 de Setembro, tiveram como palco a freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e constituíram como que a fase experimental de um cartaz a ser integrado no conjunto de realização do calendário turístico da Madeira.

Aliás, no dia da realização da festa das vindimas, um articulista do Jornal da Madeira escreveria a propósito das festas das vindimas e do calendário turístico, o seguinte: No prosseguimento duma sua iniciativa, a Delegação de Turismo da Madeira leva [...] a efeito nova edição das «Festas da Vindima», este ano, ao que nos parece, estruturadas num programa mais convalescido e mais prometedor.

Importa, sobremaneira, incentivar realizações deste género numa terra de largas ambições turísticas, integrando-as quanto possível num programa que, embora mais ou menos flexível, possa constituir o planeamento de motivos de verdadeira atracção e de autênticos cartazes propagandísticos. Quer dizer, é preciso, numa correspondência às exigências heterogéneas do turismo moderno, fazer ajuntar à propaganda da «Ilha da Madeira», normalmente feita à base do «Sol, do clima e da paisagem», mais alguma coisa que possa suscitar interesse e curiosidade. Impõe-se, por isso, a elaboração dum programa de realizações que possam cifrar o «calendário turístico» da «Pérola do Atlântico».

E se é certo que, nesta perspectiva, muita outra iniciativa é necessário concretizar, não me parece menos certo que, desde já, se deveriam enquadrar as realizações existentes numa planificação orientada em ordem a estabelecer, ainda que num carácter transitório ou improvisado, o tal «calendário turístico» que, em nossa opinião, importa elaborar. As festas da Primavera, os «Festivais de Música da Madeira», a «festa da flor», a «Volta à Ilha», as próprias «feiras de gado» ou «festa do Lavrador», as «romarias típicas da nossa terra», a «festa da Vindima», as «festas da cidade ou Noite de S. Silvestre», estruturadas numa maior preocupação turística, poderiam desde já constar desse calendário e da respectiva propaganda [...].

A restituição autêntica do quadro das «Vindimas», com seus cantares, «charambas e bailhinhos» acompanhados de rajões, machetes e braguinhas,(…) poderá ser, sem dúvida, um cartaz de interesse turístico.

Vamos a ver se assim acontece. Se, da nova experiência deste ano, a ocorrer, hoje, no Estreito de Câmara de Lobas, resultará uma melhor estruturação das «Festas da Vindima», para que, breve, estas, integradas no «calendário turístico» da Madeira, mereçam um bonito e atraente cartaz em todo o Mundo, e não fiquem propagandeadas para os turista e público, numa simples folha dactilografada, em três línguas, apresa na vitrine do edifício da Delegação de Turismo da Madeira [1].

No dia 15 de Setembro as festas das Vindimas na freguesia do Estreito, começariam pelas 10:30 com uma missa celebrada na igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça, na qual estiveram presentes as mais altas individualidades políticas e militares, nomeadamente os Governadores Civil e Militar.





Recepção das autoridades do Distrito no adro da Igreja Paroquial


Depois do espectáculo no "passeio" o cortejo alegórico tem início


Cortejo alegórico ao longo da rua da Igreja e largo do Patim


Autoridades aguardam a chegada do cortejo alegórico no largo do Patim


Chegada do cortejo alegórico ao largo do Patim


Após a Missa, num estrado colocado no parque da igreja, os grupos folclóricos da Casa do Povo da Camacha e do Livramento exibiram-se, com agrado geral da multidão que assistiu aos festejos.

Às 12.50 horas fez-se o desfile do Cortejo da Vindima, mais um número que despertou grande sucesso. Abria com o Grupo Folclórico da Camacha, que entoou durante o trajecto marchas alegres. Seguiam-se homens transportando cestos com uvas e outros com borrachos, fechando com o Grupo do Livramento [2].

No armazém da conceituada firma Veiga França & Ca., no sitio da Igreja, no Estreito de Câmara de Lobos, cedido gentilmente, assistiu-se ao funcionamento dos lagares, um primitivo, com homens na repisa das uvas; e outro, moderno, de manejo automático, que despertaram grande interesse na comparação dos dois processos.

Num outro compartimento da magnífica vivenda da firma Veiga França & Cia., decorado com motivos regionais e utensílios da indústria e produção vinícola, procedeu-se à inauguração da exposição de produtos das casas exportadoras de Vinho da Madeira.

Houve, durante a exposição, prova de vinho [...].

No aprazível parque da «Quinta do Estreito» foi finalmente servido um almoço regional às entidades oficiais e a todos os convidados que decorreu em ambiente muito cordial.

Foi servido vinho branco e tinto regional, produzido na Adega Experimental de Câmara de Lobos.

No sítio da Igreja, por sua vez, foi montado um «stand» da Cooperativa do Grémio da Lavoura, para a venda de vinho regional.

No parque da Quinta do Estreito exibiram-se durante o almoço os grupos folclóricos da Camacha e do Livramento, com tanto agrado e entusiasmo dos assistentes que muitos deles subiram também ao estrado para cantar e bailar [...].

Pela tarde e noite adiante, a «Festa da Vindima» prolongou-se, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, com a exibição de grupos folclóricos, da Banda Municipal de Câmara de Lobos, com foguetes e iluminações, fazendo aquela acolhedora região vinícola viver horas de grande animação [3].

Após a sua realização, todos os comentadores seriam unânimes na apreciação positiva à festa e consideram-na capaz de constituir um cartaz turístico. A este propósito, o Jornal da Madeira referiria: Não negando as possibilidades da «Festa da Vindima», em repetições futuras, constituir um elemento influente no desenvolvimento da produção vinícola, não temos dúvida em afirmar que se espera sobretudo que ela venha a ser mais um ponto de interesse no cartaz turístico madeirense. Para isso será necessário, evidentemente, ampliá-la em espaço, em tempo e em realizações. Mas nada disto se pode fazer sem se juntarem os esforços e os auxílios de todos e sobretudo sem experiência. Por isso, os festejos deste ano, segundo afirmou o presidente da Delegação de Turismo há algum tempo, tiveram de certo modo carácter experimental, servindo sobre tudo para auscultar as possibilidades reais oferecidas pelo meio e pelas colaborações no sentido de empreendimentos futuros de muito maior âmbito.

Pela forma como decorreram as festas de ontem, julgamos que o resultado da experiência foi o mais animador possível e que certamente a «Festa da Vindimas» virá a ser uma tradição madeirense revivida ano a ano, com crescente esplendor.

Nas suas máquinas de fotografia e cinema, multas dezenas de turistas registaram ontem o colorido da vida rural madeirense, no oportunidade rara de terem ao seu alcance muitos dos mais característicos quadros do folclore local, numa moldura igualmente característica da paisagem da ilha e dos seus festejas populares.

Todos os «décors» tradicionais do arraial madeirense - as ornamentações de verdura, as bandeiras coloridas, as iluminações, os foguetes e as bandas - marcaram a sua presença alegre. E para descoberta de olhos forasteiros, os ranchos folclóricos também vieram com a música, colorido e as suas trovas ingénuas. Os «borracheiros» e outras figuras tão características do nosso povo tiveram o seu lugar de destaque no «cortejo da vindima», espectáculo inteiramente novo para os visitantes que mereceu também o interesse e o aplauso de todos os madeirenses que a ele assistiram.

Não há dúvida que nunca serão em excesso os atractivos que se possam oferecer ao turista. Ontem, radicou-se a certeza de que os festejas das vindimas poderão vir a ser um dos de maior interesse [...][4].

Depois disso, estas festas, infelizmente, não tiveram a continuidade esperada e foram mesmo interrompidas, tendo sido reactivadas em 1979 numa iniciativa dos Serviços de Animação da Direcção Regional de Turismo, com o objectivo de, por um lado, permitir aos madeirenses a comemoração da dádiva da natureza chamada "vinho Madeira" e, por outro, sancionar a abertura de mais uma porta virada para o mercado turístico mundial [5].

Ao segundo dia de festejos desta edição das festas das vindimas, a imprensa referiria que poderiam vir a constituir, nos próximos anos, o maior cartaz turístico regional de Verão. O êxito que estava obtendo, constituía um estimulante teste para aqueles que haviam apostado nesta nova animação da cidade.

O modo como o público local e estrangeiro vinha aderindo à realização da Direcção Regional de Turismo (DRT) havia ultrapassado todas as expectativas e comprovava que os madeirenses estavam ávidos de actividades para ocupação dos seus tempos livres, proporcionando-lhes agradáveis momentos de lazer [6].

Referindo-se às festas das vindimas de 1979, João Carlos Abreu, responsável pelos Serviços de Animação da Direcção Regional de Turismo da Madeira, diria que tinha valido a pena a DRT ter metido ombros a esta iniciativa, adiantando ainda que não se compreendia que numa ilha de vinho não se realizassem festas alusivas às vindimas, tanto mais que elas constituíram, há anos uma razão forte de animação da cidade. Desta forma o eng. Ribeiro de Andrade sugeriu-nos que essas se fizessem integradas num programa de festas que fará parte do calendário turístico do próximo ano [7].

Este novo figurino das festas das vindimas implementado pela Direcção Regional de Turismo e depois pelo organismo que a substituiu, a Secretaria Regional de Turismo, envolvia dois pólos de atracção: um no Funchal e outro na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde, para além de um programa de animação musical, tinha lugar a realização de uma vindima ao vivo, um cortejo alegórico e uma pisa de uvas.

Enquanto que em 1963, as festas das vindimas tiveram por palco unicamente a freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, armazéns da firma Veiga França, o largo do Patim, a rua da Igreja e o Passal da Igreja (antigo cemitério), onde teve lugar a actuação de grupos folclóricos, as edições realizadas entre 1979 e 1988 centraram-se na Quinta do Estreito, onde tinha lugar a apanha da uva e um pequeno arraial, saindo posteriormente daí um cortejo em direcção ao armazém do Veiga França onde tinha lugar a pisa das uvas.

Contudo, a realização da festa das vindimas no Estreito, era quase enegrecida por chuva, que segundo o povo era consequência de uma praga pedida pela “menina” Cecília, umas das proprietárias da Quinta e que nunca foi favorável à sua utilização para esse evento.

Apesar se ser pura coincidência, a verdade é que após a sua morte, raramente as festas das vindimas no Estreito tiveram a chuva a prejudicá-la.

Em 1989 as festividades saiem da Quinta do Estreito para se realizarem no recinto desportivo da Escola Preparatória e Secundária do Estreito. Apesar desta transferência resultar num maior espaço, como contrapartida viria a desvirtuar a iniciativa.

Em 1990 não se realizaram festividades na freguesia do Estreito motivo porque, na ocasião Manuel Pedro Silva Freitas, nesse ano eleito para presidente da Junta de Freguesia do Estreito, teceu fortes críticas à Secretaria Regional do Turismo uma vez que pretendia transformar tais festividades num momento de promoção da freguesia.

[...] É verdade que a festa das vindimas constituiu sempre uma festa para inglês ver, foi sempre uma festa planeada e executada pelo Funchal e sempre à margem dos locais. Por outro lado a hora e a duração da sua realização compatível com o interesse das pessoas a quem se dirigia, os turistas, o que naturalmente se compreende, nunca atingiu, para Estreito os ganhos secundários que uma iniciativa deste tipo deveria trazer. Contudo, também não reclamávamos e aparentemente estávamos satisfeitos. Tínhamos uma festa para a qual nada nos saía do bolso, pelo menos em termos de fundos autárquicos, e mais tarde ou mais cedo poderíamos, com jeito, canalizá-la mais em nosso favor.

Este ano, infelizmente e quando a Junta de Freguesia do Estreito estava a estudar o problema no sentido de propor o aproveitamento do certame em maior beneficio da freguesia, a Secretaria Regional do Turismo decide cancelá-lo. Independentemente das razões, e que no momento, pouco nos interessam, aquilo que nos magoa é o facto de, de um momento para outro e numa altura em que queríamos não só participar mais activamente neste certame, mas, a par dele criar, também, algumas iniciativas, o tapete ser-nos retirado e sem nenhum aviso. Ou seja sem que nos fosse dado tempo para, pelo menos, “salvarmos a honra do convento”.

É necessário e urgente reparar as veredas, abrir ou asfaltar estradas, dotar a população de água potável, e muito trabalho nesse sentido tem sido feito; mas também é necessário que de forma harmoniosa se pense na nossa imagem exterior, caso contrário, perderemos definitivamente o comboio do desenvolvimento e do nosso crescimento, em termos de riqueza. Por isso é urgente, é necessário reactivar a festa das vindimas, e apoiar iniciativas que visem a promoção da freguesia a nível regional, é necessário reactivar o interesse turístico que algumas das nossas regiões apresentam [...].

O Estreito merece esta oportunidade. Acredito que nem a Secretaria do Turismo nem outras o abandonará e, certamente que, no próximo ano já será possível beneficiar de apoios para algumas iniciativas que visem simultaneamente interesses turísticos e locais.

Já agora uma sugestão: porque não revê a SRTCE a sua posição, relativamente às festas das vindimas e leva este certame também até ao Estreito, mesmo que sem o brilhantismo dos anos anteriores [8].

Na altura o correspondente do Diário de Notícias viria a também dar conta do descontentamento dos estreitenses ao referir que a população do Estreito de Câmara de Lobos e, nomeadamente, o seu órgão representativo, a Junta de Freguesia, foram apanhados de surpresa, através de informações veiculadas pela imprensa, de que esta localidade, ao contrário do que acontece há vários anos, não fará parte das Festas do Vinho Madeira.

Quanto às razões tornadas públicas para a não realização das festas das vindimas, o Diário de Notícias referiria que neste ano não será possível fazer porque as vindimas foram feitas mais cedo e portanto como é óbvio, na altura do certame já não haverá uvas na parreira...

A este propósito adiantava, ainda o Diário de Notícias que opinião contrária é manifestada pela população do Estreito que julga possível haver uvas nas parreiras no dia 16. Para tal haveria somente que preservar alguns cachos na Quinta do Estreito, onde todos os anos decorrem as manifestações alusivas às vindimas, desde a apanha até ao lagar, pisa, etc. não faltando os tradicionais borracheiros. Quanto às uvas para a tradicional pisa seriam fornecidas pela parte alta do Estreito onde as mesmas ainda se encontram em fase de amadurecimento mantendo-se assim o cartaz turístico do Estreito de Câmara de Lobos alusivo às vindimas, até porque esta zona é a principal fornecedora das uvas para o Vinho Madeira [9].

Publicaria ainda o Diário de Notícias o conteúdo de um ofício dirigido pela Junta de Freguesia do Estreito ao Secretário Regional do Turismo, Cultura e Emigração:

Na sua reunião de 5 de Setembro, a Junta de Freguesia, deliberou expressar a V. Exa. a estranheza bem como lamentar o facto de não ver a freguesia fazendo parte do programa das Festas das Vindimas. Por tal motivo, deliberou ainda, solicitar a V. Exa. que reveja a sua posição sobre este certame e que mesmo sem o brilhantismo dos anos anteriores se preveja a realização, nesta freguesia, de algumas manifestações alusivas às Vindimas.

Sendo as Festas das Vindimas a mais importante manifestação de natureza cultural e de promoção turística, realizada nesta localidade, o seu cancelamento condicionará um rude golpe nas suas aspirações relativamente ao seu desenvolvimento e promoção turística. Além disso começa a ficar patente, entre a população, a estranheza e o descontentamento perante esta decisão da Secretaria Regional do Turismo...» [10].

Sobre as festas das vindimas de 1990, o Diário de Notícias ao descrevê-las, apresenta uma versão completamente relativamente às razões da sua não realização no Estreito e vindo ao encontro das propostas da Junta de Freguesia do Estreito promete a sua reestruturação:

Também ao contrário dos anos anteriores, a festa do Vinho da Madeira não irá até ao Estreito de Câmara de Lobos, onde era de costume se realizarem aí as vindimas.

Tal deve-se ao facto da Secretaria querer implantar a festa naquela freguesia em moldes completamente diferentes do habitual, para o próximo ano. «Queremos tornar a “Festa do Vinho Madeira”, também no Estreito de Câmara de Lobos, um acontecimento dando-lhe maior qualidade, dignidade e um carácter mais definitivo. Pois, no ano passado, tivemos de fazer a festa na escola e de ano para ano teremos de arranjar espaço devido ao número de pessoas que ali aflui», disse o secretário regional.

Concluindo, Jogo Carlos Abreu afirmou que «esta paragem nas adegas de São Francisco e no Estreito de Câmara de Lobos, permitirá uma renovação nas “Festa do Vinho da Madeira”, que servirá igualmente para uma adaptação das antigas estruturas que dispúnhamos a uma realidade nova no próximo ano». De acordo com o responsável pelo Turismo, Cultura e Emigração, «as alterações previstas para 1991 visam melhorar a qualidade da iniciativa contribuindo para uma maior projecção da mesma, que constituí já um cartaz promocional da Região» [11].

Ainda que em 1990, perante a recusa da Secretaria Regional do Turismo em realizar as festas das vindimas, tivessem surgido quem fosse de opinião de que Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Câmara de Lobos, deveriam promover a sua organização, a Junta de Freguesia opusesse a tal, uma vez que se o fizesse correria o risco de se substituir à SRTC e dar pretexto para que esta como queria, abandonasse definitivamente os festejos no Estreito.

Em 1991, este certame que na freguesia do Estreito envolvia a realização de apanha de uvas, organização de um cortejo alegórico e pisa e repisa e animação musical, mas tudo concentrado numa manhã de sábado e sem trazer qualquer benefício à freguesia, é alvo de uma completa transformação. A festa passa a ser aproveitada no sentido da promoção da freguesia, através do seu alargamento primeiramente por três dias e depois por quatro e são introduzidos outros pólos de atracção, como mostra de actividades económicas locais, onde naturalmente a gastronomia assume papel de destaque.

Contudo, apesar de se ter realizado esta festa, tal viria a correr grandes riscos em virtude de uma crise verificada ao nível da comercialização das uvas na freguesia e que viria a motivar uma intervenção do presidente da Junta de Freguesia do Estreito.

Há cerca de duas semanas, após ter tido conhecimento de que este ano as empresas que habitualmente compram o vinho produzido na freguesia do estreito, não o iriam fazer, advindo dai graves consequências económico-sociais para os agricultores, alertei pessoalmente e telefonicamente para o facto, tanto o Instituto do Vinho da Madeira como a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, expressando simultaneamente as minhas preocupações. Posteriormente, enviei um oficio a esse propósito para a própria Secretaria Regional da Agricultura, do qual dei conhecimento à Câmara, a quem pedi também intervenção na resolução do problema.

Depois desta minha intervenção tanto a SRAP como o IVM me asseguraram que o problema da aquisição dos excedentes, ou seja, daquele vinho que as empresas compradoras não aceitassem iria ser ultrapassado, devendo o Governo Regional fazer a sua aquisição.

Perante esta resposta fiquei, naturalmente, satisfeito. No entanto no passado dia 5 de Setembro fui alertado pela ocorrência de distúrbios na empresa Silva Vinhos, casa que neste momento está a adquirir por conta do governo o excedente de uvas, o que parece revelar que a solução escolhida não foi convenientemente estudada e adaptada as expectativas dos agricultores, que nunca, pelo menos nas últimas décadas se viram confrontados com semelhante problema.

Se é verdade que se deve apostar na qualidade do vinho, o que implica simultaneamente apostar na qualidade das uvas, a verdade também é que os agricultores nunca se viram na necessidade de melhorar essa qualidade. As empresas que lhes compravam as uvas sempre fecharam os olhos ao facto de estarem podres ou terem baixo grau, chegando mesmo algumas vezes a não fazerem caso dele, pagando como se tivesse 10 graus ou pagando como se as uvas tivessem mais 0,5 ou 1 grau. Por outro lado o governo nunca se preocupou muito em, no terreno elucidar o agricultor sobre a melhor maneira de cultivar e tratar as suas vinhas de forma a reduzir a percentagem de apodrecimento e o míldio das uvas. Além disso incentivou e com razão o cultivo das castas nobres tendo a freguesia do Estreito beneficiado dos serviços gratuitos de enxertadores.

Ora, neste momento depois da campanha feita a favor das castas nobres depois de até existirem pessoas pagas pelo governo para fazerem enxertos, os agricultores ao encontrarem dificuldades no escoamento dos seus produtos, ao verem pela primeira vez as suas uvas sujeitas a uma escolha com rejeição das que se apresentam em más condições e de verem o grau do seu vinho baixar para valores nunca antes atingidos, estão a reagir mal.

Se esta situação acontece, a verdade e que a culpa não é deles, mas sim de quem até este momento permitiu e fomentou, devido à ganância de ganhar clientes à concorrência, este estado de coisas ou seja as empresas comercializadoras de vinhos. Ao governo caberão também responsabilidades uma vez que de uma maneira ou de outra fechou os olhos a tudo isto e acabou por não preparar os agricultores para este desafio. Mas a revolta dos agricultores ainda é maior porque para além de se terem empenhado como melhor sabiam, com erros é certo, despendendo dinheiros na rega na adubação, em insecticidas, etc., estão confrontados com um problema que nunca, mas nunca haviam suspeitado ou que viesse a acontecer. Pois tinham castas boas do tipo daquelas que o governo andava a propagandear na televisão e que até pagava os enxertadores e desconheciam que contrariamente à banana, alguma vez o vinho estivesse em crise. Por isso, a freguesia do Estreito vive neste momento numa espécie de barril de pólvora, que a todo o momento se prevê que possa explodir, principalmente se o problema não é resolvido definitivamente e ao agrado dos agricultores logo no início da semana que se inicia a 9.

Fala-se em boicote à festa das vindimas; fala-se em agressões a dirigentes governamentais que aqui aparecerem a fazer campanha eleitoral, fala-se em abstenção, etc. e esta onda de ódio, de desespero atinge, naturalmente um tipo de população que tradicionalmente sempre demonstrou a sua confiança ao poder instituído.

Estes dados constituíram novamente minha preocupação, ate porque para além de correrem muitas desinformações pelo ambiente que se criou, estas pessoas poderão serem facilmente utilizadas por forças políticas menos escrupulosas para atingirem fins menos claros. Desta forma, contactei no dia 6 de Setembro, tanto a SRAP como o IVM expressando novamente as minhas preocupações, tendo chegado a propor que antes de outros, que o próprio Governo assumisse a responsabilidade de reunir com os agricultores explicando-lhes as razões das crise e as soluções adoptadas. Este facto evitaria a propagação da onda de boatos e faria com que os agricultores ficassem mais descansados e confiantes na acção governativa. Naturalmente que na altura chamei a atenção para o risco desta iniciativa, mas também não esqueci de chamar à atenção para o risco de serem forças partidárias, com interesses eleitorais, a o fazerem. A opção foi a do silencio, atitude que, talvez por viver este problema com alguma ansiedade, não acho a mais correcta. No entanto não sou político e estas decisões são deles. Não me parece de muita importância dizer-se que o Presidente da Junta de Freguesia, o Presidente da Câmara e demais políticos informados da situação, importa sim que os interessados, os agricultores o estejam.

Encerradas desde o inicio da tarde de sexta feita, as instalações da Silva Vinhos, abrirão dia nove, ou segundo se diz dia 10 e com a sua abertura surgirão os problemas. Assim peço-vos uma maior intervenção na resolução deste problema de forma a que os agricultores não fiquem prejudicados.

Desta forma, a se manter esta situação e dado o facto dos agricultores não terem sido atempadamente, como devia ter acontecido, informados para as dificuldades que iriam encontrar, sugiro o seguinte:

1. Imediata auscultação "in loco" por parte do Governo sobre a opinião dos agricultores de forma a se inteirar da situação e poder confirmar ou não as minhas preocupações.

2. Informação correcta dos agricultores reunindo com eles, com a máxima urgência. Naturalmente que esta reunião pode realizar-se de forma mais ou menos individual, se for colocado um placar informativo sugerindo que no caso de terem uvas ou problemas com o seu escoamento se dirijam à Junta de Freguesia ou a outro local, onde uma equipa prestará as devidas informações.

3. Não rejeição das suas uvas mesmo que sendo de castas nobres a sua qualidade não seja a melhor.

4. Elevação artificial do grau das uvas, ou estabelecimento de um preço mínimo justo, para que os agricultores não recebam menos dinheiro pelas suas uvas negra-mole do que aconteceria se fosse vinha nova. Curiosamente, para esta uva não existem problemas de escoamento, apesar de não se ter conhecimento de que são as casas exportadoras a o adquirir, sabe-se, a exemplo dos anos anteriores que em maior ou menor grau tal vinho vai lá parar.

5. Que lhe seja dada a possibilidade de verificar e confirmar a graduação real do mosto que lhe está a ser atribuída, uma vez que, em virtude dos hábitos anteriores, julga que está a ser enganado e constitui outra fonte de discórdia.

6. Que a fim de proteger o grau, a apanha das uvas seja condicionada a uma prévia vistoria por parte de alguém no IVM ou da SRAP.

7. Que desde já, a fim de evitar idênticas situações nos próximos anos, sejam programadas acções de formação sobre o cultivo da vinha e, se crie uma espécie de consultor, disponível, pelo menos uma vez por semana, nas alturas críticas do tratamento, de forma a que o agricultor, em caso de dúvida possa facilmente recorrer. Naturalmente que estas sugestões, a que eu acrescentaria, ainda a criação de um seguro de colheitas, poderão estar desajustadas relativamente às defendidas pelos agricultores ou as pretensões governamentais. Contudo, a se manter a situação que até ao dia 6 aconteceu, parecem-me lógicas, pelo menos para, a partir delas, se encontrar uma solução menos penalizante para o agricultor [12].

Apesar dos problemas registados, mas prontamente solucionados, as festas das vindimas no Estreito de Câmara de Lobos, viriam a ganhar um novo figurino mais adequado às necessidades e anseios da população estreitense. Deixariam de ser uma "festa para inglês ver" com duração de uma manhã, para se transformar num meio de promoção a nível regional, da freguesia do Estreito e das suas actividades. Com esse objectivo, os festejos relativos às festas das vindimas passariam a se prolongar por três dias e, em 1993, prolongar-se-iam mesmo ao longo de 4 dias. Do programa de festejos, para além da reserva da manhã de sábado destinada à apanha de uvas, cortejo alegórico, pisa e repisa, nas tardes e noites tinha lugar um extenso programa de animação, com folclore e música pop. Em 1993, diariamente teve lugar pisa e repisa de uvas.

Como palco para o novo figurino das festas das vindimas na freguesia do Estreito, seria escolhido a rua de João Augusto de Ornelas, que, a partir de 1991 seria transformada numa grande alameda, na margem da qual seriam instalados os stands de mostra de actividades da freguesia e restaurantes. Até 1993 o palco principal das festas seria instalado no fundo desta "alameda", enquanto que o palco e lagar destinado à pisa e repisa das uvas seria instalado no parque infantil localizado no início da rua João Augusto de Ornelas.

A partir de 1994, ainda que o local das festas se tivesse mantido inalterado, toda a anima











[1] Jornal da Madeira, 15 de Setembro de 1963.

[2] Relativamente ao Grupo Folclórico do Livramento, o Diário de Notícias de 19 de Setembro de 1963 diria que, acusando ainda certa inexperiência, pois trata-se também da sua primeira apresentação ao público, o Grupo do Livramento, embora as notórias e, até, flagrantes falhas ontem registadas, excedeu a expectativa geral, quanto ao aspecto artístico e ao à-vontade evidenciado pelos seus componentes.

[3] Jornal da Madeira, 16 de Setembro de 1963.

[4] Jornal da Madeira, 16 de Setembro de 1963.

[5] Diário de Notícias, 15 de Setembro de 1979.

[6] Diário de Notícias, 16 de Setembro de 1979.

[7] Diário de Notícias, 16 de Setembro de 1979.

[8] FREITAS. M. Pedro. Jornal da Madeira, 9 de Setembro de 1990.

[9] Diário de Notícias, 9 de Setembro de 1990

[10]Conteúdo de um ofício enviado ao Secretário Regional do Turismo, publicado na edição de 9 de Setembro de 1990.

[11] Diário de Notícias, 20 de Setembro de 1990.

[12] Este foi o conteúdo de um telex enviado às 11:28, do dia 8 de Setembro de 1991 para o presidente do Governo Regional da Madeira.

13 agosto 2018

Confirmada presença em Salvaterra de Miño


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira confirma a sua presença em Salvaterra de Miño, no dia 26 de Agosto, na LIV Festa do Viño Condado de Tea e no Capítulo da "Cofradia do Viño Condado de Tea e Espomosos".

Estreito de Câmara de Lobos, 13 de Agosto de 2018.

Interior del castillo, denominado como  Covas de Doña Urraca

História
Su origen se remonta al año 1959 lo que hace que sea la segunda fiesta gastronómica más antigua de Galicia, solo superada por la fiesta del albariño de Cambados. En aquel año el indiano venido de Brasil José Rodríguez Ojea se instaló en Salvaterra de Miño y se hizo miembro de la Irmandade de Labregos e Gandeiros San Lourenzo que tenían su sede en la Casa Sindical. En ese mismo año esta asociación organiza el I Gran Concurso de Viños do Condado que inicialmente tomó el nombre de Festa da Vendimia en donde los pequeños bodegueros del municipio daban a conocer sus vinos después de una cata ciega en donde se elegía a un ganador. Además los vinos ganadores se acompañaban a continuación con la degustación de platos típicos de la zona. Todo esto se celebraba dentro del castillo de Doña Urraca en la fortaleza de Salvaterra.

Desde el año 1975 el concello se hace cargo junto a la asociación y se introduce una desgutación gratuita de vinos y pronto una comida popular abierta a todo el público.

A partir de 1998 se decide que se promocione únicamente el vino de la denominación Rías Baixas y en 2016 la fiesta es declarada Festa de Interés Turístico.

Desde el año 2000 también se introdujo la celebración de los premios a los “Viños deliciosos do Ano”. Todo esto ha permitido que la fiesta del vino de O Condado sea uno de los eventos gastronómicos más importantes de Galicia, al que cada año acuden miles de personas.


Na Imprensa:

> JM-Madeira: Academia Madeirense das Carnes marca presença em evento na Galiza

06 agosto 2018

Academia Madeirense presente na Galiza no "Capítulo del Serenisimo Albariño"

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira esteve presente no "Capítulo del Serenisimo Albariño", que se realizou a 5 de Agosto em Cambados, Galiza.

Estreito de Câmara de Lobos, 6 de Agosto de 2018.








03 agosto 2018

Presença na Suíça para presença em Capítulo


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa na "Fète du Blé et du Pain" e no Capítulo da "Ordre des Chevaliers du Bon Pain de la Suisse Latine", que se realiza no dia 19 de Agosto, na vila de Echallens, Cantão de Vaud no Distrito de de Gros-de-Vaud, Suíça.

Estreito de Câmara de Lobos, 2 de Agosto de 2018.

01 agosto 2018

Academia das Carnes realizou encontro gastronómico no Porto Santo

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira realizou o seu encontro cultural gastronómico de Junho de 2018 no dia 21, no Restaurante "O Panorâmico", na bela ilha do Porto Santo.
Este encontro cultural gastronómico contou com a agradável presença de 6 confrades da Confraria do Chícharo que, a convite da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira e com o apoio da Câmara Municipal do Porto Santo, realizaram várias atividades de sensibilização para  a reintrodução do cultivo e consumo do Chícharo, produto alimentar que fez parte da gastronomia portosantense até ao início do século XX.

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agradece e enaltece a disponibilidade mostrada pelos confrades da Confraria do Chícharo em terem aceitado o convite da AMC/CGM, para se deslocarem à ilha do Porto Santo e terem contribuído de forma positiva na sensibilização da necessidade e vantagens da reintrodução do cultivo e consumo do Chícharo nos hábitos alimentares do povo do Porto Santo.

Num futuro próximo a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira tenciona realizar eventos no Porto Santo a favor da reintrodução do Gofio, produto alimentar do povo do Porto Santo até ao início do século XX.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Agosto de 2018.

Na Imprensa:














Santa Cruz receberá o encontro cultural gastronómico de Agosto


O encontro cultural gastronómico de Agosto da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira vai realizar-se no Município de Santa Cruz, no dia 17, data inaugural da Feira Gastronómica de Santa Cruz.

Estreito de Câmara de Lobos, 1 de Agosto de 2018.

31 julho 2018

Presença agendada para 5 de Agosto em Pontevedra


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira agendou a sua presença na LXVI Festa do Albariño e no Capítulo del Serenisimo Albariño, que se realizará a 5 de Agosto, na localidade de Cambados, na província de Pontevedra, na Comunidade Autónomica da Galiza.

Estreito de Câmara de Lobos, 31 de Julho de 2018.

30 julho 2018

História do pão tradicional da Suécia

Investigação feita pela Tunnbrods Akademin.

I väntan på att Tunnbrödsakademin tar fram en särskild historieskrivning om tunnbrödet publicerar vi här tills vidare den svenska brödhistorien i stort såsom den är sammanfattad på Sveriges bagare och konditorers hemsida:

Bröd i forntidens Sverige


Det äldsta bröd man funnit i Sverige är från ca 200 år e Kr, d v s från järnåldern.
Fyndplatsen är Helgö i Mälaren och fynden utgörs av små förkolnade kornbullar, liknande våra dagars skorpbullar. Ett annat brödfynd gjordes 1908 vid en utgrävning på Boberget, en fornborg på Vikbolandet i Östergötland. Det brödet anses vara från 400-talet e Kr och är helt förkolnat genom brand. Till formen är brödet halvsfäriskt med en diameter om ca 7 cm och ca 4 cm tjockt. Brödet har bakats av grovmalt kornmjöl och innehåller grus, som man antar kommer från den handkvarn säden malts i. Mycket tyder på att detta bröd var ett vardagsbröd på fyndorten vid den här tiden. Eftersom det är ett tjockt ojäst bröd har det troligen gräddats genom att det stuckits ned i askan under glöden i en eldstad eller höljts över med aska och glöd.

Ytterligare ett intressant fynd av bröd, som härstammar från vikingatiden (800-1050 e Kr), har gjorts i ett gravfält på Ljunga Backe utanför Söderköping. Där hittades år 1911 ett förkolnat bröd som till formen liknar en trissa, ca 6 cm i diameter. Det här brödet har bakats av grovmalda åkerärter och tallbark. Även det här brödet innehåller sand, som antas komma från en kvarnsten. Fyndet ger belägg för att ärtor odlades i vårt land redan under vikingatiden och att man framställde barkmjöl. Däremot vågar man inte dra slutsatsen att bröd av det här slaget åts i Östergötland under vikingatiden. Det kan mycket väl vara ett bröd som bakats enbart för gravkulten.

Andra fynd av bröd från vikingatiden visar på stor variationsrikedom rörande brödens form – runda, platta, trissformade och fantasiformade bröd har hittats. Kanske kan form-rikedomen bero på att vikingarna under sina färder kom i kontakt med många andra länders brödkultur. De fynd av bröd från första årtusendet e Kr som gjorts i vårt land visar att brödkulturen utvecklats på samma sätt som i andra delar av världen. Också här har korn och vatten varit de första ingredienser som använts och tillredningen var den enklast tänkbara. De gamla isländska sagorna talar om bröd ”tunga, tjocka och täta av sådor”, som var trälarnas bröd, men också om tunna kakor, ”vita av vete” för jarlarna. Bröd av vete bör dock ha varit en mycket ovanlig företeelse, eftersom någon egentlig veteodling inte förekom i vårt land vid den här tiden. Även om det under första årtusendet e Kr fanns olika sorters bröd i vårt land, så utmärktes de alla av att de var ojästa och bakade för omedelbar konsumtion.

De fynd av bröd från första årtusendet e Kr som gjorts i vårt land visar att brödkulturen utvecklats på samma sätt som i andra delar av världen.

Förrådsbakning ger nya brödtyper


Under medeltiden blev förrådsbakningen mer allmän i vårt land till följd bl a av att förmalningstekniken utvecklades. De gamla handkvarnarna ersattes av s.k. skvaltkvarnar, kvarnar som drevs av vattenkraft. Skvaltkvarnen hade betydligt större kapacitet än den gamla malstenen, men den hade också sina begränsningar. Som regel var det bara vår och höst som det fanns tillräckligt mycket vatten i åar och bäckar för att skvaltkvarnen skulle fungera. Det gällde då att utnyttja kvarnen och förmala det mjöl som behövdes till nästa gång den kunde användas. Mjölet var emellertid inte lika lätt att förvara som omald säd och därför blev det nödvändigt att relativt snabbt förvandla mjölet till ett mer lagringsdugligt bröd.
Höst och vårbak berodde också mycket på tradition. Våren ansågs t ex vara bra tid för både brödbakning och bryggning av öl, eftersom man då kunde använda vintervattnet som ansågs göra bröd och öl mera hållbart. Nya typer av bröd, både jästa och ojästa, kommer nu till. De gjordes av samma deg som man tidigare använt för färskbröd. Genom att degen kavlades ut till tunnare, mer omfångsrika kakor fick man ett sprödare och mer lättuggat bröd som kunde bevaras ätbart under lång tid till skillnad mot färskbrödet som blev stenhårt och onjutbart redan efter ett par dagar. Typiska förrådsbröd var tunnbröd och spisbröd (senare knäckebröd).

Förrådsbröd

Det finns tyvärr mycket få uppgifter om brödkulturen i Sverige under medeltiden. Först genom Olaus Magnus (1490-1557) och hans nordiska historia får vi mer utförlig information om den svenska brödkulturen. Trots att vi då lämnat medeltiden är det en sen medeltida brödkultur Olaus Magnus ger oss inblick i.

I norra Sverige var vid den här tiden korn det helt dominerande sädesslaget. Längre söderut i Svealand och Götaland blir rågen mer förekommande. Förutom dessa sädesslag odlades också havre, framför allt i Värmland, Närke, Västmanland och Skaraborgs län. Mot den bakgrunden är det naturligt att kornbröd var den vanligaste typen av bröd i nordligaste Sverige vid medeltidens slut. Längre söderut bakades bröd av korn, råg eller havre eller av olika blandningar av dessa sädesslag. I de gammalsvenska rågområdena var följaktligen bröd av råg mer vanligt. Under 1500-talet förekom dock bröd av råg ganska sparsamt i t ex Väster- och Östergötland.

I Olaus Magnus historia från 1555 finns en utförlig beskrivning av tunnbrödsbakning. Vad han främst fäst sig vid är brödets lämplighet som förrådsbröd. ”Bakat vid ett barns födelse, kan det hålla sig ganska väl utan att mögla till barnets förlovningsdag” skriver han bland annat. Olaus Magnus berättar också om att det hos stormän i Västergötland bakas runda, inte särskilt stora bröd av finsiktat mjöl ”vitt som snö”. Detta var säkert ettspeciellt finbröd och inte något allmänt vardagsbröd. För vardagsbruk gjordes enligt Olaus Magnus större, tjockare, runda bröd av osiktat rågmjöl,
ofta blandat med kornmjöl. Ibland var detta kompakta, ojästa bröd, ibland uppluckrade med hjälp av surdeg. För att få ett hållbart brödförråd torkade man brödkakorna genom att hänga upp dem på en stång och kakorna var därför försedda med ett hål. På 1500-talet kallades detta bröd för spisbröd (spis = föda). För att kunna ätas måste brödet ofta mjukas upp. Det doppades i vatten eller mjölk eller bestänktes med vatten och sköts in i ugnen. Sådana förkolnade brödkakor från 1567 har hittats i Vadstena Rådhuskällare. En del av dem har hål, andra är naggade.

”Bakat vid ett barns födelse, kan det hålla sig ganska väl utan att mögla till barnets förlovningsdag” Olaus Magnus - 1555

Nödbröd


Ett kallt klimat och primitiva jordbruksmetoder gav i äldre tider ofta upphov till missväxt och svält. Bristen på mjöl medförde att mjölet måste drygas ut med andra vegetabiliska ingredienser vid brödbakning eller helt ersättas av sådana. Det bakades s.k. nödbröd. Det mest kända nödbrödet är barkbrödet. Att använda den inre barken av tall, gran och lövträd vid framställning av bröd har varit känt i vårt land sedan forntiden som vi kan se av tidiga brödfynd. Under 1700-talet ägnades barkbrödet stor uppmärksamhet, vilket vi kan utläsa bl a av Carl von Linnés skrifter. Användningen av bark och vilda växter i bröd var då inte enbart en företeelse i samband med missväxt och nöd utan blev något av ett mode främst bland lärda och botaniskt intresserade. Det var de inre vita delarna av tallbarken som skalades av träden. För att få bort smaken av kåda slog man ofta kokande vatten över den avskalade barken innan den torkades och stöttes till mjöl. Barkmjölet inblandades i vanligt mjöl eller ärtmjöl vid brödbakning men Linné beskriver också hur man av enbart barkmjöl bakade mycket tunna brödkakor som torkades i ugn och ”som ej sällan kunde ätas under hela året”.

Carl von Linné uppskattade, liksom många andra av den tidens lärda, barkbrödet som födoämne, men det fanns också sådana som varnade för alltför flitig användning av barkmjöl i bröd. Till dem hörde en av Linnés främsta lärjungar, A.S. Retzius, som kallar barkbröd för ”en usel föda varmed de knappt kunna uppehålla livet och varav de alltid, när de någon tid därav levat, få en uppblåst kropp, blek och svartblå hy, stora och hårda magar, förstoppning och till slut vattensot, som ändar eländet”. Retzius anser att man i stället för bark bör använda Islandslav och helst potatis. När potatisodling under senare delen av 1700-talet och början av 1800-talet blev allt vanligare i vårt land, kom potatis allt mer till användning vid brödbakning, då skörden av brödsäd slog fel. Framför allt i Dalarna och Norrland fick potatisen stor betydelse i brödhushållningen.

”en usel föda varmed de knappt kunna uppehålla livet och varav de alltid, när de någon tid därav levat, få en uppblåst kropp, blek och svartblå hy, stora och hårda magar, förstoppning och till slut vattensot, som ändar eländet”. A.S. Retzius - uttalande om barkbrödet

En ny jäsningsmetod

1700-talet är ett betydelsefullt århundrade i den svenska brödkulturens utveckling. Under påverkan från utlandet, främst Frankrike, lär svenskarna sig använda en ny jäsningsmetod vid brödbakning – jäsning med öl- eller dricksjäst. Hittills hade bröd innehållande rågmjöl enbart kunnat luckras eller jäsas med hjälp av surdeg. Användning av öl- eller dricksjäst gav en betydligt snabbare och kraftigare hävning av degen och gav inte brödet den syrliga smak som surdegsjäsningen gjorde. Metoden att använda öljäst för jäsning av bröd fick mycket snabbt spridning i Sverige under 1700-talet.

Kaffedrickandet som – trots att det var belagt med konsumtionsskatt och tillfälliga förbud – samtidigt blev mycket populärt har därvid säkert spelat en inte oviktig roll. I Stockholm fanns redan 1728 ca 15 kaffehus, de flesta ägda av utlänningar och bruket av kaffe i hemmen ökade snabbt. En ny typ av färskbröd – kaffebröd – gjorde därmed sitt inträde i den svenska brödkulturen.

För den typen av bröd var jäsning med öljäst en förutsättning. Med användning av öljäst blev det möjligt att baka bröd med kortare intervaller, t o m dagligen om så önskades och de surdegsjästa förrådsbröden konkurrerades ut. Efterhand som jästframställningen rationaliserades och förlades till brännerier eller jästfabriker – den första pressjästfabriken i Sverige kom till år 1856 på Liljeholmen i Stockholm – fick vi i Sverige
ett pålitligt jäsmedel, lätt tillgängligt för både bagerier och hushåll.

Yrkesmässig brödframställning


Fram till medeltidens slut bakades så gott som allt bröd i vårt land i hemmen och för den egna familjens försörjning. Från slutet av 1400-talet och början av 1500-talet finns emellertid uppgifter som visar att en yrkesmässig bakning i blygsam skala börjar växa fram i de större städerna. År 1482 blev t ex sex bagare i Stockholm dömda till 3 marks böter därför att ”de icke voro rättfärdiga i sitt ämbete” och år 1496 omtalas för första gången ett särskilt skrå för bagare. Det skrået var inte stort, eftersom det vid 1500-talets ingång tycks ha funnits endast åtta bagarmästare i Stockholm. Redan 1589 hade emellertid de få bagare som då fanns i Stockholm lyckats utverka förbud för andra än bagare att framställa bröd för försäljning. Först 80 år senare, år 1659, tillkom dock en särskild gillesordning för bagarämbetet som innebar ett skydd mot intrång i yrket. Trots att en mängd lagar och förordningar utfärdades under 1600-talet i syfte att förhindra att andra än yrkesbagarna bakade bröd för försäljning var det svårt att stävja detta. Eftersom det i många hem, såväl i städerna som på landsbygden, fanns ugnar eller bagarstugor, där man sedan urminnes tider husbehovsbakat, var det tydligen frestande att där också baka bröd för försäljning. Knappast inom något annat hantverk har den framväxande verksamheten mött så stor konkurrens från allmänhetens sida. Bagarna fick kämpa hårt för sina lagliga rättigheter att ensamma få baka bröd för försäljning under hela 1600- och 1700-talet ända till dess skråförordningarna avskaffades och näringsfrihet slutgiltigt infördes 1864. Därmed försvann dock inte hembakning för försäljning som företeelse. Den levde kvar inte minst på landsbygden långt in på 1900-talet.

Bageriindustri växer fram

Fram till slutet av 1800-talet var yrkesbagarens verksamhet i vårt land ett rent hantverk. Men nu börjar tekniken sitt intåg i brödproduktionen, motiverad av konkurrensen från hembagerier och bagarnas krav på bättre arbetsvillkor, såsom kortare arbetstid och nattarbetets avskaffande. De första maskinella hjälpmedel som tillfördes bagerierna var degvältare, degblandare främst för bearbetning av rågdegar och degdelare för vetebrödssortimentet. Vid det tredje allmänna svenska bageriidkarmötet, som hölls i Stockholm i december 1902, antogs en resolution som innebar att man skulle ”söka främja maskinanskaffningsfrågans lösning”. Den modernisering av bageriverksamheten som skedde under de första årtiondena av 1900-talet bestod dock mest i att bagerilokalerna fick en mer ändamålsenlig inredning. Man började förse väggarna med kakelplattor, inreda ordentliga jäsrum med värme och ånga från ångpannan. Man började också bygga ugnar efter modernare principer, där eldningen skedde från eldstäder bakom eller vid sidan av själva ugnen. Kanalugnen var en sådan, där uppvärmning skedde genom att rökgaserna från eldstaden ledes genom kanaler under, över och bakom eller vid sidan av själva ugnen. Detta var naturligtvis ett stort framsteg, eftersom eldningen kunde försiggå även när man bakade i ugnen. Nu kom också ugnar med utdragshärdar som gjorde att man inte behövde använda brödspadar för att placera bröden på ugnshärden. Dessa ugnar blev populära, framför allt i bagerier med stor tillverkning av limpor.

När det efter första världskrigets slut under 1920-talet blev möjligt för svenska bagare att resa utomlands och hämta impulser från speciellt Tyskland, England och Amerika började en del bagerier, bl a i södra och västra Sverige, att utvecklas till storföretag med specialisering på matbröd.

Nya ugnstyper utvecklades och gas och elektricitet började användas som bränsle. Elektriska tunnelugnar hade först börjat användas i knäckebrödsindustrin, där de på 1930-talet kombinerades med längsgående jäsbana. När den tekniken började praktiseras inom mjukbrödstillverkning då var bageriindustrin ett definitivt faktum.

Mellan det som vid 1930-talets slut betraktades som ett modernt bageri till våra dagars tekniskt högtstående industribageri är dock skillnaden mycket stor. Den tekniska utvecklingen inom bageribranschen har varit snabb och långtgående under 1900-talets senare hälft. Alltmer avancerad teknik har utvecklats och tagits i bruk för tillverkning, förpackning och distribution av bröd. Därmed har också följt en långtgående strukturomvandling inom branschen.

28 julho 2018

Gastronomia é elemento de máxima importância para promoção do destinos turísticos


Na promoção de um destino turístico a gastronomia não deve nem deverá ser considerada coisa cosmética ou elemento supérfluo, pois a gastronomia é um elemento de máxima importância para a identificação do território e identidade cultural do seu povo.

Gregório J.S.Freitas
Estreito de Câmara de Lobos, 28 de Julho de 2018.


Na Imprensa:

> JM-Madeira: Academia das Carnes sublinha importância da gastronomia na promoção de um destino turístico

25 julho 2018

Viagem à Finlândia de 5 a 10 de Setembro


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira informa que já está confirmada para o dia 6 de Setembro a reunião a ter lugar no "Solo Sokos Hotel Torni", em Helsínquia, com elementos da "Torni RitaritVeljeskunta", confraria que tem sede na capital da Finlândia.

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira desloca-se à Finlândia de 5 a 10 de Setembro, onde irá participar no dia 8 na cidade de Tampere no Capítulo da "Viiniretaren Veljeskunta".
Nestes dois eventos a acontecer na Finlândia os confrades das cidades de Helsínquia e Tampere terão oportunidade de degustar Vinho Madeira e Bolo de Mel.

Estreito de Câmara de Lobos, 25 de Julho de 2018.

Na Imprensa:

> JM-Madeira: Academia Madeirense das Carnes na Finlândia entre 5 a 10 de Setembro


"Gastronominen veljeskunta Tornin ritarit perustettiin vuonna 1949. Ritarikunta kokoontuu viettämään vuosipäiväänsä joka vuosi syyskuun 19. päivänä, jolloin myös lyödään uudet ritarit.

Ritarikunnan perusti sotavuosien ja valvontakomission poistumisen jälkeen Tornin johtaja Jorma Soiro. Gastronomian ja kulinaaristen nautintojen katsottiin luovan vahvoja keskinäisiä siteitä ja juuri niin tapahtuikin."

24 julho 2018

Defesa na recuperação de vários produtos e hábitos alimentares dos porto-santenses

(...) en las Islas Canarias era consumido por los pueblos indígenas (comúnmente conocidos como guanches),​ de etnia bereber, desde tiempos prehispánicos. Actualmente constituye el alimento más tradicional del archipiélago canario,​ siendo un elemento central de la gastronomía canaria y un referente de su identidad.
La indicación geográfica con denominación de origen protegida "Gofio canario" está reconocida por la Comisión Europeadesde el 10 de febrero de 2014.​
Aparte de su consumo en sus áreas de origen en Canarias, se ha extendido por diferentes partes del mundo a través de la emigración canaria, de manera que también se consume en Cabo VerdeCubaEstados UnidosNicaraguaPuerto RicoRepública DominicanaSáhara OccidentalUruguay y Venezuela. Cabe destacar que en este último país la harina tostada de trigo se hace llamar gofio canario o garfia, mientras que a la de maíz se le da el nombre de fororo. En Panamá, se le llama "cofio" a una confección similar de maíz tostado molido y azúcar.

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira desde 2009 luta para a recuperação de vários produtos e hábitos alimentares dos porto-santenses. Entre esses produtos destaca-se o Chícharo e o Gofio, este último introduzido no Porto Santo pelos escravos guanches provenientes da ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias.
Gregório J.S. Freitas
Estreito de Câmara de Lobos, 24 de Julho de 2018.


"(...) a influência dos guanches, na condição ou não de escravos, não se fica pelos lugares recônditos da Ilha, pois também chegou ao meio social madeirense. Há ainda outras situações que testemunham esta mútua influência cultural, nomeadamente a generalização do consumo do gofio, que assumiu um papel fundamental na dieta das populações do Porto Santo, com a designação de “gofé”, mas que também surge na Madeira, e.g. na Camacha.

Outra aportação desde as Canárias para a Madeira deverá estar nas técnicas ligadas aos meios de transporte do vinho. Assim, o uso de odres – os borrachos na nomenclatura madeirense – para transportar o vinho deverá estar relacionado com esta influência berbere, não obstante o seu uso peninsular, sendo referenciado em Lisboa para o transporte de mel e azeite. Em relação a esta influência canária, na generalização deste meio de transporte do vinho tenha-se em consideração a tradição dos guanches no tratamento dos couros, nomeadamente do gado caprino, que usavam como vestuário ou bota para transporte de líquidos (leite, vinho)."

(Alberto Vieira)

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