15 junho 2016

RTP-Madeira dedicou episódio do programa BioMadeira à "apanha da lapa"

Patella é um género de gastrópodes marinhos da família Patellidae ao qual pertencem as espécies vulgarmente conhecidas por lapas. O género está centrado no nordeste do Oceano Atlântico (Macaronésia, costa ocidental europeia e costa magrebina) e no Mar Mediterrâneo. Algumas das espécies do género (as lapas) são um marisco muito apreciado nos AçoresMadeira e Canárias, onde é consumido em cru, grelhado nas respectivas conchas (as lapas grelhadas) ou em diversos tipos de confecções culinárias.

Clique aqui para ver o episódio do programa Biomadeira, transmitido esta terça-feira pela RTP-Madeira, sobre o tema da "Apanha da Lapa"

13 junho 2016

Revista MAIS / Reportagem: "Nem tudo o vento levou..."

Reportagem publicada na Revista MAIS do Diário de Notícias da Madeira. 
(Texto: Andreína Ferreira. Fotos: Joana Sousa/Aspress)

Eram treze, sobrou um. O moinho de Joaquim da Mata é o único que ainda funciona em Gaula. A MAIS foi descobrir esta relíquia que abre ao público nos primeiros sábados de cada mês, entre as 9 e as 12 horas.

Dos treze moinhos existentes no concelho de Santa Cruz, resta apenas um, o moinho de Joaquim da Mata. Ou melhor, o moinho de Agostinho da Mata, seu pai, que devido à idade avançada, agora com 94 anos, deixou a profissão de moleiro e entregou esta relíquia nas mãos do filho e de um dos netos que “lá muito de vez em quando ainda deita a mão ao tio”.

Ao público, as portas abrem-se nos primeiros sábados de cada mês, entre as 9 e as 12 horas e, apesar da adesão ser pouca, ainda existe quem por lá passe com um “punhado” de milho para moer. Sim, milho. Porque o trigo “já lá vai o tempo em se davam ao trabalho de plantar”.

Mais grosso ou mais fino, os pedidos variam conforme os fregueses. Há quem ainda moa milho para consumo próprio, mas a maioria leva-o apenas para alimentar as galinhas.

Bom dia, bom dia, Sr. Joaquim. É o do costume. E nem é preciso falar. Joaquim da Mata coloca o moinho a trabalhar e deita o milho na moega. Dá manivela e a água começa a correr com mais intensidade. O grão vai caindo na pedra, que o mói bem miudinho para posteriormente peneirar. Finalizado o processo, o moleiro enche diversas sacas e vai entregar o produto ao freguês, percorrendo um caminho bem estreito, até chegar à estrada principal.

Único moinho de Gaula a funcionar abre portas ao primeiro sábado de cada mês entre as 9 e as 12 horas e ainda há quem leve um punhado de milho a moer.

A MAIS acompanhou o percurso. E, nesta estrada que cabe pouco mais do que um carro, encontrou Agostinho da Mata, o antigo moleiro, sentado à sombra, debaixo de umas folhas de vinha.

Com o peito cheio de orgulho por poder dizer que é dono desta estrutura quase extinta na Madeira, contou-nos algumas histórias e falou-nos dos habituais clientes e dos  turistas que, curiosos, espreitam o interior do moinho, e até tiram “alguns retratos para mandar para fora”.

Milho paga-se com milho
Mas atenção!, disse-nos. “Neste moinho não se fala em dinheiro. Aqui, os fregueses dão uma pequena parte do milho e o trabalho está pago”, afirmou o moleiro, frisando que sempre foi assim, já desde o tempo dos seus pais e avós, também moleiros.


Recuando no tempo, lembrou que aquele moinho também serviu de cama. Com oito irmãos e com uma casa com apenas dois quartos e uma cozinha, alguns “obrigavam-se” a passar a noite no moinho. Contudo, uma vez que os seus irmãos eram mais novos, normalmente tinha de “se sujeitar” e abdicar da cama quentinha para dormir num quarto frio e com cheiro a trigo.

“O moinho era frio porque a porta era virada para a serra, mas até não era mau de todo. Fechava-se a janela e a porta e dormíamos mais ou menos quentes. Até porque, na altura de Natal, por exemplo, nem dava tempo para aquecer a cama porque a minha mãe trabalhava noite e dia sem parar. E isto foi assim durante mais de 50 anos”, contou.

Com alguma nostalgia, referiu que, quando não ajudava a mãe a moer o trigo, trabalhava na fazenda a cultivar a terra. Naquele sítio nasciam tomates em abundância e, “para não se perderem”, fazia massa de tomate e ia vender a Machico para ajudar o seu pai a ganhar algum dinheiro.
E foi assim, “uma vida dura, tempos difíceis mas valiosos onde todos agradeciam pelo que tinham e ninguém reclamava ”.


Anos mais tarde, Agostinho recebeu uma carta do pai, emigrado no Curaçao. Tinha-o mandado buscar. Sem saber o que o esperava, partiu em busca de uma vida melhor. Para trás, deixou os irmãos, a mãe e o moinho, onde foi verdadeiramente feliz na sua infância.

Mas a viagem foi curta. Uma espécie de férias bem prolongadas, poderá assim chamar-se. Pois, passados quatro anos, regressou à Madeira.
Com saudades do moinho?, perguntamos. Agostinho apenas sorriu. Afinal, há histórias que merecem permanecer nos segredos dos Deuses.


Revelou apenas que no seu regresso a mãe continuava a trabalhar no moinho por contra de outrem eu nada havia mudado. Moía o trigo e o produto era dividido, metade para o patrão, metade para ela. Uns 50 quilos por dia, sensivelmente.
E assim foi, pelo menos até ao dono do moinho falecer e os herdeiros o colocarem à venda.


“Mas como é que este moinho com tamanha história de família pode ser vendido a alguém de fora?”, disse para os seus botões na altura. E foi então que, há 40 anos, decidiu investir as suas poupanças e comprar aquele moinho que hoje conta com cerca de 150 anos.
Trabalhou uma vida inteira mas há seis anos a idade começou a pesar e as pernas a acusar cansaço. Desde então nunca mais lá foi.


“Isto vai tudo acabando. Agora estou aqui com a minha mulher, amarrado a esta cadeira sem poder andar”, referiu o moleiro. “Esta juventude de hoje em dia já não quer trabalhar no moinho, nem se importam com essas coisas. Querem é televisões e telemóveis.

Às vezes, ainda dizem para eu ir lá ver mas como não percebo nada daquilo prefiro ficar aqui, à sombra, a olhar para o mar e a ouvir o som dos aviões que aterram no aeroporto”, acrescentou, olhando com um ar carinhoso para Joaquim, o único filho que ainda mantém o negócio de pé, nem que seja apenas uma vez durante ao mês.

A Junta de Freguesia de Gaula prevê apoiar a plantação de cereais, de forma a que o moinho continue a funcionar e pretende a reabertura de outro moinho.

Junta de Gaula apoia cultura do cereal A Junta de Freguesia de Gaula tem previsto, ainda para este ano, um apoio à cultura do cereal.
Nesta visita ao moinho, Élvio  Sousa revelou à MAIS que estão a trabalhar neste projecto com um produtor do sítio da Fazenda, em Gaula, “porque a produção do cereal por si só já garante a manutenção regular do moinho, pois só moí se houver cereal”.


O presidente da Junta de Freguesia local disse ainda que este moinho está preservado e bem consertado e que está inserido num projecto da rota da água, nos quais são estão também inseridos equipamentos como os lavadores de levada e as caixas de distribuição de água, num roteiro semanalmente percorrido por 120 turistas.

“Infelizmente este moinho só funciona uma vez por mês porque não tem cereal para o efeito mas se nós apoiarmos a cultura do cereal, por sua vez indirectamente conseguimos apoiar o moinho”, disse o autarca, sublinhando que a partir do mês de Setembro as  pessoas começam já a ponderar o plantio.Élvio Sousa revelou ainda que existe também um outro moinho naquela zona, conhecido como “o moinho da frigideira”, que devido à inexistência de água não funciona. Desta forma, a Junta já entrou em contacto com a ARM- Águas e Resíduos da Madeira- para o colocar em funcionamento mais breve possível.



Presença no Capítulo da Confraria Camoniana de Ílhavo

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participou no dia 11 de Junho no Capítulo da Confraria Camoniana de Ílhavo, que se realizou na cidade de Ílhavo.
Estreito de Câmara de Lobos, 13 de Junho de 2016































Presença da AMC/CGM no V Capítulo da Confraria do Mel

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira esteve representada no V Capítulo da Confraria do Mel, que decorreu no dia 12 de Junho, na cidade de Macedo de Cavaleiros, Alto Trás-os-Montes, no Distrito de Bragança.
Estreito de Câmara de Lobos, 13 de Junho de 2016.





10 junho 2016

Participação cancelada no Capítulo da Confrérie du Doré du Quebec no Canadá

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira faz saber que, ao contrário do que estava previsto e agendado, não irá participar em Junho no Capítulo da Confrérie du Doré du Quebec, que se realizará no dia 21, na região de Outaouais, Quebec - Canadá. 

Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Junho de 2016.

Presença cancelada na "22ª Festa da Madeira" devido ao adiamento para 3 de Julho

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira vem por este meio informar que a 22ª Festa da Madeira, que seria organizada pela Associação "Fleurs de Madére" no dia 5 de Junho de 2016, em Ormessson-Sur-Marne (Île-de-France) não se realizou devido a razões climatéricas. Este evento foi assim adiado para o próximo dia 3 de Julho. No entanto a AMC/CGM faz saber que nesta data não será possível a sua presença no referido evento.
Estreito de Câmara de Lobos, 10 de Junho de 2016.

09 junho 2016

Representação madeirense no V Capítulo da Confraria do Mel em Macedo de Cavaleiros

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira estará representada no V Capítulo da Confraria do Mel, que terá lugar no dia 12 de Junho, na cidade de Macedo de Cavaleiros, Alto Trás-os-Montes, no Distrito de Bragança.
Estreito de Câmara de Lobos, 9 de Junho de 2016.


Presença confirmada no IX Capítulo da Confraria Gastronomica "O Moliceiro" em Aveiro

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronomica da Madeira irá participar no IX Capítulo da Confraria Gastronomica "O Moliceiro", que se realizará no dia 11 de Junho, na Vila da Murtosa, Baixo Vouga, Distrito de Aveiro.
Estreito de Câmara de Lobos, 9 de Junho de 2016.

08 junho 2016

Participação no dia 11 no Capítulo da Confraria Camoniana de Ílhavo

A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira participa no Capítulo da Confraria Camoniana de Ílhavo, que se realiza na cidade de Ílhavo, no dia 11 de Junho de 2016. 

Estreito de Câmara de Lobos, 8 de Junho de 2016

06 junho 2016

Representação madeirense no Capítulo da Confraria Du Biétrumé & de Blanche de Namur


"Foi com um suculento pequeno almoço que fomos recebidos logo pela manhã, ás 9h00, pela Confraria DBiétrumé & de Blanche de Namur", numa magnífica padaria e confeitaria na zona histórica da cidade de Namur, na Bélgica. Se o tempo estava incerto e a chuva poderia aparecer a todo o momento, essa não foi uma razão para que este Capítulo não decorresse como tinham pensado os organizadores. Efetivamente depois do pequeno almoço, uma visita guiada pelas ruas e à zona histórica desta linda cidade, com foto de família em frente à Catedral, foi  numa antiga igreja que se desenrolou o Capítulo propriamente dito. Neste local foram elogiadas as 45 Confrarias presentes vindas de França, Portugal e naturalmente da Bélgica, pela maioria. 
Uma vez mais senti o carinho e o interesse, não só pela Confraria Gastronómica da Madeira, mas também pelo destino de férias na Madeira, como sempre com muitas perguntas acerca do hotel, da gastronomia, dos pontos de atracção, entre outras. Perguntas as quais tento sempre responder o melhor possível, sempre com o mesmo objetivo de levar o máximo de pessoas a visitarem a Madeira." 

















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